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Mães tóxicas: tipos e tratamentos

Por Nerea Babarro Rodríguez, Psicóloga. Atualizado: 3 maio 2019
Mães tóxicas: tipos e tratamentos

Muitas vezes não somos capazes de perceber quando estamos perante uma relação tóxica, nem somos capazes de reconhecer os estragos que estas relações podem causar no nosso dia a dia. Portanto, às vezes, as relações tóxicas entre mãe e filho/a podem ser devidas à personalidade tóxica da mãe. Se você quiser saber mais sobre os diferentes tipos de mães tóxicas, continue lendo este artigo de Psicologia-Online - Mães tóxicas: tipos e tratamentos.

Mãe tóxica

Nas relações tóxicas, uma ou duas partes que formam a relação sofrem mais do que desfrutam e padecem um grande desgaste emocional, pelo simples fato de permanecerem juntos e manter a relação. A gente tóxica é a que não te ajuda a crescer como pessoa e, para além disso, piora a sua vida. Em particular, as mães tóxicas são as que geram muito mal-estar nos filhos. Quer consciente quer inconscientemente, o seu estilo educativo negligente produz consequências negativas para os filhos.

Em muitas ocasiões, não identificamos as relações tóxicas, e ainda menos o dano inimaginável que podem nos causar. Como saber se você tem uma mãe tóxica? Com a finalidade de poder detectar as mães tóxicas, lhe apresentamos a seguinte lista:

  • O seu nível de estresse negativo aumenta quando está com essa pessoa.
  • A pessoa tóxica costuma fazer que você se sinta mal.
  • Ela te força a mudar a sua maneira de ser, vestir, pensar, entre outros. Devido a estas mudanças, acaba destruindo a ideia de quem é você.
  • Faz que você se sinta emocionalmente dependente.
  • Faz que você se sinta humilhado.
  • Faz que você se sinta inútil.
  • Você sente que a sua mãe te manipula.
  • Outra das caraterísticas das mães tóxicas é que a pessoa tóxica faz que você se sinta culpado(a).
  • Você sente como a pessoa absorve a sua energia.
  • Provoca que a sua autoestima diminua.

Pelo contrário, uma relação saudável provoca tudo menos isso, como por exemplo, a outra pessoa faz que você se sinta bem, sente que a pessoa te valoriza e te melhora, etc.

Para além disso, deixando de lado as características das relações tóxicas já mencionadas, também podemos detectar que relações são tóxicas pela presença repetitiva de:

  • Discussões
  • Críticas
  • Desprezo
  • Desclassificações ou insultos
  • Ameaças (normalmente ameaças de abandono, de acabar com a relação)
  • Manipulação
  • Chantagem emocional
  • Vitimismo
  • Superproteção
  • Ciúmes
  • Inveja

Tipos de mães tóxicas

Já clarificamos como são as mães tóxicas e como detectá-las mas, todas as mães tóxicas são iguais? Não, há diferentes tipos de mães tóxicas. Entre os distintos tipos que existem, podemos diferenciar 10 tipos de mães tóxicas:

1. Mãe dominadora

Este tipo de mãe tóxica é a mãe que se caracteriza por querer saber tudo sobre os seus filhos, o que fazem, onde vão, quem são os seus amigos, etc. Além disso, controla os seus filhos a um nível tão alto que não deixa que eles tomem as suas próprias decisões nem escolham o que querem ou o que devem fazer. É a mãe quem é responsável de controlar e administrar a vida dos seus filhos. Normalmente, os filhos/as de mães controladoras se sentem inseguros e indefensos perante as situações nas que a sua mãe não decide por eles, pois não estão acostumados a tomar decisões importantes.

2. Mãe super-protetora

Trata-se da mãe que se preocupa em excesso pelos filhos, tem medo do que possa acontecer alguma coisa má com eles e, portanto, tende a não deixar espaço próprio para os seus filhos. Normalmente se antecipam aos problemas porque querem solucionar todo o que possa causar algum tipo de dor ou consequência negativa para com os seus filhos.

