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Diazepam: efeitos colaterais a longo prazo

 
Por Claudia Pradas Gallardo. 31 janeiro 2020
Diazepam: efeitos colaterais a longo prazo

Atualmente, os estudos sobre a saúde mental avançam muito rapidamente. A psiquiatria permite oferecer terapias e tratamentos ajustados às demandas e necessidades psicológicas de cada pessoa. Em alguns casos, a medicina administra psicofármacos para travar os sintomas de um transtorno mental, quer sejam pensamentos obsessivos, sentimentos de nervosismo, tendências suicidas... existe um grande leque de medicamentos dirigidos à psiquiatria, entre os mais famosos, se destaca o Diazepam.

O que é como age o Diazepam? Este medicamento da família das benzodiazepinas tem um popular efeito sedante e ansiolítico que reduz os sintomas da ansiedade. também costuma ser receitado para fobias, ansiedade social e distúrbios do sono. Se você quer saber mais sobre o Diazepam e seus efeitos secundários a longo prazo, continue lendo esse artigo de Psicologia-Online.

Efeitos das benzodiazepinas no organismo

Como comentado anteriormente, o Diazepam é um psicofármaco1 da família das benzodiazepinas, como o Lorazepam e o Orfidal. Este tipo de medicamentos se define pelos seus efeitos relaxantes e hipnóticos. Assim como os seus predecessores (os barbitúricos), as benzodiazepinas agem sobre o nosso cérebro de uma forma bastante potente, deprimindo e inibindo os transmissores do sistema nervoso. Este mecanismo produz os seguintes efeitos no organismo:

  • Relaxação mental e muscular
  • Efeitos sedantes e dificuldades para focar a atenção
  • Anestesia psicológica
  • Cansaço físico
  • Tonturas e problemas de equilíbrio
  • Sensação de sonolência
  • Sensação geral de calma
  • Sensación general de calma

Efeitos das benzodiazepinas a longo prazo

Embora a intenção geral da medicina psiquiátrica seja acalmar os sintomas de uma doença, o uso prolongado de alguns medicamentos como o Diazepam ou outras benzodiazepinas pode provocar os seguintes efeitos adversos a longo prazo:

  • Dificuldades para manter a atenção e concentração
  • Perdas de memória
  • Declive cognitivo em idosos (agravamento da demência)
  • Transtorno de ansiedade por dependência (vício em benzodiazepinas)
  • Aumento do risco de suicídio
  • Malformação cerebral em bebês expostos a esse tipo de medicamentos antes de nascer (se a mãe toma estes fármacos durante a gravidez)

Diazepam: bula

O Diazepam age de forma generalizada, provocando uma sensação de relaxamento em todo o corpo e mente. Assim como todos os medicamentos da sua família, o Diazepam tem sérios efeitos secundários a longo prazo. De acordo com a bula do medicamento, encontramos os seguintes:

Efeitos colaterais comuns

A curto prazo, o uso de Diazepam pode provocar os seguintes efeitos secundários:

  • Sonolência
  • Debilidade
  • Confusão
  • Secura na boca
  • Diarreia e desconforto estomacal geral
  • Falta ou aumento repentino de apetite
  • Descidas de tensão e tonturas

Sintomas perigosos do Diazepam

Se você toma Diazepam e apresenta algum desses sintomas, é importante que consulte o seu médico de imediato para que ele mude a sua dosagem ou te retire o medicamento.

  • Crises convulsivas
  • Problemas para respirar
  • Visão distorcida ou borrosa
  • Cor amarelada na pele ou em redor da íris dos olhos
  • Erupção cutânea
  • Febre
  • Síndrome confusional agudo

Benzodiazepinas e álcool

Como vimos, o abuso desse tipo de medicamento é perigoso e pode provocar uma variedade de problemas no nosso corpo. O que acontece se alguém mistura benzodiazepinas com álcool?

A combinação do Diazepam com o álcool é algo muito perigoso. Se misturamos o efeito sedante com a desinibição e a confusão do álcool, podemos experienciar alguns lapsos mentais, perda de força de vontade, dificuldades para mover-nos, podendo até chegar a ser um coquetel mortal. Isso se deve à soma do efeito das suas substâncias no cérebro e pode chegar a provocar uma parada cardiorrespiratória.

