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Como saber se sou bissexual

 
Por Claudia Pradas Gallardo. 15 dezembro 2020
Como saber se sou bissexual

Falar abertamente sobre a nossa sexualidade pode ser complicado, principalmente com figuras como nossos pais e mães, mas pode ser fundamental para que entendam as decisões que tomamos em nossas vidas.

Com a chegada da puberdade, chega também a atração sexual e surgem dúvidas sobre o que nos atrai ou não. Acontece que, desde novinhos, seja na mídia, na escola, em situações familiares e afins, podem e nos ensinar que o normal é sentir atração apenas pelas pessoas do gênero oposto. Só que nem todo mundo é heterossexual. Existem outros tipos de orientações e expressões da sexualidade, entre elas está a bissexualidade.

Você pode sentir atração por homens e mulheres e isso pode gerar a pergunta na sua cabeça: como saber se sou bissexual? Como contar aos meus pais e mães? Conversamos sobre o tema neste post de Psicologia-Online e recomendamos estratégias e conselhos para que você aprenda, passo a passo, sobre como se comunicar abertamente sobre a sua orientação sexual.

Como saber se sou bissexual

Como saber se sou bissexual? É possível que essa dúvida surja em algum momento da sua vida e você queira ter certeza. A sensação de insegurança é normal, já a maioria das pessoas não teve acesso a informações sobre outras orientações sexuais e ser bissexual é algo que nem sempre está normalizado em todas as esferas da nossa sociedade. A seguir, separamos algumas perguntas que podemos nos fazer para esclarecer a nossa dúvida e sentirmos mais segurança em relação à nossa orientação sexual:

  • Eu gostaria de experimentar algo com alguém dos mesmo sexo mas ainda não provei?
  • Em algum ocasião eu já considerei que poderia ser homossexual mas nao me sinto totalmente?
  • Já me imaginei tendo relações sexuais tanto com homens quanto com mulheres?
  • Já senti algo por uma pessoa de um gênero diferente da pessoa que e me relacionava?
  • Para mim, tanto faz ter uma relação estável com um homem ou mulher?
  • Já senti que gosto de pessoas de todos os gêneros?

Se a nossa resposta foi afirmativa para mais de uma questão, esse é o momento de planejarmos nossas preferências e começar a nos auto aceitarmos a nós mesmos e aos nossos sentimentos. Uma vez que comecemos a aceitar a nossa orientação, veremos a quantidade de mitos que existem sobre a bissexualidade. Precisamos estar cientes de que não se trata de um capricho, uma fase ou uma confusão.

Como saber se sou bissexual - Como saber se sou bissexual

Tenho medo de assumir que sou bissexual

Tanto as dúvidas, quanto o medo, são sentimentos normais durante o descobrimentos da nossa orientação sexual. Como comentamos anteriormente, existem muitos tabus sobre os gostos e preferências sexo-afetivas sobre qualquer tipo de atração que sintamos e que não seja pelo sexo oposto. A falta de informações e a moral, infundem medos que devemos eliminar antes de comunicar a nossa família que somos bissexuais.

Precisamos nos lembrar que não tem nada de errado como nossos sentimentos e preferências, não estamos machucando ninguém e esse tipo de comportamento não é negativo. O primeiro passo, após a descoberta, é aceitá-la. Cedo ou tarde, para conseguir atuar com liberdade, precisaremos dizer ao mundo quem somos e como nos sentimos. Imagine que seus pais e mães, por exemplo, precisem conhecer seu namorado ou namorada que difere das expectativas deles, como enfrentaríamos essa situação?

Ser bissexual é algo normal e não é uma coisa ruim. Na verdade, especialistas afirmam que todas e todos nascemos bissexuais, mas a pressão do ambiente ou das decisões próprias geram os distintos polos de atração sexual. Devemos aceitar e normalizar socialmente essa orientação como qualquer outra.

Com os anos e as experiências vividas perceberemos que nao estamos sós, que muita gente se sente como nós e que viver com medo de expressar nossos sentimentos é algo desnecessário.

Como contar que sou bissexual - passo a passo

Se a dúvida persiste e você na para de se perguntar sobre como assumir que é bissexual, preparamos um guia rápido com ferramentas e dicas de expressão que facilitam essa situação:

1. Encontre o momento oportuno

É possível que nossos pais passem a maior parte do dia ocupados e nao seja conveniente iniciar uma conversa com pressa. Por isso, é importante escolher um dia em que saibamos que eles tenham tempo de escutar e conversar com calma. Quando tenhamos esse momento escolhido, será o momento de estruturar nossos pensamentos para saber exatamente o que queremos dizer e como queremos contar.

2. Fale sobre seus sentimentos

Para se comunicar de maneira empática sobre algo tão importante, você pode falar sob o ponto de vista emocional. Se nossos pais entendem como nos sentimos e como a nossa é nossa orientação sob uma perspectiva mais pessoal, talvez nos entendam com mais facilidade. Neste post, damos mais dicas de técnicas para uma comunicação eficaz.

3. Mantenha a calma e não tenha medo

Nossos pais e mais não são inimigos/as nem pessoas que querem nos machucar, mas é verdade que não podemos controlar a reação deles. O que podemos fazer é administras as nossas emoções para ter essa conversa da melhor maneira possível. Falar sobre a nossa sexualidade é um passo muito importante e melhora o vínculo entre pais, mães e filhos/as se situação é bem gestionada.

4. Escute e entenda as suas emoções

Nossos pais e mães fazem parte de uma geração que viveu relativamente mais oprimida que nossa, é provável que demonstrem algum estranhamento ou reatividade ao receber esse tipo de notícia. Mas, eles, com certeza, querem o melhor para nós e acabarão aceitando que somos bissexuais. É muito importante escutar e entender suas emoções para evitar que a conversa termine em discussão, ou seja, resolver o conflito de maneira assertiva.

5. Espere um tempo e volte a falar sobre

Depois de contar que somos bissexuais, pode ser que haja necessidade de um tempo de adaptação para poder normalizar a situação. Após uns dias, podemos voltar ao assunto para ter certeza que tudo o que gostaríamos de comunicar foi entendido e que nos apoiam.

Podemos chegar a sentir que fomos entendidos e que nao querem estar no nosso caminho após a notícia. Nesse caso, também é importante desenvolver ferramentas internas para manter a nossa estabilidade mental e evitar gerar uma autoestima baixa.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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