3. Mãe absorvente e possessiva

É a mãe que precisa passar o máximo de tempo possível com os seus filhos e também não lhes deixa espaço, mas não por medo de que aconteça alguma coisa, mas porque precisa estar com eles e absorver o tempo o quanto puder.

4. Mãe perfeccionista e exigente

Este tipo de mãe tóxica é o que têm em conta as virtudes e capacidades dos seus filhos, mas como resulta ser perfeccionista e exigente, tende a querer mais perfeição e excelência nos seus filhos. A mãe perfeccionista e exigente normalmente não vê o processo (como esforço e constância) pelo que passa o seu filho para atingir os seus objetivos, mas unicamente repara nos resultados obtidos.

5. Mãe amiga

É a mãe que se considera companheira, camarada ou amiga dos seus filhos, mas não percebe que os seus filhos não precisam de uma amiga em casa, mas precisam de uma mãe que exerça como tal, e seja um exemplo e modelo para eles, embora também possam se divertir com ela sem a necessidade de que seja a sua amiga.

6. Mãe depreciativa

Entre os tipos de mães tóxicas, encontramos este tipo de mãe que não valora as capacidades nem êxitos dos seus filhos, costuma desprezá-los, quer pelos seus atos, pelos resultados no colégio, pelos resultados no esporte, entre outros.

7. Mãe ausente

Trata-se do tipo de mãe que não está disponível, emocionalmente falando, para os seus filhos. É um tipo de mãe que está em casa, com os filhos, mas não lhes presta atenção e as crianças a veem como uma figura emocionalmente inaccessível, embora às vezes também possa haver um tipo de mãe ausente e inaccessível fisicamente, por exemplo, por um excesso de trabalho fora de casa.

8. Mãe competitiva

Este tipo de mãe tóxica é a que compete com os seus filhos, e sempre deve se sentir superior. Por exemplo, se eles conseguem atingir algum objetivo, ela tem que superá-lo com um melhor resultado e, para além disso, fazer que os filhos saibam que ela é melhor.

9. Mãe instável emocionalmente

Este tipo de mãe se caracteriza por uma instabilidade emocional, isto é, mudanças do estado emocional, fato que implica que os filhos não desenvolvam uma relação emocional estável com a sua mãe.

10. Mães manipuladoras e vitimistas

O último dos tipos de mães tóxicas, se refere às mães que manipulam, impõem regras e fazem os seus filhos se sentirem culpados se não fazem o que elas querem. Tudo gira ao seu redor, só pensam nelas e usam os seus filhos.

Mães tóxicas: psicologia e tratamento

Como lidar com mães tóxicas e como tratá-las? Lidar com mães tóxicas é muito complicado e devastador para os filhos, pelo qual é recomendável consultar um especialista que possa favorecer o trato entre a mãe e os filhos e possa adaptar o seu serviço às caraterísticas de cada situação. Normalmente, a melhor opção é se afastar, mas como sair da influência de uma mãe tóxica? Para poder lidar com mães tóxicas, é recomendado:

  • Consultar um profissional de mediação: a mediação é um procedimento de resolução de conflitos que se dirige a melhorar a comunicação entre as pessoas que se encontram em conflito (neste caso, mãe e filhos), com a finalidade de que sejam eles mesmos quem consegue encontrar uma solução para o problema. A figura do mediador/a consiste em se mostrar neutro e imparcial, e promover e facilitar a fluidez da comunicação entre as diferentes partes que formam o conflito.
  • Ir à terapia familiar: este tipo de terapia trata os problemas que se geram no contexto familiar, e demonstra ser muito útil para resolver um conflito familiar e as dinâmicas relacionais originadas no contexto familiar que são prejudiciais para os seus membros.
  • Terapia individual: por um lado, e sobretudo para as mães que são instáveis emocionalmente, quer devido a sua natureza, a um transtorno mental, à adição a sustâncias, etc. Por outro lado, a terapia individual pode ser vantajosa para poder tratar o desgaste emocional dos filhos a nível individual.

