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Teste de Raven: o que é e como interpretar

Por Claudia Pradas Gallardo. 7 março 2019
Teste de Raven: o que é e como interpretar

O teste das matrizes progressivas de Raven, ou apenas teste de Raven, é um teste psicométrico que tem como objetivo principal medir o nível de inteligência, também conhecido como fator G. Esse exame foi desenvolvido por John C. Raven e administrado pela primeira vez em 1938. O teste psicológico se baseia em averiguar que elemento falta nas matrizes.

Os resultados do teste de Raven podem ser empregados para um exame psicotécnico, um teste psicológico ou para o processo de seleção de um empresa. Se você quer descobrir o que é o teste de Raven, para que ele serve e como interpretar seus resultados, explicamos neste artigo de Psicologia-Online. E confira uma ficha técnica para que você possa se preparar para realizar esse teste psicométrico.

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O que é o teste de Raven

Como seu próprio nome indica, os testes psicométricos são testes e questionários cujo objetivo é medir a psique (mente). Essas técnicas se originaram como ferramenta para poder definir diferentes capacidades que possuímos como seres humanos e, assim, conhecermos um pouco mais os diferentes aspectos da nossa vida.

O teste de Raven faz parte de um conjunto de testes psicométricos destinados a avaliar a inteligência, mais concretamente o fator G.

O que é o fator G?

Charles Spearman, professor e mentor do autor do teste das matrizes progressivas de Raven, foi responsável pela teoria eclética dos fatores, que apoiava a noção de que todas as habilidades do ser humano possuem um fator específico (fator e) e um em comum (fator g).

A partir dessa ideia, Raven elaborou esse teste para medir a inteligência geral do indivíduo. De acordo com o modelo bifatorial de Spearman, podemos medir a inteligência de distintas maneiras, no entanto, Raven utilizou a dedução de relações e correlações em seu teste para medir o fator G.

Atualmente, ao invés de medir esse fator usamos outros tipos de testes para poder medir o coeficiente intelectual ou CI. Mesmo assim, o teste das matrizes progressivas de Raven continua sendo utilizado por grande parte da comunidade de psicólogos e psiquiatras.

Teste de Raven: para que serve

Segundo a teoria de Spearman, Raven e outros teóricos dessa corrente psicométrica, o fator G equivale à capacidade de um indivíduo de resolver problemas lógicos e matemáticos junto à sua capacidade educativa geral.

Ao resolver matrizes e averiguar que peça falta de uma imagem, o teste de Raven mede o já mencionado fator G de cada um, ou seja é um teste de inteligência. Além disso, esse teste não apenas avalia o pensamento lógico, ao ser uma prova não verbal baseada em imagens, como também mede a capacidade de abstração do indivíduo.

Teste de Raven: o que é e como interpretar - O que é o teste de Raven

Teste de Raven: interpretação dos resultados

Para realizar o teste de Raven deve-se administrar 60 matrizes ou problemas que são repartidos em 5 séries. Essas matrizes têm uma borda ou uma composição geométrica com um buraco que deve ser completado com uma das opções que são mostradas na parte inferior das lâminas do teste.

Como pontuar o teste de Raven

Cada problema resolvido satisfatoriamente conta como um acerto. Já as matrizes que estiverem erradas devem ser corrigidas manualmente ou com ajuda de uma folha de correção.

Existem diferentes versões e escalas do mesmo teste de inteligência, realizado em diferentes grupos da população:

  • SPM: é a escala original do teste das matrizes progressivas de Raven e a sua pontuação máxima equivale ao número de matrizes no total, nesse caso 60.
  • CPM: é a escala do teste de Raven infantil, para crianças de 4 a 10 anos, e que tem a pontuação máxima de 36 pontos.
  • AMP: é a escala adotada no teste de inteligência para adolescentes e adultos com altas capacidades. A série I tem uma pontuação máxima de 12.
  • AMP II: é a adaptação do teste de Raven anterior com uma pontuação máxima de 36 pontos.

Depois de somar todos os acertos é necessário comprovar a consistência dessa mesma pontuação. Para isso, devemos observar se em todas as séries o número de erros é aproximadamente o mesmo. De acordo com a ficha técnica do teste de Raven, não se deve existir uma diferença de mais de dois erros em cada série.

Com a pontuação já somada e analisada, é preciso também consultar a tabela de porcentagens, que mostra o número de acertos por cada faixa etária. Assim, basta comparar os resultados com a tabela de inteligência que relaciona cada ranking com uma capacidade intelectual.

Como interpretar os resultados

A seguir, confira um quadro com as porcentagens interpretar melhor as respostas do teste.

Teste de Raven: o que é e como interpretar - Teste de Raven: interpretação dos resultados

Teste de Raven: ficha técnica

Depois de saber como se deve interpretar e avaliar o teste de Raven, vamos resumir para você suas características psicométricas com uma ficha técnica.

  • Nome do exame: Teste das Matrizes Progressivas de Raven, Escala Geral de Raven.
  • Objetivo: trata-se de um teste não verbal que tem como objetivo medir o coeficiente intelectual, ou fator G de inteligência de uma pessoa.
  • Material: é composto por 60 lâminas de matrizes progressivas (na escala original) e por uma folha de respostas. Deve ser respondido a lápis.
  • Administração: pede-se à pessoa que vai realizar o teste de Raven que analise cada matriz apresentada e que escolha uma das opções que melhor se encaixar no buraco que se observa nelas, tanto de maneira vertical como horizontal.
  • Respostas: cada resposta correta equivale a um ponto, sendo 0 a pontuação mínima e 60, a máxima (na escala original).
  • Lâminas: a escala original do teste de Raven contém 60 lâminas para responder. Outras, as versões CPM ou AMP e AMP II, contam com variações nesse quesito.
  • Confiabilidade e validade: os índices de confiabilidade e validade superam os valores estipulados para que o teste seja considerado correto. Por isso, sua pontuação é extrapolável à população e mede exatamente aquilo que pretende medir.

Teste de Raven: pontos positivos

Por ser um teste não verbal e padronizado para cada segmento da população, o teste das matrizes progressivas de Raven é muito útil para medir a inteligência independentemente do nível educacional. Além disso, como já observamos anteriormente, a interpretação dos resultados é bem fácil e rápida.

Essas características fazem do teste de Raven um teste psicométrico que continua sendo muito utilizado devido aos seus numerosos pontos positivos

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Bibliografia
  • Raven, J. C. (1976). Test de matrices progresivas. Paidós.

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1 comentário
flavio pereira caputo
gostaria de ter exemplos de testes para treinar onde consigo

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