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Por que meu/minha ex quer ser meu amigo/a

 
Por Equipe editorial. 8 setembro 2020
Por que meu/minha ex quer ser meu amigo/a

A sua ou o seu ex foi uma pessoa importante em sua vida, porém vocês dois decidiram colocar um ponto final na relação amorosa de vocês. No entanto, você sente que ela/ele tenta recuperar algum tipo de vínculo com você, você percebe que, apesar de não ser mais sua namorada/o, ela quer fazer parte de sua vida desempenhando outro papel. Muitas pessoas se perguntam se isso é possível e a verdade é que sempre depende de cada caso particular.

Minha/meu ex já deixou de me ver como namorado/a? Quer uma amizade sincera ou procura ser minha amiga ou amigo para tentar me recuperar? Em muitos casos, é necessário avaliar os motivos que podem levar um dos dois, ou ambos, a procurar ter uma amizade com o/a ex. Neste artigo de Psicologia-Online, queremos dar uma resposta psicológica à pergunta: "Por que meu/minha ex quer ser meu/minha amigo/a?"

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Sinais que o/a quer ser seu/sua amigo/a

Se você detectar os seguintes comportamentos, talvez seu/sua ex esteja atrás de uma amizade com você:

Te fala abertamente

Passado o tempo de luto, e depois de terminar a relação de forma amistosa, seu/sua ex pode entrar em contato com você para te dizer que quer manter o contato com você, como amigos, e perguntar se você está de acordo.

Conversa para saber como você está

Se preocupa com você, mas deixa claro que está bem com a situação atual. Te explica que, apesar de querer ficar solteira/o, quer manter contato e uma boa relação, já que você foi alguém importante em sua vida.

Se manifesta pelas redes sociais

A tática mais discreta de todas, mas que pode gerar confusão (parece um pouco com o cachorro da manjedoura, que não come nem deixa de comer), é deixar algum curtir, ou responder alguma história do Instagram para ver se inicia uma conversa.

Te diz que quer te ver, mas evita lugares íntimos

Fala que quer estar com você, mas evita lugares que possam proporcionar encontros mais íntimos. Vocês frequentemente se encontram em um bar e as conversações são fluidas, sem nenhum tipo de segunda intenção, apenas continuam em contato um com o outro.

Por que sua/seu ex quer ser sua/seu amiga/o segundo a psicologia

Há diferentes motivos pelos quais sua/seu ex poderia querer ser sua amiga/o, a seguir vamos vê-los:

Relevância em sua vida

Em um casal se estabelecem vínculos muito fortes. Assim, mesmo que vocês tenham tomado a decisão de se separar como casal, é possível que o vínculo criado seja suficientemente importante para vocês quererem mantê-lo de outra forma, ou seja, como amizade. Neste caso, é possível que sua/seu ex já não te veja como namorado/a, e esteja procurando uma amizade sincera.

Culpa

Talvez quem tomou a decisão de se separar tenha sido sua/seu ex, e viu que isso te fez passar por maus bocados e quer reparar o dano gerado. Isso leva ela/ele a se aproximar de você na forma de amiga/o, com a intenção de curar aquilo que ela feriu e ficar com a consciência mais tranquila.

Medo da solidão

Possivelmente, você e sua/seu ex faziam parte do mesmo ambiente, e o fato de ter tomado a decisão de terminar pode afetar a relação com o resto do grupo. Diante do medo do vazio do resto dos amigos e amigas, tenta estabelecer uma amizade com você para, dessa forma, não perder o restante nem tampouco ter que dividir o grupo.

Esperança

Outro motivo pelo qual sua/seu ex pode querer sua amiga/o, é para tentar te recuperar. Talvez a forma mais fácil de se aproximar de você é através da frase "podemos ser amigos/a e não quero te perder" mas, o que ela/ele realmente quer, é recuperar o vínculo que tinha com você anteriormente - de casal - e acredita que, se primeiramente se tornar sua/seu amiga/o e estar disponível para você poder contar com ela/ele para diversas coisas do dia a dia, vai poder voltar. Aqui te mostramos sinais de que seu(sua) ex ainda te ama e sinais de que seu(sua) ex não quer voltar com você, para ajudar você a identificar qual é a sua situação.

É possível ser amigos depois de um relacionamento?

Com certeza sua/seu ex foi uma figura importante em sua vida, provavelmente vocês compartilharam muitos momentos juntos e perder o relacionamento foi motivo de muita dor. Talvez ser amigo de sua/seu ex, logo depois de vocês terem se separado seja inviável. Primeiramente, é preciso passar pelo luto da separação e, se sua/seu ex continua ao seu lado, desempenhando outro papel, as coisas ficam mais difíceis.

Apesar deste fato, depois de um tempo com cada um seguindo seu próprio caminho, estes podem voltar a se cruzar na forma de amizade, afinal, sua/seu ex não deixa de ser uma pessoa que te conhece muito bem e com a qual, se não há rancor, já que ambos tomaram a decisão que acreditavam ser a correta e não se arrependem, você pode ser um bom amigo/a.

Ser amigo/a da/o ex é bom?

A percepção de cada um frente à esta pergunta pode variar. Ser amigo de um/uma ex é bom se a ruptura foi superada e está claro, para ambos, que o papel que ocupa agora é outro. Por isso, é importante, diante desta pergunta, introduzir outras questões, como:

  • O que eu sinto por ela/ele?
  • Se ela/ele me contar que está com outra pessoa, como eu reagiria?
  • Há intenções ocultas por trás deste novo papel?
  • Me arrependo da decisão que tomei?
  • A sua amizade contribui com minha vida?

Se as respostas vão na direção de querer recuperar sua ex como namorada/o, ser amigo dela/e não é uma boa ideia. Contudo, se ao contrário, você realmente valoriza a pessoa em sua vida e isso não te impede de dar nenhum passo, isso até mesmo te ajuda e você consegue falar sobre qualquer tema, é possível que ser amigo do/a seu/sua ex seja uma decisão acertada.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Bibliografia
  • Boss, P. (2001). La pérdida ambigua: cómo aprender a vivir con un duelo no terminado. Barcelona: gedisa.
  • Poch Avellan, C. (2013). Pèrdues i dols. Barcelona: Octadero.
  • Riso, W. (2003). ¿Amar o depender?: cómo superar el apego afectivo y hacer del amor una experiencia plena y saludable. Editorial: Norma.

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