Por isso, a chave para melhorar as relações tóxicas entre mães e filhos está na comunicação. Assim, você pode buscar momentos para criar espaços de comunicação fluida e sincera.

Para além disso, nomeadamente em relação às mães, pode ser muito positivo reconhecer o tipo de mãe que você é e refletir sobre as repercussões que pode causar na relação entre mãe e filhos.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

Se pretende ler mais artigos parecidos a Mães tóxicas: tipos e tratamentos, recomendamos que entre na nossa categoria de Conflitos familiares.

Bibliografia
  • Pinto, B. (s.f.). Relaciones tóxicas. Qué son y cómo tratarlas.
  • Zarzuela, A. (2018). Cómo identificar a los distintos tipos de madres tóxicas. Guia infantil.

 

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84 comentários
A sua avaliação:
Ana Clara
Minha mãe quando eu minha irmã briga minha irmã é mais nova eu sou mais velho ela ela poderia mais nova isso dói demais por causa que ela parece que só confia mais na mais nova por causa que é muito chato eu queria largar de mim por causa que é muito chegado a gente perde a confiança aí ela vem com esse papinho de desculpa desculpa mas é tudo mentira nunca vão te perdoar de verdade por causa que é muito chato😭
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CAIO MARTINS
passo por isso pela minha mae, vivo sendo humilhado por nao ter emprego e por depender dela pra sair ja que nao tenho amizade com ninguem .
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Sandra Lee Benvindo Ribeiro RIBEIRO
Sobre mães.... Fui criada vendo esse ser ( mãe ) como algo intocável, sagrado, perfeito mas, não é bem assim com todo mundo. Minha mãe é uma mãe narcisista que faz praticamente tudo que foi citado nos comentários, exceto omissão ou insentivo ao abuso sexual. Minha mãe me humilha, me desmerece, ama quem me maltrata e me faz sofrer. Como alguém pode amar o ex marido que n maltratou sua filha, e odiar o atual marido que é bom com ela? Bem assim e minha mãe. A diferença é que na frente dos outros ela diz que sou competente e dedicada aos estudos e ao trabalho. Só não sou uma boa filha....Na realidade ela só tira meu mérito qd está comigo. Pq pra os outros ela precisa mostrar que ela não fracassou, pois tudo o que eu tenho, eu devo agradecer a ela..... Ela me adoece
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Carlos
Otoniel, kelly, Heri, Samarah e quem mais passar por aqui e se interessar. Seguinte, mandei um email pra Alexandra topando a sugestão dela (assim como vocês) de um grupo, ela respondeu apenas dizendo: legal.
Então . . posso criar um fórum aberto a todos, ou alguém tem outra sugestão?
Favor me responderem - carlsmoraes@gmail.com
Eu escrevo sobre aqui: https://cronicasmofadas.blogspot.com/
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Alisson
Minha mãe não me deixa sair de casa o unico lugar que eu vou é pra casa da minha avó e pra igreja mais vou pra igreja a por obrigação não tenho amigos meu único amigo é meu primo minha mãe é muito controladora eu nem se quer possor ouvir música que eu gosto e tunho que vestir oque ela manda minha mãe fica falando pra mim oferta na igreja sendo que é o MEU dinheiro
Carlos
Sei muito bem o que você passa . . mas a diferença é que eu sou um cinquentão que moro com uma genitora (ela não merece ser chamada de mãe) repugnante, abominável.
Bem, não vou ao enterro dela e nem vou derramar uma lágrima.
Melhor sorte para você.
Eu escrevo aqui: https://cronicasmofadas.blogspot.com/
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Petra
