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Inteligência emocional no trabalho: importância e chaves

 
Por Equipe editorial. 29 outubro 2019
Inteligência emocional no trabalho: importância e chaves

Desde sempre, ouvimos dizer que o coeficiente de inteligência era determinante para saber se alguém terá sucesso na vida e que a medição do mesmo pode prever o futuro do sucesso acadêmico e profissional de alguém. No entanto, há vários anos que, no âmbito empresarial, as pessoas se aperceberam que as capacidades para ter êxito na vida são outras que não podem ser medidas através de um teste de inteligência.

Em Psicologia-Online, te explicamos o que é inteligência emocional no trabalho, qual a sua importância e quais são as melhores técnicas para desenvolvê-la.

Inteligência vs Inteligência Emocional

Pense, por um momento, na importância que as emoções têm na nossa vida diária e rapidamente concluirá que, na maioria das vezes, marcam todas as suas decisões sem que você se aperceba. Você comprou o seu carro pensando em quão rentável ele seria? Escolheu o seu companheiro ou companheira por ser a melhor opção de forma objetiva? Escolheu o seu trabalho por oferecer o melhor salário? A maioria das nossas decisões são influenciadas (ou até mesmo dominadas) pelas emoções.

Desse modo, devemos admitir que algumas pessoas têm um domínio da sua vida emocional muito maior que outras. É curioso ver que pouca correlação existe entre a Inteligência clássica e a Inteligência emocional. Um caso extremo seria o típico "nerd" que, exagerando claro, é uma máquina intelectual com uma vida emocional desastrosa.

Por outro lado, podemos encontrar pessoas que não passaram da escola primária que tiveram muito sucesso e que têm uma vida organizada de meter inveja. Esses casos extremos não são o comum, mas é necessário entender que devemos prestar mais atenção a este tipo de habilidades que podem marcar a nossa vida de forma igual ou superior ao coeficiente de inteligência.

Pilares da inteligência emocional

Segundo Daniel Goleman, os componentes ou pilares da inteligência emocional são:

  • Autoconhecimento emocional (ou consciência do próprio ser): se refere ao conhecimento das nossas próprias emoções e de como nos afetam. É muito importante conhecer o modo no qual o nosso humor influencia o nosso comportamento, quais são as nossas virtudes e os nossos pontos fracos. Podemos surpreender-nos com o pouco que sabemos sobre nós mesmos.

  • Autocontrole emocional (ou autorregulação): O autocontrole permite que não nos deixemos levar pelos sentimentos do momento. Consiste em saber reconhecer o que é passageiro em uma crise o que perdura. É possível que uma pessoa se irrite com o companheiro ou companheira mas, se sempre se deixasse levar pelo calor do momento, estaria continuamente agindo de forma irresponsável e logo pedindo perdão por isso.

  • Automotivação: dirigir as emoções a um objetivo permite manter a motivação e fixar a nossa atenção nas metas em vez dos obstáculos. Para isso, é necessária uma certa dose de otimismo e iniciativa, de forma a ser empreendedor e agir de forma positiva em relação a adversidades.

  • Reconhecimento de emoções alheias (ou empatia): As relações sociais se baseiam, muitas vezes, em saber interpretar os sinais que os outros emitem de forma inconsciente e que frequentemente não são verbais. O reconhecimento das emoções alheias, do que os outros sentem e do que se pode interpretar da expressão facial, por um gesto ou por uma resposta menos simpática, pode ajudar a estabelecer laços mais reais e duradouros com as pessoas do nosso ambiente. Reconhecer as emoções alheiras é o primeiro passo para entendê-las e identificar-se com elas.

  • Relações interpessoais (ou habilidades sociais): Qualquer pessoa pode intuir que uma boa relação com os outros é uma das coisas mais importantes para a sua vida e para o seu trabalho. Não basta tratar bem quem você acha simpático, os amigos e a família, mas também lidar corretamente com quem está em uma posição superior, com o seu chefe, os seus inimigos, etc.
Inteligência emocional no trabalho: importância e chaves - Pilares da inteligência emocional

Importância da inteligência emocional no trabalho

Atualmente, muitas empresas estão investindo muito dinheiro em formar os seus trabalhadores em Inteligência Emocional. Isso acontece porque se aperceberam que a chave do sucesso e das vendas está no grau no qual os trabalhadores de uma empresa conheçam e controlem as suas emoções e saibam reconhecer os sentimentos dos clientes.

