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Alprazolam para dormir: como tomar e efeitos colaterais

 
Por Equipe editorial. 30 junho 2021
Alprazolam para dormir: como tomar e efeitos colaterais

No Brasil, os benzodiazepínicos eram a terceira classe de medicamentos mais consumida em 2014, com um uso que varia entre 20% a 80% da população, a depender da faixa etária[1]. A maioria de nós sabe do que se trata quando ouvimos nomes como diazepam (Valium), alprazolam (Frontal), clonazepam (Rivotril), entre outros. No Brasil frequentemente ocorre um excesso de medicalização em problemas de ansiedade, insônia ou depressão.

Nesse artigo falaremos sobre o alprazolam. Está interessado em saber do que se trata? Descubra nesse artigo de Psicologia-Online que se aprofundará na questão Alprazolam para dormir: dose, como tomar e efeitos colaterais.

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Para que serve o alprazolam

O alprazolam, também conhecido como Frontal ou Apraz, é um dos psicofármacos mais prescritos em nosso país para o tratamento de ansiedade ou insônia. Por isso, se você se pergunta se os comprimidos de alprazolam são para dormir, a resposta é sim. Trata-se de um ansiolítico do grupo dos benzodiazepínicos. Nesse artigo falamos da classificação das drogas e seus efeitos.

Esse ansiolítico possui propriedades hipnóticas, relaxantes musculares e é altamente ativo nas crises de ansiedade, uma vez que seu mecanismo de ação é intermediário. Isso quer dizer que ele age com rapidez e fica no organismo por cerca de 12 horas. Se você se pergunta quanto tempo dura o efeito do alprazolam, essa é a resposta.

Dose de alprazolam para dormir

A dose dependerá das necessidades do indivíduo, por isso, o psiquiatra terá que adaptar o tratamento de forma individualizada, baseando-se na gravidade dos sintomas e na resposta do paciente.

  • Para pacientes com manifestações de transtorno de ansiedade frequentes, costuma-se prescrever entre 0,25 e 0,5 mg três vezes ao dia.
  • Para pacientes da terceira idade, a dose varia na faixa de 0,25 mg duas vezes ao dia.
  • Para pacientes com síndrome do pânico, a dose inicial é de 0,5mg a 1mg antes de dormir ou 0,5mg a serem tomados 3 vezes ao dia.
  • Em todos os casos, o médico pode aumentar a dose da medicação em função das necessidades do paciente, mas a dose recomendável não deve passar dos 4mg por dia em doses divididas.

Como tomar alprazolam

O alprazolam é indicado para síndrome do pânico e para o transtorno de ansiedade generalizada, ainda que seja um medicamento muito prescrito para os indivíduos com problemas para dormir (insônia).

O medicamento é contraindicado em casos de hipersensibilidade aos benzodiazepínicos, intoxicação alcoólica aguda, epilepsia, crises convulsivas antecedentes, edema cerebral, disfunção hepática ou renal, entre outros. Seu uso não é recomendado durante o primeiro trimestre da gravidez nem durante a amamentação.

Também é importante levar em conta que esse ansiolítico potencializa os efeitos depressores das fenotiazinas, opioides, barbitúricos, álcool, antidepressivos tricíclicos, anestésicos gerais, anticoncepcionais orais, anti-histamínicos, clozapina, dissulfiram, entre outros.

O que pode acontecer se suspender o alprazolam de uma vez

As recomendações gerais quanto ao uso de ansiolíticos e hipnóticos incluem a atenção ao risco de dependência, recomendando que o medicamento seja usado de forma restrita, com a menor dose possível e durante pouco tempo. Além disso, para evitar sintomas de abstinência, recomenda-se a retirada gradual do medicamento. Em casos de suspensão súbita do tratamento é provável que o indivíduo tenha síndrome de abstinência, que se caracteriza por:

  • Ansiedade
  • Irritabilidade
  • Insônia
  • Cansaço
  • Dor de cabeça
  • Espasmos ou dores musculares
  • Tremores e instabilidade
  • Sudorese
  • Tontura
  • Dificuldade de concentração
  • Hipersensibilidade aos estímulos
  • Náusea e perda de apetite
  • Crises convulsivas (em casos de dependência grave)

Efeitos colaterais do alprazolam

Os efeitos colaterais mais importantes desse medicamento são a dependência e a tolerância causadas por ele. Mesmo assim, costumam haver outras consequências. Vejamos quais são:

  • Sonolência, cansaço, fraqueza, confusão, nistagmo, dor de cabeça, tontura e disartria.
  • Diminuição da coordenação dos movimento a depender da ataxia.
  • Perda de memória, redução da capacidade intelectual e de contração. Confusão e desorientação, sobretudo em pessoas mais velhas.
  • Impacto principal nos processos de aquisição e retenção verbal.
  • Reação paradoxal com agitação, insônia, alucinações, pesadelos, euforia, comportamento violento e acessos de raiva.
  • Efeitos anticolinérgicos, como visão embaçada ou boca seca.
  • Disfunção sexual com diminuição da libido, disfunção erétil, anorgasmia, alteração da ejaculação e das características físicas do esperma.
  • Depressão respiratória em doses altas da medicação e em pessoas com problemas respiratórios.

Há pesquisas que apontam que os efeitos colaterais são mais intensos em crianças e idosos. Além disso, tanto nesses grupos quanto nos que possuem algum tipo de lesão cerebral, os benzodiazepínicos podem provocar quadros de agitação paradoxal.

Para terminar, é preciso mencionar que, conforme exposto no início deste artigo, os medicamentos às vezes são necessários, mas há em nosso país uma hipermedicalização para problemas de ansiedade e insônia. O tratamento com esse medicamento deve ser o mais curto possível, sendo que o recomendável é não ultrapassar 12 semanas (incluindo o período de desmame).

Atualmente, os estudos indicam uma maior eficácia e eficiência da terapia psicológica em relação à medicamentosa. As mudanças no comportamento adquiridas por meio da terapia cognitivo-comportamental e a higiene do sono são o melhor tratamento para a insônia persistente.

Nesse outro artigo, falamos sobre Clonazepam gotas: para que serve, posologia e efeitos colaterais.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Referências
  1. GUEVARA, G. P. "O elevado do consumo de benzodiazepínicos". Trabalho de Conclusão de Curso apresentado, como requisito parcial para obtenção do título de especialista em Saúde da Família, a Universidade Aberta do SUS. 2014. Disponível em: <https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/3750/1/Guillermo%20P%C3%A8rez%20Guevara.pdf>.
Bibliografia
  • BECERRA-GARCÍA J. A. "Efectos cognitivos del consumo prolongado de alprazolam: el síndrome amnésico." Trastornos adictivos 13.2 (2011): 80-83.
  • BERLANGA, C., Canetti, A., Chávez, E., De la Fuente, J. R., del Carmen Lara, M., León, C., ... & Sepúlveda, J. (1991). Tratamiento farmacologico de las crisis de angustia. Reporte comparativo de la eficacia y seguridad del alprazolam y la imipramina en un estudio controlado. Salud Mental, 14(1), 1-5.
  • DAWSON, G. W., Jue, S. G., & Brogden, R. N. (1984). Alprazolam. Drugs, 27(2), 132-147.
  • ORTÍZ, María Fe Bravo. Psicofarmacología para psicólogos. Síntesis, 2008.

 

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