Voce escreve uma porção de indicações sobre o ser...mãe...Por acaso não é pertinente a uma mãe cuidar do filho? O que é abusivo para voce? O que é uma mãe que quer sbaer sobre o filho?Onde vai? as amizades?: é uma mãe tóxica? Como assim? Vocês estão pervertendo o...ser mãe....\são artigos assim que estragam a relação mãe filho....Agora vocês sabem como são as mães tóxicas....mas não colocam como lidar com isso???Pedem para procurar o profissional de preferencia vocês e online???Queriam criar um jargão em torno e estão destruindo a imagem de...ser mãe....Horrível....Estudar mais é a minha indicação ....ler artigos sobre Melanie Klein....Gratidão....Bion ( o conteúdo e contido) Para informar é preciso se auto avaliar e estudar muito....muito.Fica a dica
Carlos
Petra e Joana, vocês sequer sabem o que não sabem.
E, pensando em deixar essa premissa ainda mais interessante, vou lembrar que opinião não é argumento.
Um argumento busca a verdade, uma opinião manifesta uma ideia que reflete a crença.
Se vocês ainda acreditam na regra “Toda mãe ama seus filhos”, revejam crenças absolutas, está na hora de reestruturar as suas crenças.
Propagam por aí que toda mãe sempre ama o filho, mãe é santa, mãe é quase uma entidade divina, então temos que lembrar de como a maternidade é romantizada
É por causa dessa romantização materna que filhos sofrem diariamente com relacionamentos abusivos.
Esse mito de que toda mãe é perfeita e ama seus filhos precisa ser derrubado.
Faz parte da nossa cultura acreditar que toda mulher nasce com esse dom, mas sabemos que isso está longe de ser verdade, não passa apenas de uma construção social.
As pessoas romantizam a maternidade de tal forma que parece um conto de terror existir nesse mundo perfeito uma mãe tão perversa, e abusiva, quanto a madrasta da Branca de Neve.
E em algumas ocasiões quando eu conto para alguém, a pessoa acha um absurdo o modo como eu falo da própria mãe.
É mais fácil eu ser um filho ingrato, do que ter uma mãe que me faz me sentir um lixo.
Ninguém quer falar sobre mães abusivas, a sociedade está em total negação para o fato de que as mães nem sempre são vítimas.
É um assunto complexo, que poucos ousam abordar, talvez por que o assunto seja delicado e que mesmo acontecendo com muita frequência nos últimos anos choca a sociedade como poucas coisas.
Mas isso não pode nos impedir de ver os fatos.
Então, ampliem seus conhecimentos, compreendam o que está errado, reformulem suas convicções, revejam seus conceitos, abram suas mentes e considerem os fatos reais.
Eu posso lhes PROVAR o que é maternidade abusiva/tóxica, empiricamente.
Empírico é um fato que se apóia somente em experiências vividas, na observação de coisas, e não em teorias.
Vou explicar: Verdade e mentira são dois conceitos básicos para entender a realidade.
A verdade existe quando há uma correspondência entre o que se afirma e os fatos mencionados, e essa é uma verdade irrefutável.
Todas as minhas crônicas são construídas em cima da minha vida real - esse é um momento para umas das minhas citações favoritas:
Todos têm direito de se enganar nas suas opiniões. Mas ninguém tem o direito de se enganar nos fatos. – Bernard Baruch.
As pessoas estão tão acostumadas a ouvir mentiras, que sinceridade demais choca e faz com que você pareça arrogante. – Jô Soares.
O começo da sabedoria é encontrado na dúvida; duvidando começamos a questionar, e procurando podemos achar a verdade. – Pierre Abelard.
Toda verdade é fácil de ser compreendida depois de serem descobertas, o problema é descobri-las. – Galileu Galilei.
Para aqueles que acreditam, nenhuma prova é necessária, para os que não creem, nenhuma prova é possível. – Stuart Chase.