Imaginem o caso de um vendedor que não tem habilidades de comunicação com o público, um empresário sem motivação pela sua empresa ou um negociador sem autocontrole. A estas pessoas, um mestrado de Harvard não serve de nada, já que tardarão pouco em desistir do seu trabalho por terem um mau conhecimento das próprias emoções.

Nas seleções de pessoal, cada vez mais se tende a colocar o candidato em situações incômodas ou estressantes para ver como reage. Os tempos das simples provas e currículos já passaram à história, uma vez que é necessário ver como o indivíduo reage perante situações chave que encontrará no seu trabalho.

Como desenvolver a inteligência emocional no trabalho: 10 chaves

Existem várias técnicas para aumentar o seu coeficiente emocional, ou seja, para desenvolver a inteligência emocional nas empresas e garantir o sucesso profissional.

Essas são as 10 chaves para aumentar a sua inteligência emocional no trabalho:

1. Escuta ativa

Pessoas emocionalmente inteligentes escutam ativamente ao invés de apenas esperar a sua vez para falar, procurando ao máximo entender antes de responder e dando atenção aos detalhes de comunicação não-verbal dos demais. Assim, conseguem prevenir mal-entendidos, demonstrar respeito pela pessoa que está falando e ainda responder melhor à questão.

2. Motive-se

Pessoas que se motivam a elas mesmas acabam motivando os demais, por isso procure ser resiliente em relação aos obstáculos que vão surgindo no seu caminho.


3. Comunique com assertividade

Comunicar de forma assertiva é a melhor maneira de ganhar respeito sem parecer demasiado agressivo ou passivo. Pessoas com coeficiente emocional alto sabem como expressar as suas necessidades e opiniões mantendo o respeito pelos demais.

4. Responda bem a críticas

Uma parte importante de aumentar a sua inteligência emocional é saber aceitar críticas. Evite ficar ofendido ou adotar uma postura defensiva e prefira tomar um tempo para entender o motivo da crítica, como ela afeta a performance dos outros e como eles podem solucionar problemas de forma construtiva.

5. Pratique a consciência própria

Pessoas com Inteligência Emocional nas organizações são intuitivas e se conhecem bem a si mesmas. Conhecem as próprias emoções e sabem como elas afetam as pessoas à sua volta. Também detectam facilmente as emoções e linguagem corporal dos outros e usam essa informação para melhorar a própria comunicação

6. Seja acessível e sociável

Uma pessoa trabalhando com a inteligência emocional sempre parece acessível, sorri e tem uma presença positiva. Este tipo de pessoa usa habilidades sociais adequadas adaptadas ao relacionamento com quem está presente, possui uma grande inteligência interpessoal e sabe como comunicar de forma clara.

7. Responda aos conflitos ao invés de reagir

Em momentos de conflito, é comum presenciar surtos emocionais e sentimentos de raiva. Para cultivar a inteligência social no trabalho, você deve manter a calma durante as situações estressantes e evitar tomar decisões impulsivas que podem prejudicar ainda mais o problema. Procure identificar a melhor maneira de solucionar o problema de forma consciente e garantir que as suas palavras estão alinhadas com suas ações.

8. Cultive o positivismo

Parte da Inteligência Emocional passa por entender poder da sua atitude, já que uma atitude negativa pode ser contagiosa se você deixar. Assim, você deve ser consciente dos estados de humor das pessoas em seu redor e agir de acordo com elas, protegendo a sua. Pessoas emocionalmente inteligentes sabem o que necessitam para ter um bom dia com um desfecho otimista. Pequenos detalhes como meditar ou investir em um bom café da manhã podem fazer toda a diferença no seu humor e atitude.

9. Seja empática(o)

A Inteligência Emocional no trabalho exige empatia, uma característica que demonstra força emocional e que ajuda a relacionar-se com os demais. Pessoas empáticas promovem o respeito mútuo e a compreensão entre pessoas com opiniões e contextos divergentes.

10. Aplique técnicas de liderança

A liderança e o coeficiente emocional caminham de mãos dadas. Bons líderes possuem padrões elevados para eles mesmos e dão o exemplo aos demais. Eles tomam iniciativa e possuem um excelente poder de decisão e de resolução de problemas, contribuindo para um nível de produtividade alto no trabalho e na vida.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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