Valores universais: quais são, lista e exemplos

Valores universais: quais são, lista e exemplos

Falar sobre o que consideramos adequado para a convivência social pode causar alguma dissonância, já que alguns de nós podemos pensar que, em certos casos, não são necessárias certas atitudes para conviver. Ao serem reconhecidos e aplicados em todos os grupos sociais, mesmo com todas as diferenças, surgem os valores universais; estes se fixam com o objetivo de criar um contexto mais sadio e agradável para viver. Neste artigo de Psicologia-Online, vamos te explicar mais sobre os valores universais: quais são, lista e exemplos.

O que são valores universais

Os valores universais são um conjunto de normas de convivência válidas em uma determinada época e região. Estes valores universais podem ser compartilhados por culturas ou grupos sociais diferentes e são transmitidos através da educação familiar e escolar, bem como por todos os meios de comunicação.

Tomaremos o termo valor como referência a algo que um sujeito ou grupo social considera importante, justificando que seja privilegiado, promovido e procurado. É crucial destacar que um valor não é a mesma coisa que um desejo. Desejar algo implica querer determinada coisa sem muita reflexão, o que pode ser motivado por instintos, necessidades físicas ou impulsos. Por outro lado, é possível que um valor se origine de um ou vários desejos, mas surge após a reflexão sobre se o que precisamos (desejamos) é benéfico ou prejudicial.

George Edward Moore (1925) argumentou que é impossível definir o termo bom, pois não existe um modelo que nos permita descobrir seu significado. Este filósofo chamou essa incapacidade de definir termos avaliativos de falácia naturalista.

Assim, compreendemos que cada indivíduo avalia eventos, comportamentos e estados mentais conforme os relaciona com seu contexto social e educacional; cada cultura privilegia certas coisas como resultado de suas ideias, trajetórias e localizações geográficas. Contudo, afirmar que existem valores universais implica encontrar algo utilizado por todas as pessoas e suas comunidades por efeito da humanidade compartilhada. Estes valores universais podem emergir de pesquisas científicas, ciências sociais ou meditação filosófica.

Como e onde aplicar os valores universais

A aplicação de um valor universal é possível através do simples gesto de apreciar tudo que promove uma convivência tranquila e sadia, consigo mesmo e com os outros. Esses valores servem como guias para comportamentos que promovem harmonia e compreensão mútua.

O próprio nome - valores universais - sugere a ampliação do terreno de aplicação destes, pois não se limitam apenas às pessoas, culturas, ideias e formas de viver conhecidas. Os valores universais podem ser aplicados em qualquer região geográfica e de maneiras bastante diferentes, sem estruturas precisas. Eles são aplicados naqueles detalhes que buscam o princípio básico da vida: a verdade. Incorporar estes princípios em cada um de nossos atos, e com cada um de nossos próximos, é sem dúvida uma das formas de aplicar os valores universais.

Por exemplo, em situações de conflito, aplicar valores como a empatia e o respeito pode facilitar a resolução pacífica e a compreensão mútua, promovendo um ambiente onde o diálogo e a cooperação prevaleçam.

Lista de valores universais, significado e exemplos

A seguir, apresentamos 20 valores universais, o significado de cada um deles e exemplos práticos. Estes são os valores universais mais importantes:

  1. Amizade: é a estima entre pessoas que permite a criação de vínculos mais estreitos de convivência. Ambrose Bierce (1906), ironicamente, descreve a amizade como um barco grande o suficiente para levar dois quando o tempo é bom, mas apenas um em caso de tormenta.
  2. Confiança: uma sensação de segurança em relação a outra pessoa, essencial para estabelecer relações saudáveis e duradouras.
  3. Amor: a manifestação dos seres vivos para tudo que representa a beleza e o bem. Um exemplo é a capacidade de trabalhar ativamente pela liberdade, tanto a própria quanto a dos outros, mesmo que essa liberdade não inclua mais ninguém.
  4. Justiça: dar a alguém aquilo que é seu por direito, promovendo a equidade e a imparcialidade.
  5. Liberdade: agir conforme a própria vontade, sem prejudicar a liberdade alheia e tendo consciência das consequências.
  6. Bondade: uma inclinação natural para fazer o bem, associada à gentileza e à generosidade.
  7. Honra: orienta o ser humano ao cumprimento de suas responsabilidades, simbolizando uma vida virtuosa e é um valor essencial no inconsciente coletivo.
  8. Fraternidade: a união e boa correspondência entre os seres humanos, como irmãos ou como aqueles que se tratam como tal.
  9. Honestidade: uma pessoa honesta possui um grau significativo de autoconsciência e coerência entre o que pensa e faz. Este valor procura evitar mentiras contra os outros e contra si mesmo, promovendo o autoconhecimento.
  10. Respeito: requer atribuir aos outros um valor similar ao próprio, reconhecendo seus direitos e responsabilidades. Este valor é recíproco e implica aceitar a diversidade de ideias, costumes e opiniões.
  11. Paz: atitudes que possibilitam a convivência equilibrada, simétrica e harmoniosa entre as pessoas.
  12. Responsabilidade: a capacidade de responder, assumindo os próprios atos, decisões e obrigações, sendo uma qualidade da própria vontade.
  13. Solidariedade: a responsabilidade mútua entre várias pessoas, permitindo colaborar na causa dos outros.
  14. Tolerância: a capacidade de conviver sem impor nossa verdade sobre a do outro, reconhecendo a liberdade de consciência.
  15. Coragem: a capacidade de confrontar situações desafiadoras apesar do medo, demonstrando bravura.
  16. Autocontrole: conhecer e regular os próprios impulsos e emoções para agir de forma equilibrada.
  17. Empatia: a capacidade de compreender os sentimentos, necessidades e preocupações dos outros, promovendo a compreensão mútua.
  18. Gratidão: o reconhecimento e agradecimento pela ajuda recebida dos outros, promovendo relações positivas.
  19. Sabedoria: a aquisição de conhecimentos e experiências que contribuem para o desenvolvimento pessoal e social.
  20. Compaixão: compreender o sofrimento dos outros e agir para aliviar esse sofrimento, promovendo a solidariedade.

Para mais informações, você pode explorar os valores morais e os valores éticos.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Bibliografia
  • George Edward Moore. (1925). Defensa del sentido común. Editores Orbis.
  • Ambrose Bierce. (1906). El diccionario del diablo.