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Apego evitativo: o que é e como superá-lo

 
Por Sonia Silgado, Psicóloga. 18 março 2021
Apego evitativo: o que é e como superá-lo

Lembra daquele/a ex que tinha medo de compromisso? Ou o contrário, você sente que é difícil se aproximar de seu/sua companheiro/a e quer fugir o tempo todo? Estes e outros exemplos representam uma pessoa com apego evitativo. Além deste tipo de apego, há outros dois, o apego ansioso e o apego seguro. O apego ansioso seria o oposto do evitativo, enquanto que o apego seguro seria o ideal. São essas pessoas que não têm medo do compromisso, e ao mesmo tempo não possuem medo constante de perder seu/sua parceiro/a. Procuram ter seu próprio espaço, mas também procuram proximidade.

Os apegos se referem à forma que temos de nos relacionar com os outros, sobretudo com pessoas próximas. Surgem na infância e podem mudar em função de nossas experiências de vida. Neste artigo de Psicologia-Online, te falamos sobre o apego evitativo: o que é e como superá-lo.

O que é o apego evitativo?

Se você está se perguntando o que é esse apego evitativo, ele consiste na incapacidade ou dificuldade para compartilhar sentimentos com seu/sua parceiro/a ou pessoas próximas. As pessoas com este tipo de apego podem precisar de mais espaço para si mesmas devido ao medo que têm a respeito dos relacionamentos pessoais. O estilo de apego evitativo ou evasivo geralmente é ligado a uma baixa autoestima e ao medo de ser rejeitado/a ou magoado/a.

Analise o que você sente

Se você tem apego do tipo evitativo, certamente possui uma desconexão com seus sentimentos e emoções. Tente dedicar tempo a se observar a si mesmo/a. Você pode até mesmo fazer um registro de três colunas, no qual a primeira seja a situação vivida, a segunda o que você pensa sobre essa situação e a terceira as emoções que você sente.

Isto te ajudará a ir descobrindo o porquê do que você sente, a descobrir quais são suas necessidades e como você pode supri-las. Neste artigo, te passamos a lista das emoções positivas e negativas.

Comunique-se

Uma vez que você identifique suas necessidades, comunique-as a seu/sua parceiro/a. Explique que o fato de que você precisa de espaço não tem a ver com seus sentimentos. Pergunte a ele/a como você pode deixá-lo/a mais seguro/ no relacionamento. Pode ser que uma mensagem enquanto você estiver com seus amigos seja suficiente. Pense que se seu/sua parceiro/a tiver as necessidades supridas, certamente logo você não precisará prestar tanta atenção nele/a, porque ele/a estará muito mais tranquilo/a e você poderá aproveitar melhor seu espaço.

Por exemplo, você pode dizer que gosta de se desconectar do celular quando está treinando, mas que ele/a pode te ligar depois que você terminar.

Corrija suas ideias irracionais

Como superar o apego evitativo? Certamente, mesmo que seja de forma inconsciente, uma das consequências do apego evitativo é que você tem muitos medos sobre os relacionamentos e isto faz com que você fuja com a menor mudança. Você teme que seu/sua parceiro/a não esteja disponível quando você mais precisar ou que te abandonem, assim você prefere abandonar primeiro.

Compreenda o lado irracional desta forma de pensar e as muitas coisas que você está perdendo pelo fato de pensar assim. No momento que você ver aspectos negativos em seu/sua parceiro/a porque ele/a não é muito pontual, por exemplo, pense em todas as coisas boas que tem e que você está omitindo devido a uma pequena falha.

Autoestima

Como superar o apego evitativo? Muitas vezes o transtorno de apego evitativo se deve a uma baixa autoestima. A pessoa acredita ser insuficiente e assim não acredita ser digna de receber amor. Logo, um dos exemplo de apego evitativo é quando a pessoa se protege diante de qualquer possível ameaça, já que considera que a aproximação tem más intenções. Neste artigo, você verá as características de pessoas com autoestima baixa.

Ligado a isto, é importante superar traumas passados como bullying, maltrato na infância ou uma relação passada muito tóxica. Entender que a pessoa que está na sua frente é nova, não tem culpa do que aconteceu no passado e que está aqui por você como você é, é a chave para se permitir amar e ser amado.

Pratique atividades em casal

Seu dia a dia provavelmente está cheio de atividades que você faz sozinho. Ver seus amigos, praticar esportes, ler, etc. No entanto, nessas atividades nem sempre seu/sua parceiro/a está presente. Tente iniciar um novo hobbie que vocês dois/duas gostem. É uma forma de passar tempo juntos fazendo uma atividade prazerosa que não significa uma grande invasão de espaço, nem que você estará tirando tempo de outras coisas.

Convide-o/a para fazer aquilo que você tanto gosta de fazer. Certamente ele/a ficará encantado/a e se sentirá muito mais tranquilo/a. Um exemplo disso é lerem o mesmo livro e depois comentarem sobre ele, ou que vejam a série favorita de vocês juntos.

Escolha bem seu/sua parceiro/a

Evite sair com uma pessoa de apego ansioso, já que elas possuem grandes necessidades de atenção. O ideal seria encontrar uma pessoa com apego seguro que possa entender suas necessidades de espaço e não se sinta ameaçada. Além disso, a segurança dele/a pode se traduzir em uma maior segurança sua, e você poderá chegar a ser uma pessoa com um apego mais seguro. Se quando você estiver começando a conhecer alguém você perceber que ele/a fala mal de seus/suas ex ou que demonstre insegurança, certamente é uma pessoa de apego ansioso, e esses são seus sinais de alerta para você começar a conhecer uma pessoa diferente.

Se você está saindo com uma pessoa de apego ansioso, tente entender como são suas necessidades e na medida do possível tente supri-las. Tente tornar para seu/sua parceiro/a muito fácil te corresponder e suprir suas necessidades de espaço. Pergunte como ele/a se sente, o que precisa de você e deixe-o/a saber que mesmo que não estejam fazendo algo juntos, você se lembra dele/a. Neste artigo, você encontrará mais informações sobre como aprender a amar.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Bibliografia
  • Barón, M. O., Zapiain, J. G., & Apodaca, P. (2002). Apego y satisfacción afectivo-sexual en la pareja. Psicothema, 469-475.
  • Delgado, A. O., & Oliva Delgado, A. (2004). Estado actual de la teoría del apego. Revista de Psiquiatría y Psicología del Niño y del Adolescente, 4(1), 65-81.
  • Levine, A., & Heller, R. (2011). Maneras de amar. La nueva ciencia del apego adulto y cómo puede ayudarte a encontrar el amor… y conservarlo. Barcelona: Urano.

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