Continuando, Petra, você “indica estudar mais" (legal, isso era meu mantra nas duas universidades onde lecionei), e é o que faço lendo artigos e trabalhos academicos.
Sabe, a psicanalise explica que existem mães abusivas (inclusive sob o viés das teorias freudianas e lacanianas).
Como o parecer da psicóloga Rafaella Bergamini Bastos, a psicóloga Silvia Rawicz, a Dr. em Psicologia Clínica, pós graduada em Neuropsicologia e fundadora do Centro de Psicologia em Madrid, Olga Carmona.
Luis Alberto Py, médico psiquiatra, psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise, membro da Group Analytic Society em Londres, credenciado pelo Board of Behavioral Science Examiners e Marriage, Family and Child Counsellor nos EUA.
Michele Engelke, diplomada em Aconselhamento, em Terapia Cognitiva-Comportamental, certificação universitária em Psicologia, treinamento Avançado e
Carlos
Obs: Tive de voltar aqui, parece que existe um limite de caracteres (continuando):
Flávio Gikovate, médico psiquiatra e psicoterapeuta, o psicólogo Frederico Mattos, Karine David Andrade Santos, psicóloga, CRP-19/2460, Elisabeth Kübler-Ross, psiquiatra, Daniele Vanzan, psicóloga, Karyl McBride, Ph.D. pela The Union Institute and University, Judith Lewis Herman, professora de psiquiatria da Escola de Medicina de Harvard, Rosely Sayão, psicóloga com mais de 30 anos de experiência em clínica, Fabíola Sperandio Teixeira do Couto, graduada pela PUC, Samira Oliveira, psicóloga, a psicóloga clínica Rosemeire Zago, CRP 06/36.933-0, a psicóloga Evelyn Vinocur, a psicóloga Márcia Marques, a Dra. Eleanor Mallach Bromberg, a psicóloga Terri Apter, a psicóloga clínica Silvia Regina Simões, pós-graduada, com especialização em avaliação psicológica e psicodiagnóstico, e experiência em pesquisa científica como bolsista CNPq, a Dr. Tara J. Palmatier, Carina Freire, analista pelo Humanae Instituto de Psicologia e Cultura, a médica Christiane Northrup, a psicanalista Dóris Zuniga Janoni, a psicóloga Rafaella Bergamini Bastos, Peg Streep da área da psicologia como o Psych Central e Psychology Today, a psicóloga Henriette Lazaridis, o psicólogo clinico Seth Meyers, Mônica Raouf El Bayeh, psicóloga clínica, a psicóloga Anahy D’Amico e o psicanalista Atayde Melo Jr.
Essas são algumas das autoridades no assunto a que recorri, recomendo também a leitura de Susan Forward no livro Pais Tóxicos, um livro incômodo, então . .
Numa época de dissimulação, falar a verdade é um ato revolucionário. – George Orwell
Nem toda mulher nasce para ser mãe, e nem toda mãe é mártir. Muitas são algozes, aliás. – Lya Luft
Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: Não há suficientes mães más. – Carlos Hecktheur, médico psiquiatra.
Eu sempre digo que não há amor incondicional de mães, não existe, é somente um ditado mentiroso de uma sociedade hipócrita, somente quem nasce de uma mãe cruel e fria, entende o que é ser insegura neste mundo. – Mônica de Paula Silva
Foi tudo por causa dela, por causa de nossa mãe, nós tivemos imensas perdas.
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, nem fomos presos por qualquer crime.
E agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "pais maus", como minha mãe foi. – Carlos Hecktheuer, médico psiquiatra.
Algumas mães fazem-se de mártir, elas jogam a “pobre de mim”, elas listam os sacrifícios que fizeram por ti, podem até escorrer algumas lágrimas.
Não se deixe enganar com isto, pois isso é tudo comportamento manipulador. Elas tentam desta forma se desculparem das suas más ações. – Tina Fuller, no livro It’s My Turn.
Ser mãe é uma condição subjetiva; nem toda mulher fértil está apta a exercer a maternidade. Nem ela é mágica capaz de transformar o caráter da mulher. – Mary del Priore, historiadora com pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales e escritora, com cerca de 40 livros publicados e diversos prêmios nacionais e internacionais.
A sua avaliação:
joana
Isso é tão ridículo ,fazer uma teoria de tonxidade??? sobre algo tão profundo que é o...ser mãe...Com isso
voces acabam, jogando filhos contra as mães....Como se ....mais uma vez ...o Problema de todas as relações ficassem no colo de quem tão amorosamente deu colo....Que pena ...artigos como este são
agrassivos...jogando filhos contra as mães...Este é um artigo muito tóxico.
Layane
Boa tarde! Bom vc precisa desconstruir essa ideia de q toda mãe é a mãe perfeita pq não,não é!
Digo isso por coisas q somente eu passo e sei minha mãe ela muito tóxica,nascer de um estrupo e ter 16 anos,morar com uma mãe q todos os dias joga isso na cara é muito difícil. Claro q existem mães boas a mãe dos sonhos (eu queria) Mais nem todas são assim, se coloque no lugar de uma adolescente q não sai e casa, q nasceu de um estrupo e q mamãe já pegou uma FACA; COMO VC SE SENTIRIA???
Carlos
Oi Layane, concordo com você em TUDO (veja minha resposta ontem a Joana e a Petra), mas é como “pregar no deserto” para uma pessoa assim, imbecil.
O imbecil aqui, não é xingamento, mas descrição, nos ensina o dicionário Michaelis: Imbecil é aquele que revela ou se comporta com pouca inteligência. Abraços.
A sua avaliação:
Carlos
Alguns comentários aqui são uma síntese perfeita da minha própria vida, e sim, os danos podem ser insuperáveis.
Eu mesmo passei anos com a ideia, até o planejamento (e escrevi um texto – instruções para o meu funeral), pensando em colocar um ponto final.

