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Posso tomar clonazepam e álcool?

 
Por Marta Menéndez, Psicóloga. 23 outubro 2019
Posso tomar clonazepam e álcool?

Os efeitos da mistura de clonazepam e álcool podem ser bastante perigosos. O clonazepam, de nome comercial Rivotril, é um medicamento classificado como benzodiazepina que atua como tranquilizante no corpo. Este medicamento também abranda a atividade cerebral e pode causar ansiedade, pensamentos e até tentativas de suicídio se tomada incorretamente. Se você quer conhecer os efeitos do consumo das duas substâncias, continue lendo esse artigo de Psicologia-Online: posso tomar clonazepam e álcool?

Clonazepam e álcool: sintomas e sinas de alerta

O Clonazepam é usado para tratar transtornos de pânico, crises de ansiedade, transtornos compulsivos, depressão e transtornos psicológicos. Quando um indivíduo toma Clonazepam, a droga começa a funcionar muito rapidamente. Uma vez que o Clonazepam trata os transtornos crônicos sem curá-los, com frequência as pessoas a quem esse medicamento é receitado acaba, por tomá-lo por períodos de tempo prolongados. Isso acontece porque é uma substância muito hábil na hora de relaxar os músculos rapidamente e produz um efeito hipnótico.

Posso tomar clonazepam e álcool?

O consumo de clonazepam produz tolerância e isso tem um risco maior de acontecer quando é combinado com o consumo de bebidas alcoólicas. Ao abusar do álcool, a pessoa perde o juízo adequado, e é provável que acabe tomando mais Clonazepam enquanto bebe do que tomaria normalmente, sem beber. Isso faz com que a pessoa desenvolva uma tolerância maior ao medicamento.

Além disso, se não se obtém a receita de Rivotril, podem ser usados outros métodos ilegais para consegui-lo, mesmo considerando os perigos do medicamento. O seu consumo pode até fazer com que a pessoa perca o trabalho ou tenha problemas financeiros.

Além disso, quando uma pessoa com dependência física de Clonazepam deixa de tomar o medicamento, pode experimentar sintomas de abstinências como:

  • Alucinações
  • Ataques de pânico
  • Perda de memória
  • Batimentos cardíacos acelerados
  • Náuseas ou vômitos
  • Diarreia
  • Formigamento ou dormência
  • Tonturas
Posso tomar clonazepam e álcool? - Clonazepam e álcool: sintomas e sinas de alerta

Efeitos de tomar clonazepam com álcool

Tanto o Clonazepam como o álcool são depressores do sistema imunológico. Quando o álcool entra no corpo, é absorvido pela corrente sanguínea. Imediatamente, começa a interromper a comunicação entre as células nervosas, pelo que as pessoas que consomem álcool em excesso ficam descoordenadas, fracas e lentas. Assim como o clonazepam, o álcool reduz a atividade cerebral, afetando ainda as áreas do cérebro que controlam o juízo e afala. Assim como o Rivotril, o álcool pode provocar dependência.

O Clonazepam tem muitos efeitos secundários e o consumo de bebidas alcoólicas aumenta a intensidade dos mesmos. O Clonazepam abranda a respiração e a frequência cardíaca, por exemplo. Tomar Rivotril e beber álcool em simultâneo faz com que o coração e o ritmo cardíaco diminuam muito rapidamente, o que pode provocar desmaios ou perda de conhecimento. Outros efeitos secundários do Clonazepam incluem convulsões e problemas de memória. A combinação de clonazepam com álcool pode levar a uma perda de memória grave, além de aumentar drasticamente a probabilidade de sofrer uma convulsão.

Uma vez que o Rivotril se usa para tratar doenças mentais, tem potencial de piorá-las quando combinado com álcool- Além disso, devido ao efeito tranquilizante que tanto o clonazepam como o álcool têm no corpo, é provável que as pessoas que abusam do consumo de álcool abusem também do consumo de clonazepam depois de iniciarem a sua administração. Não é raro que as pessoas viciadas em clonazepam consumam álcool em excesso, especialmente quando não estão consumindo o medicamento temporariamente.

Posso tomar clonazepam e álcool? - Efeitos de tomar clonazepam com álcool

Tratar o vício do álcool com clonazepam ou outras benzodiazepinas

Se uma pessoa sofre de adição ao álcool (também conhecida como alcoolismo) e busca tratamento para deixar de abusar do consumo dessa substância, o médico pode receitar um medicamento benzodiazepínico como o clonazepam para aliviar os sintomas de abstinência. A ansiedade e as convulsões são dois sintomas da abstinência alcoólica e as benzodiazepinas demonstraram ser muito eficazes para reduzir esses sintomas, facilitando a transição da pessoa sem o álcool.

Contudo, é muito importante que o médico vigie cuidadosamente o paciente em busca de indícios de adição a benzodiazepinas. Estes medicamentos possuem o seu próprio risco de dependência e abuso, o que pode ser particularmente perigoso se o indivíduo tem uma recaída e combina uma receita de clonazepam com o consumo de álcool.

Tratamento para consumo de álcool e clonazepam

O tratamento para o álcool e dependência de Clonazepam ou Rivotril é dirigido a ambos os vícios por separado e em conjunto.

As opções de reabilitação são variadas, dependendo do indivíduo e do tratamento mais adequado para cada caso. Incluem tratamentos ambulatórios e hospitalares, assim como tratamentos residenciais para uma estância mais prolongada no centro de reabilitação.

Como tratar a dependência de Clonazepam e álcool

As instalações para pacientes ambulatórios permitem que permaneçam em casa enquanto recebem tratamento através de grupos de apoio e assessoramento.

Com a atenção hospitalar, a pessoa permanece no estabelecimento com supervisão constante enquanto recebe diferentes terapias. Se necessita ficar mais tempo, pode escolher um centro de tratamento residencial.

Os programas de tratamento incluem terapia individual com um profissional especializado em dependências, assim como programas desenhados para tratar outros transtornos de saúde mental que a pessoa possa sofrer como o transtorno bipolar, ansiedade ou depressão. A duração do tratamento depende da gravidade da dependência de clonazepam e álcool.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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