A equipe de Psicologia-Online aconselha: se você está tomando Diazepam ou outros ansiolíticos, é melhor que deixe o álcool durante o período de tratamento.

Diazepam: efeitos colaterais a longo prazo - Diazepam: bula

Diazepam: efeitos secundários a longo prazo

Agora que já vimos que efeitos provoca a curto prazo, é hora de conhecer os efeitos secundários do Diazepam a longo prazo. Se as mudanças geradas no nosso organismo são de natureza neurológica, entendemos que os problemas que o uso prolongado pode apresentar também serão desse caráter. Entre as principais complicações, destacamos os seguintes efeitos.

1. Insônia de rebote

Embora um dos seus principais efeitos seja a sedação e o relaxamento muscular, o uso prolongado desse medicamento pode provocar a paradoxal "insônia de rebote". Este efeito é de carácter transitório e se define como o reaparecimento dos sintomas de nervosismo e ansiedade, mas dessa vez mais pronunciados.

2. Dano cerebral

Embora os estudos não sejam definitivos, existe uma alta correlação entre o uso prolongado de altas doses de Diazepam e o dano nas estruturas do cérebro. Este dano se parece bastante ao que as pessoas com alcoolismo apresentam. Além disso, esta deterioração do carácter estrutural são permanentes e irreparáveis.

3. Adição

Um dos efeitos mais conhecidos e contraproducentes do Diazepam é a dependência que genera, tanto dos efeitos sedantes como da substância em si. Uma vez que o medicamento é retirado, é possível que o paciente sinta que está passando pela síndrome de abstinência. Esse feito secundário ocorre porque a administração do psicofármaco provoca alterações nos níveis de neurotransmissores e o cérebro humano se habitua a funcionar sob os efeitos do Diazepam.

4. Transtornos do sistema imunológico

O uso descontrolado e/ou crônico das benzodiazepinas também foi relacionado com efeitos negativos sobre o sistema imunológico. Alguns estudos revelaram que a toma prolongada de Diazepam faz com que os pacientes fiquem mais vulneráveis a apresentar doenças fisiológicas. Por exemplo, foi encontrada um alto nível de correlação entre o Diazepam e a pneumonia2.

Como deixar o Diazepam

Em primeiro lugar, se você ainda não começou a tomar esse medicamento, deve refletir se realmente necessita tomá-lo ou não. Embora seja eficaz na sua função e controle os sintomas de ansiedade, os seus efeitos secundários são algo a ter em conta antes de começar um tratamento com benzodiazepinas.

Caso você apresente já uma dependência desse fármaco, a retirada deve ser acompanhada por um psiquiatra ou médico especialista. Desse modo, se tentará minimizar os danos e o síndrome de abstinência.

O tratamento psicológico pode ser muito útil nesses casos. Quando o paciente tem ferramentas mentais que facilitam o abandono do Diazepam, não experienciará sintomas adversos tão severos. Nesse caso, a terapia psicológica está orientada a ensinar técnicas de relaxamento e gestão emocional para controlar os sintomas de ansiedade da síndrome de abstinência.

Outras informações sobre Diazepam e benzodiazepinas

Se você gostou desse artigo sobre o Diazepam e seus efeitos secundários a longo prazo, recomendamos que tome nota de algumas questões que podem surgir se você vai iniciar um tratamento com algum desses medicamentos:

  1. Quais são os efeitos do Lorazepam a longo prazo? Também conhecido como Orfidal, este medicamento tem como efeitos colaterais: sonolência, cansaço, tonturas, mal-estar estomacal, entre outros.
  2. O efeito do diazepam dura quanto tempo? O corpo nota rapidamente os efeitos e normalmente duram entre 6 e 8 horas.
  3. Que dosagem de Diazepam devo comprar? Normalmente, são administradas doses de 5, 10 ou 20 mg. No entanto, se você quer iniciar um tratamento com esse tipo de psicofármaco, deve consultar um psiquiatra para que ele prepare uma receita.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Referências
  1. Fármaco o medicamento que afecta al funcionamiento de las neuronas y modula los niveles de neurotransmisores.
  2. Luebke, RW.; Chen, DH.; Dietert, R.; Yang, Y.; King, M.; Luster, MI. «The comparative immunotoxicity of five selected compounds following developmental or adult exposure.». J Toxicol Environ Health B Crit Rev 9 (1): 1-26. PMID 16393867.

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