Gente, é necessário tomar consciência e dar nome àquilo que nos afetou, por mais difícil e brutal que isso seja, assumir sem culpa nenhuma que mãe não se escolhe.
(obs: deixem uma resposta abaixo pra Alexandra que quer criar um grupo - eu já fiz isso)

Nos últimos anos, escrevi constantemente sobre o tema, quanto mais leitores ficarem cientes tanto melhor.
São dúzias de textos, inclui relatos, depoimentos, transcrevi citações de autoridades com conhecimento científico de psiquiatria, psicologia, sociologia, etc. (até número de registro no C.R.P. tem lá) no assunto.
Todas as minhas crônicas tem um objetivo, a verdade, custe o que custar, afinal, não é possível que um ser humano aja, do nada, escrevendo dessa maneira.
Mas não foi do nada, foi motivado pelo impacto das atitudes nefastas da pessoa abominável, repugnante, sempre mencionada.
Sabe, quando eu a confrontei ela não se importou, isso uma atitude aceitável, digna, correta, ética, decente? Há algum valor moral nessa pessoa?
Não!
Então, fica um aprendizado dessa história: Se você é mãe, nunca faça nada que essa mulher fez comigo, porquê isso apenas me fez sofrer, nada mais além de chorar e ter de viver em um inferno até hoje.
Bem, para quem quiser segue o link:
https://cronicasmofadas.blogspot.com/
A sua avaliação:
Rubia
Eu também tenho uma mãe tóxica, aliás, nasci numa família tóxica. Bem, eu não posso culpá-la pela forma como ela é comigo, pois antes mesmo de eu nascer ela sofreu abusos físicos, psicológicos e sexuais por parte da mãe, do pai e de um dos irmãos. Ela foi estuprada pelo próprio irmão quando era criança e aconteceu de novo quando o meu pai faleceu... Teve depressão pós parte depois que meu irmão mais novo nasceu, a depressão piorou depois que meu pai faleceu vítima de um tumor no cérebro e eu lembro o quanto que eu era apegada a ele, o quanto ele me dava amor e carinho e ela sempre foi distante comigo, nunca soube demonstrar afeto e sempre foi algo forçado que eu não me sentia bem. Durante a minha infância também passei por abusos, fui estuprada por um inquilino da minha avó quando tinha 4 anos de idade e ninguém foi até a polícia depois que contei o que ele fez comigo, minha mãe só brigou comigo e mandaram o inquilino procurar outro lugar para morar, além disso minha mãe sempre me agrediu fisicamente durante os episódios maníacos do transtorno bipolar, num deles ela tentou me matar com asfixia, minha avó teve que chamar dois tios para tirar ela de cima de mim. Depois que meu pai faleceu a minha mãe endoidou, foi internada em clínica psiquiátrica muitas vezes, nesses períodos que ela esteve fisicamente ausente quem cuidava de mim era minha avó e minha tia, agradeço muito elas por isso, apesar de terem errado bastante com a minha mãe. Ao mesmo tempo tenho raiva da minha família, quando eu tinha uns 9 anos a família brigava muito com a minha mãe, chegou ao ponto de eles espancarem ela na minha frente, um primo segurando os braços da minha mãe, enquanto minha vó, minha tia, meu tio dando socos nela, puxando os cabelos e arrancando as roupas dela, foi uma cena horrível, não esqueço até hoje. Enfim, depois que meu pai morreu eu só lembro da minha mãe ausente emocionalmente, nunca me dava carinho, não