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Transtorno obsessivo-compulsivo: sintomas, causas e tratamento

 
Por Equipe editorial. 5 dezembro 2019
Transtorno obsessivo-compulsivo: sintomas, causas e tratamento

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) altera diretamente a qualidade de vida do paciente. O paciente sofre obsessões frequentes em relação a um tema específico e essa obsessão, acompanhada da ansiedade, leva a comportamentos compulsivos. Essa doença é condicionada pelos pensamentos repetidos que, na forma de um disco arranhado afetam o paciente e, também, pela impulsividade de atos com os quais o paciente procura acalmar seu desconforto. No entanto, acaba preso em um círculo de negatividade, pois diante do estímulo que causa desconforto, reage sempre com a mesma resposta. Neste artigo de Psicologia-Online, refletimos sobre o transtorno obsessivo-compulsivo: tratamento, sintomas e causas.

7 sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo

A personalidade de uma pessoa que sofre de transtorno obsessivo-compulsivo pode ser distinguida por fatores como os seguintes:

  1. Obsessão por um assunto, além de uma interpretação dramática da realidade. Por exemplo, alguns pacientes realizam verificações constantes para garantir que desligaram o forno. No entanto, apesar desta verificação recorrente que mostra como o sistema da dúvida é um dos sinais que caracterizam esse diagnóstico, a pessoa pode até voltar para casa mais uma vez para garantir isso. Esse exemplo é paralelo à outras situações específicas, por exemplo, o paciente pode precisar verificar que fechou a porta de casa ou que fechou as torneiras.
  2. Lavar as mãos com frequência. Em alguns casos, o paciente mostra esse ato de lavar as mãos de forma compulsiva porque sofre com a ideia de ser contaminado ao tocar um objeto.
  3. Obsessão pela limpeza. Esse tipo de transtorno também pode se manifestar através da ansiedade que produz o perfeccionismo pela ordem no lar. O conflito nesse tipo de situação é que a pessoa acaba limpando o que está limpo. A busca por ordem no lar ou no espaço de trabalho é um objetivo construtivo porque o espaço exterior está em constante relação com o plano interior. No entanto, quando uma pessoa sofre esse diagnóstico, sente como se sua qualidade de vida fosse claramente condicionada por esse transtorno, posição em que o paciente dedica grande parte do seu tempo para limpar. Ocasionalmente, o paciente procura a simetria dos objetos no espaço.
  4. Fobias em grau extremo. Ocasionalmente, um medo pode levar em um transtorno obsessivo-compulsivo quando o paciente age de forma automática de determinada maneira para se proteger desse pensamento associado a esse transtorno.
  5. Pensamentos dramáticos sobre a realidade. Por exemplo, o paciente exagera as consequências que podem ocorrer caso o medo se torne realidade. Essa é uma das razões pelas quais essa síndrome também reflete a baixa tolerância à incerteza que o afetado sente.
  6. Rituais compulsivos, isto é, ações que não mostram uma resposta lógica como causa e efeito diante de um estímulo externo. No entanto, o paciente repete uma mesma sequência de passos para acalmar sua ansiedade.
  7. Medo excessivo de sofrer um dano ou causar a outros. Esse tipo de pensamento obsessivo também pode estar condicionado pela intensidade de ideias irracionais que transbordam o afetado, ideias que não sabe como silenciar.
Transtorno obsessivo-compulsivo: sintomas, causas e tratamento - 7 sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo

Consequências do transtorno obsessivo-compulsivo

Esse transtorno pode se mostrar em graus diferentes. Um mesmo paciente pode experimentar períodos de sintomas mais agudos que outros. Em essência, é um transtorno que produz sofrimento porque o paciente não consegue acalmar definitivamente a causa de sua dor, além do aparente alívio imediato que oferecem os comportamentos compulsivos. A ansiedade brota novamente em qualquer momento, e então, começa uma nova sequência de incertezas e desconfortos.

Esse transtorno produz efeitos comportamentais, sociais e ocupacionais. Esse transtorno afeta tão profundamente a rotina cotidiana do paciente que pode envolver as diferentes esferas da vida. Muitas vezes, esse transtorno leva ao isolamento social, porque o paciente acaba trancado em si mesmo e em uma zona de conforto limitante e muito reduzida.

Causas do transtorno obsessivo-compulsivo

Embora as causas exatas do transtorno obsessivo-compulsivo sejam desconhecidas, os especialistas apontam que existem determinados fatores que podem predispor à sua condição:

  • Existem fatores de risco que podem aumentar a vulnerabilidade diante deste diagnóstico, por exemplo, histórico familiar de entes queridos que sofreram de TOC ou uma doença mental.
  • O estresse prolongado e em um nível agudo também afeta a resiliência pessoal do indivíduo e a sua capacidade de resposta diante de determinadas situações.
  • As causas definitivas do TOC não são conhecidas, mas sabe-se que existem fatos pessoais que podem agir como um elemento desencadeador, por exemplo, a morte de uma pessoa próxima ou um divórcio traumático.

Transtorno obsessivo-compulsivo: tratamento

O transtorno obsessivo compulsivo pode ser tratado, portanto, o paciente pode experimentar uma melhora significativa em sua qualidade de vida. Esse tratamento pode integrar uma combinação de terapia psicológica e tratamento farmacológico ou apenas uma das duas. O tratamento produz melhores resultados naqueles pacientes que seguem todas as indicações do especialista.

Medicação

Alguns medicamentos usados de forma comum no tratamento de pacientes com TOC incluem a Fluvoxamina, Sertralina e Fluoxetina.

Psicoterapia

Já no caso da terapia psicológica usada para tratar o transtorno obsessivo-compulsivo, podemos destacar o sucesso de alguns casos de terapia cognitiva comportamental que foram tão ou mais eficazes que a medicação. É essencial consultar um especialista em casos de TOC, já que ele é o profissional mais indicado para controlar os comportamentos compulsivos e a obsessão.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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