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Relacionamento rebote: características e duração

 
Por Equipe editorial. 15 setembro 2020
Relacionamento rebote: características e duração

Todos já ouvimos alguma vez que um prego arranca outro prego, mas isso é verdade? Outra pessoa realmente cura a dor que o/a ex nos deixou? O seguinte artigo de Psicologia-Online pretende falar sobre o mito de que em muito pouco tempo outra pessoa pode nos tirar o vazio que o/a ex deixou. Falaremos das características e da duração dos relacionamentos rebote e discutiremos sobre suas possibilidades de sucesso. Você quer saber se os relacionamentos rebote funcionam? Continue lendo.

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O que é um relacionamento rebote?

Para a maioria das pessoas, romper com alguém é um processo doloroso. Terminar com o cônjuge pode nos deixar um sentimento de vazio intenso e, por isso, algumas pessoas buscam rapidamente substituir o amor daquela pessoa com outro relacionamento amoroso. É então quando nos encontramos diante do chamado relacionamento rebote.

Características do relacionamento rebote

Como posso saber se estou em um relacionamento rebote? A característica principal do relacionamento rebote é o curto período entre a separação e o início do novo relacionamento. Por outro lado, também podemos encontrar outras características que podem nos indicar que estamos em um relacionamento rebote como:

Dor

Quando você está com seu novo companheiro ou companheira, a mente se esquiva da dor que sentiu na separação. Mas, quando isso desaparece, a dor e a sensação de vazio reaparecem. Isso pode indicar que não estamos realmente apaixonados pela outra pessoa, mas ainda temos feridas abertas do relacionamento anterior.

Necessidade

A necessidade dessa nova pessoa para se sentir bem. Como a outra pessoa nos oferece conforto, pois quando estamos com ele ou ela a dor é menor, relacionamentos podem ser desenvolvidos com uma intensidade muito superficial: o sexo é intenso, as palavras são muito carinhosas, mas você realmente não se vê preparado/a para falar de sentimentos profundos.

Rapidez

Por sua vez, essa intensidade pode levar a ações precipitadas como: conhecer a família e amigos em muito pouco tempo e até ir morar juntos.

Comparação

Outra característica que também podemos ver nos relacionamentos rebote é: a constante comparação do “novo amor” com seu/sua ex.. Esse fato pode significar que você está tentando encontrar o cônjuge anterior em outra pessoa. Não valoriza a nova pessoa pelo que realmente é, como suas características e atributos, mas tenta buscar as qualidades do ex cônjuge e que a pessoa aja como um substituto.

Atração sexual

Além disso, nos relacionamentos rebote, a atração sexual costuma ser o principal motor da relação. Embora, desfrutar da sexualidade seja algo natural e saudável em um relacionamento, um possível sinal de relacionamento rebote é utilizar o sexo para evitar os sentimentos e emoções que podem surgir devido ao desconforto da separação anterior e a insatisfação emocional com o novo parceiro/a.

Instabilidade

Finalmente, devido à instabilidade emocional que acarreta uma separação do casal, o novo relacionamento também será afetado por essas mudanças de humor, o que pode ser uma relação instável e com mudanças de humor frequentes.

Quanto tempo dura um relacionamento rebote?

Devido à falta de vínculos afetivos estáveis e à dificuldade em formá-los pelas características que sustentam os relacionamentos rebote, estes não costumam ser muito duradouros. Apesar da curta duração, muitos não chegam a um ano. Geralmente são intensos e precipitados e tomam decisões muito rápido, como começar uma vida juntos, comprar um animal de estimação juntos, ir para um país estrangeiro por uma temporada, etc.

Por que os relacionamentos rebote não funcionam?

Uma separação sentimental é uma perda, portanto, inevitavelmente requer um período de luto. A pessoa precisará de um tempo para assumir que terminou com seu/sua ex, reorganizar sua vida e seus pensamentos, aclarar as emoções que sente e se permitir sentir a dor da perda para poder superá-la. Às vezes, as pessoas têm medo de ter que enfrentar tudo o que essa perda acarreta e podem evitar o luto envolvendo-se rapidamente em uma nova relação. Desse modo, a dor fica mascarada pelo novo amor. No entanto, mesmo que queiramos nos enganar, a dor continua lá e isso nos prejudicará quando se tratar de estabelecer novos vínculos com outra pessoa. É por isso que muitos dos relacionamentos rebote não funcionam, pois, apesar de querer se entusiasmar com outra pessoa e virar a página, a dor continua muito presente e não permite avançar.

Para fazer isso, é importante ter em mente as fases do luto e o que cada uma delas envolve:

  • Normalmente, quando uma pessoa sofre uma separação amorosa aparece um sentimento de negação e surge a descrença: “não pode ser que terminou, se estávamos bem…é verdade que às vezes não estávamos de acordo nas coisas, mas não era tão relevante quanto terminar com o relacionamento”.
  • Essa descrença muitas vezes dá lugar a ira, raiva e irritação; não entende por que o relacionamento acabou e a pessoa acaba ficando com raiva, primeiro com o companheiro/a (não é necessário comunicar isso a ele, mas pode ser um pensamento) e depois também de si mesma por não ter podido fazer algo para salvar o relacionamento.
  • Depois da irritação geralmente vem a tristeza. Ao dar-se conta de que essa pessoa já não está ao seu lado. É importante que quando sintamos a tristeza, deixemos que saia: chorar, expressá-la aos seus amigos/as, fazer um ritual que permita que você tire essa tristeza (há quem faça bem assistir um filme com o qual sabem que sempre choram). Em muitas ocasiões, neste ponto, as pessoas têm dificuldades em expressar que estão tristes e tentam fingir que nada está acontecendo. Para superar uma dor é importante se permitir sentir a tristeza que a perda nos traz consigo.
  • Deixar o sofrimento de lado pode nos ajudar a avançar para o próximo passo: a aceitação da perda. Entender que seu/sua ex já não faz parte de sua vida, mas que sua vida continua e você pode ser feliz sem essa pessoa, nos permite estabelecer novos objetivos e metas em nossa vida, assumindo que tenhamos sofrido uma perda.

Nos relacionamentos rebote, em muitas ocasiões, esse processo não foi totalmente realizado. podemos ter ficado na negação, na raiva e na ira ou até na tristeza, pois são processos que às vezes podem ser desagradáveis, e decidimos não enfrentá-los e substituir o/a ex por um novo amor.

No vídeo seguinte, te oferecemos 6 conselhos úteis para esquecer um amor:

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Bibliografia
  • Boss, P. (2001). La pérdida ambigua: cómo aprender a vivir con un duelo no terminado. Barcelona: gedisa.
  • Poch Avellan, C. (2013). Pèrdues i dols. Barcelona: Octadero.



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