gostava de ficar comigo, não me suportava, ela me trocava por homens e inclusive sempre tinham homens andando pelados dentro da minha casa, eu achava isso horroroso. Lembro que um dia eu estava tomando banho, deveria ter uns 10 anos de idade e minha mãe me forçou a tomar banho pelada na frente do namorado dela, eu só lembro da vergonha que eu senti vendo aquele homem me olhando, graças a deus ele não fez nada comigo porque ela achava isso normal ficar pelada na frente dos outros. Eu sentia muitos ciúmes dos namorados dela, porque ela me trocava por eles. Quando contei sobre o homem pelado para minha avó, me levaram ao Conselho Tutelar e quiseram retirar a guarda da minha mãe, tive que ir em psicóloga e foi horrível porque ela contava tudo para a minha mãe. Com o tempo eu fui ficando fria, minha mãe sempre criticou os meus sentimentos quando eram expressados, sempre ficava brava comigo por eu me sentir triste, sozinha, sem amigos e ela só ajudava a me sentir pior, nunca me aconselhava, sempre dizia que era tudo culpa minha e que eu era fresca. Hoje ela é diagnosticada com Transtorno Bipolar, toma 14 remédios por dia mas não faz acompanhamento psicológico... Eu tenho 24 anos, estou me formando na faculdade de Direito e nunca foi tão insuportável conviver com ela, estou fazendo acompanhamento psicológico e tentando me expressar mais porque durante todos esses anos, eu só aguentei as loucuras dela, as insatisfações dela e ela nunca elogiar todo o meu esforço durante a vida, sempre estudei muito, trabalhei e corri atrás das minhas coisas. Toda vez que tento conversar com ela sobre algo que me fez mal, ela faz chantagem dizendo que sou mal agradecida, joga tudo que ela me deu na cara, fala que eu sou uma pessoa horrível, invejosa, que não tenho amigos porque sou uma pessoa ruim, que não arranjo namorado porque eu procuro pessoas perfeitas, cara ela fala tanta coisa prejudicial que eu tento até bloquear na minha cabeça pra não absorver mas a energia eu absorvo cara... Não aguento mais, só queria ter condições de morar sozinha e seguir minha vi
Henry Cassidori Dantas
entendo isso mto ruim
A sua avaliação:
Monica
É muito difícil, mas ao mesmo tempo libertador, quando você descobre que tem uma mãe tóxica. Passei a vida inteira, baixando a cabeça e fazendo tudo do jeito que a minha mãe queria e nunca estava bom. Sempre exigente, vivia me sentindo culpada e inútil, porque achava que nunca fazia nada certo. Me sentia, feia, gorda, incapaz e burra. Só depois de mais de 40 anos, que me libertei de tudo isso! Ainda hoje, ela tenta! Faz chantagem emocional, me deprecia, diz que mudei, que já não a vejo com tanta constância. Sim! Me afastei! Agora vivo minha vida independente de como ela acha que deva ser vivida. Recebo duras críticas por isso. Já não sou uma boa filha, na verdade nunca fui, nem mesmo quando fazia tudo que ela queria. Graças à Deus, com o tempo a gente adquire conhecimento e se liberta! Tenho 2 filhas moças. E procuro ser pra elas, o refúgio e companheira que sempre quis em minha mãe.
Henry Cassidori Dantas
isso é bom pois está dando o exemplo
Sandra Lee Benvindo Ribeiro RIBEIRO
Exatamente como me sinto

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