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Parkinson tem cura?

 
Por Sonia Silgado, Psicóloga. Atualizado: 29 junho 2022
Parkinson tem cura?

O Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso. Seus sintomas vão aparecendo de forma gradual, sendo bastante comum, no começo, haver um leve tremor em alguma das mãos ou que os braços não balancem durante o caminhar. Os sintomas vão se tornando mais graves à medida que a doença avança. Estipula-se que a pessoa tem uma esperança de vida de boa qualidade de entre 15 e 20 anos.

Devido ao fato de a expectativa de vida ser cada vez maior, os casos te Parkinson têm aumentado, já que a doença é mais comum em idades avançadas. Isto faz com que muitos queiram saber se essa doença tem cura.

Neste artigo de Psicologia-Online, te responderemos a pergunta: Parkinson tem cura? Bem como os diferentes sintomas e causas da doença e a expectativa de vida e mortalidade de uma pessoa com Parkinson. Também mostramos os tratamentos atuais e os últimos medicamentos que existem para tratar esta condição.

Sintomas do Parkinson

Existem diversos sinais bastante comuns em pessoas que sofrem desta doença. Sendo assim, como se detecta o Parkinson? Vejamos quais são os sintomas do Parkinson:

  • Tremores: este é o sintoma mais característico do Parkinson e o que todos se lembram quando se fala desta condição, embora nem todos que sofram de Parkinson apresentam tremores. De forma geral, os tremores começam em uma extremidade. O conhecido "tremor de comprimido" é bastante comum e consiste em uma forma involuntária de apertar o indicador e o polegar. Os tremores ocorrem inclusive com a mão em repouso.
  • Lentidão nos movimentos (bradicinesia): os movimentos podem se tornar mais lentos e mais difíceis de fazer. É muito comum arrastar os pés ao caminhar, que os passos sejam mais curtos e que qualquer movimento seja complexo de realizar.
  • Rigidez muscular: a tensão ou rigidez muscular é bastante comum. Em muitos casos esta rigidez pode chegar até mesmo a ser dolorosa.
  • Postura encurvada e o equilíbrio: outro dos sintomas típicos no mal de Parkinson é ter problemas de equilíbrio e uma postura encurvada ao andar. Além disso, o Parkinson produz cansaço.
  • Perda dos movimentos automáticos: os movimentos automáticos são aqueles que fazemos sem planejar. nem pensar. Alguns deles que podem ser afetados são as piscadas ou os movimentos de braços ao andar, entre outros. Sendo assim, a pessoa tem que dedicar um tempo a pensar em qual movimento quer fazer, porque já não consegue fazê-lo de forma automática.
  • Mudanças na fala: em função da pessoa, a fala pode ser afetada de uma forma ou outra. Pode chegar a um tom muito monótono ou começar a falar rápido demais. Também são habituais os insultos ou vacilar antes de falar.
  • Problemas na escrita: escrever pode ser cada vez mais difícil e pode chegar a produzir uma letra cada vez menor.

Todos estes sintomas produzem o parkinsonismo. Descubra mais sobre o que é o Parkinson e outras doenças neurodegenerativas neste artigo: Transtornos neurocognitivos: o que são, tipos, causas e tratamento

Causas do Parkinson

O Parkinson se deve a uma falha na produção de dopamina no cérebro. Isto é, há menos quantidade do que deveria. A dopamina é um hormônio que se encarrega de produzir a sensação de recompensa, participa nos movimentos corporais, no sono, etc. Mas, por que ocorre esta falha na produção de dopamina?

As causas do Parkinson não foram encontradas, mas sim diversos fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver Parkinson. Um destes fatores é que o Parkinson é genético. Por outro lado, determinados fatores do ambiente, como a exposição a toxinas (inseticidas e herbicidas, por exemplo), podem aumentar a probabilidade de ter Parkinson.

As pesquisas atuais estão se focando na presença de corpos de Lewy, os quais são massas que se encontram no interior dos neurônios. A probabilidade de sofrer de Parkinson aumenta em homens de idade avançada.

Expectativa de vida e mortalidade no Parkinson

Como dizíamos no início, estipula-se que a expectativa de vida de boa qualidade é entre 15 e 20 anos. Diversos estudos mostraram que a expectativa de vida do Parkinson é mais curta e há um maior risco de mortalidade. No entanto, não existem grandes diferenças entre a expectativa de vida total de uma pessoa com Parkinson tratada do que uma pessoa sem Parkinson.

Então, o Parkinson é mortal? Podemos concluir que não se trata de uma doença mortal para a maioria das pessoas que sofrem com ela. Mas, o Parkinson tem cura? A seguir, veremos se o Parkinson é curável e seu tratamento.

Tratamento do Parkinson

O Parkinson tem cura? Em primeiro lugar, cabe mencionar que o tratamento do Parkinson serve para reduzir os sintomas, mas não cura a doença. A ajuda de fisioterapeutas pode ajudar a preservar o movimento e o equilíbrio, e um fonoaudiólogo pode facilitar a manutenção da fala.

No que diz respeito à medicação, não se pode proporcionar dopamina diretamente ao paciente, pois esta não pode chegar ao cérebro, dessa forma a medicação é composta de precursores de dopamina. Alguns dos medicamentos para o Parkinson mais atuais que ajudam consideravelmente a tratar os sintomas são:

  • Carbidopa-Levodopa: a levodopa é o precursor natural da dopamina, portanto é o tratamento mais eficaz e habitual. No entanto, com o tempo, este medicamento perde eficácia.
  • Carbidopa-levodopa inalada: é empregada quando os medicamentos orais deixam de ser tão eficazes.
  • Infusão de carbidopa-levodopa: é administrada através de uma sonda de alimentação para que o medicamento chegue diretamente ao intestino delgado. É comum ser administrada a pacientes com a doença em estágio avançado.
  • Agonistas de dopamina: procuram imitar a dopamina no cérebro. Não são tão eficazes, mas seus efeitos são mais duradouros.
  • Inibidores da enzima monoamina oxidase tipo B: evitam que a dopamina seja metabolizada.
  • Inibidores da catecol-O-metiltransferase: bloqueia uma enzima que dissolve a dopamina.
  • Anticolinérgicos: são os medicamentos para o Parkinson mais clássicos na hora de controlar os tremores. No entanto, já não são tão usados devido a seus inumeráveis efeitos colaterais.
  • Cloridrato de amantadina: é aplicada no início da doença para aliviar os sintomas quando ainda são leves. Em certos casos, é administrado junto à carbidopa-levodopa para controlar efeitos colaterais desta última.
  • Nos casos mais extremos, pode ser feita uma estimulação cerebral profunda com eletrodos.
  • Exercícios para Parkinson e o consumo de cafeína ou de chá verde estão associados a um menor risco de sofrer desta doença.

    Se você está se perguntando como prevenir o Parkinson, os exercícios mentais e físicos podem ajudar a tornar os sintomas do Parkinson mais leves.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

Se pretende ler mais artigos parecidos a Parkinson tem cura?, recomendamos que entre na nossa categoria de Neuropsicologia.

Bibliografia
  • Chou, KL (2017). Diagnóstico y diagnóstico diferencial de la enfermedad de Parkinson. Waltham (MA): UpToDate.
  • Ferri, F. F. (2019). Ferri's Clinical Advisor 2020 E-Book: 5 Books in 1. Elsevier Health Sciences.
  • Posada Rodríguez, I. J. (2010). Mortalidad de la enfermedad de Parkinson y otros parkinsonismos. Datos del estudio poblacional Nedices.

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