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Emetofobia: o que é, sintomas, causas e tratamento

 
Por Alejandro Garcia Mingrone. 27 outubro 2021
Emetofobia: o que é, sintomas, causas e tratamento

Geralmente é comum que uma pessoa já tenha vomitado em algum momento de sua vida, seja por uma situação estressante, por ter ingerido um alimento estragado ou pelo qual tenha intolerância, infecções estomacais e tonturas. Este tipo de reação é uma forma que tem o corpo de se desfazer de algum elemento que te faz mal. No entanto, existem pessoas que possuem um medo enorme de vomitar e até mesmo sofrem por isso.

Possivelmente tenha ouvido falar disto ou tenha acontecido com você, assim como também pode ser que você conheça alguém que sente um medo intenso diante do fato de vomitar. Quer saber mais sobre isso? Neste artigo de Psicologia-Online, te forneceremos informações sobre a emetofobia: o que é, quais são seus sintomas, sua causa e tratamento.

O que é emetofobia

A emetofobia é o medo intenso de vomitar e/ou de ver outras pessoas vomitarem. Considera-se um transtorno de ansiedade caraterizado por uma situação especial que implica o fato de vomitar. É por esse motivo que este quadro clínico está demarcado dentro das fobias específicas. Segundo o DSM-V[1], consiste em um medo excessivo e irracional que se prolonga no tempo.

Entre as características que a emetofobia apresenta, destaca-se o fato de que este medo aparece diante de qualquer estímulo relacionado com o vômito, como estar em lugares com pessoas que possam vomitar ou que tenham vomitado, assim como também a sensação de náuseas associada a possibilidade concreta do vômito.

Sintomas da emetofobia

Dividiremos os sintomas da emetofobia em três categorias: corporais, cognitivos e comportamentais.

Sintomas corporais da emetofobia

Os sintomas corporais são aquelas manifestações físicas que aparecem no corpo. Os mais importantes da emetofobia são:

  • Aumento da tensão muscular.
  • Náuseas e/ou vômitos.
  • Sensação de tontura.
  • Vertigem.
  • Dores estomacais.
  • Alterações gástricas.
  • Aumento da frequência cardíaca.
  • Elevação do ritmo respiratório.
  • Cefaleias.
  • Sudoração.
  • Sensação de falta de ar.

Sintomas cognitivos da emetofobia

Os sintomas cognitivos são um conjunto de pensamentos e ideias sobre possíveis situações que poderiam ocorrer. Aqui mencionaremos os mais marcantes da emetofobia:

  • Ideias catastróficas do ato de vomitar.
  • Pensamentos de morte.
  • Crenças alteradas da realidade.

Sintomas comportamentais da emetofobia

Quanto aos sintomas comportamentais, diremos que estes são aquelas condutas que as pessoas realizam a partir dos pensamentos e as sensações físicas que têm. A seguir, indicaremos os sintomas da emetofobia de caráter comportamental mais relevantes:

  • Evitar ingestão de comida: a pessoa se nega a comer alimentos por medo ao possível vômito.
  • Evitar lugares: se tenta evadir de lugares nos quais se possam observar alguém vomitando ou que se apresente algum estímulo relacionado com o vômito.
  • Tentativas de escape: se busca fugir das situações nas que poderiam surgir vômitos mediante desculpas para não presenciar tal momento.

Devemos saber que a presença de algum destes sintomas não implica necessariamente uma emetofobia. O diagnóstico deve ser realizado por um profissional da saúde, já que será encarregado de indicar um tratamento adequado levando em conta as características de cada caso.

Causas da emetofobia

É certo que não há um consenso total dos sinais que determinam a emetofobia, porém existem algumas variáveis que poderiam explicar sua origem. Neste tópico descreveremos as causas da emetofobia mais importantes:

  • Experiências desagradáveis do passado: poderiam ter ocorrido situações que tenham gerado um grande mal-estar. Em nível geral, acontecem na infância e estão relacionadas com sensações de asfixia, afogamento ou vômitos de grande intensidade.
  • Predisposição genética: os fatores hereditários desempenham um papel importante no momento de levar em conta a origem deste transtorno. Há pessoas que sofrem de emetofobia que têm familiares com a mesma problemática.
  • Fatores psicológicos: o medo de vomitar também pode estar relacionado com algum tema que gere medo de expressá-lo. Aqui há que considerar que a boca é uma zona do corpo que nos dá a possibilidade de expressar ideias e pensamentos. Desde este ponto de vista, o medo intenso de vomitar pode ser a consequência de angústia e inibições.

Tratamento da emetofobia

A terapia cognitivo-comportamental geralmente é o tratamento que apresenta melhores resultados na abordagem de pacientes que apresentam emetofobia. Este tratamento consiste em três pilares importantes:

  • Reestruturação cognitiva: busca-se que o paciente modifique seus pensamentos e crenças a respeito do vômito.
  • Dessensibilização sistemática: outra das fases desta terapia consiste em expor o paciente aos estímulos que geram os sintomas associados ao vômito, seja apresentando certas situações ou através do uso da imaginação.
  • Treinamento de habilidades: ferramentas são fornecidas ao paciente que permitam seu relaxamento para enfrentar situações de ansiedade. Isto possibilita uma diminuição nos níveis de excitação do sistema nervoso.

As situações que descrevemos recentemente sempre devem ser coordenadas por um profissional de saúde a cargo do tratamento correspondente.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Referências
  1. ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA (2013). Manual Diagnóstico y Estadístico de los trastornos mentales (DSM-V). Arlington: Editorial Médica Panamericana.
Bibliografia
  • MANZUOLI, A. (2019). Análisis de un caso de fobia específica; emetofobia en tratamiento cognitivo conductual. Buenos Aires: Universidad de Palermo, Facultad de Humanidades y Ciencias Sociales, Carrera de Psicología.
  • SALGADO, M.E. (2019). "Alguien podría vomitar". Terapia cognitivo conductual para una fobia específica a vomitar (Emetofobia): Un caso de estudio. Revista Argentina de Clínica Psicológica. Vol. XXVIII, (4), 325-338.

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