Psicologia cognitiva

O que é ilusão de ótica na psicologia e como a percebemos

 
Alejandro Garcia Mingrone
Por Alejandro Garcia Mingrone. 17 agosto 2022
O que é ilusão de ótica na psicologia e como a percebemos

Estamos concentrados vendo uma imagem e interpretamos algo de determinada maneira. De repente, nossa mente começa a ver um objeto diferente do inicial. Certamente alguma vez você viu uma imagem preta e branca e que pode ser interpretada como uma xícara ou dois rostos. Te soa familiar?

É certo que as experiências que tivemos ao longo de nossa vida influenciam em nossa forma de perceber a realidade, as imagens também podem variar segundo a perspectiva que temos nesse momento. Neste artigo de Psicologia-Online, te daremos informações sobre o que é ilusão de ótica na psicologia e como a percebemos.

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Índice
  1. O que é ilusão de ótica
  2. Tipos de ilusão de ótica
  3. Como funciona o cérebro com as ilusões de ótica

O que é ilusão de ótica

Em primeiro lugar, devemos compreender ao que nos referimos quando falamos de ilusão de ótica na psicologia. Este conceito se associa com a interpretação que fazemos de uma imagem a partir de nossos sentidos e das experiências que tivemos ao longo da vida.

Cabe destacar que esta percepção leva a formar interpretações distorcidas de estímulos exteriores. Quando isto acontece no plano das ilusões de ótica, a percepção permite com que sejam dados diversos significados a uma mesma imagem, graças à informação prévia que foi armazenada na memória. Em outras palavras, o ser humano percebe as ilusões segundo os estímulos que teve em sua vida cotidiana.

Dessa forma, existem algumas correntes da psicologia que se encarregaram do estudo das ilusões de ótica ao longo dos anos. A seguir, apontaremos as mais relevantes:

Psicologia da Gestalt

Em termos globais, a psicologia da Gestalt deu ênfase especial nesta classe de fenômenos da percepção. Este ramo se baseia na premissa de que existe a tendência a agrupar os objetos visíveis sob formas específicas apesar de que estes não sejam vistos em sua totalidade. Por este motivo, a percepção possibilita que se produza uma interpretação global.

Psicologia Experimental

Entre o final do século XIX e princípios do século XX, o psicólogo alemão Wilheim Wundt se encarregou de analisar minuciosamente a percepção de fenômenos visuais. Desta forma, William Wundt criou a ilusão do "T" invertido, que indica que é possível perceber uma linha mais prolongada em comparação com outra de igual medida.

O que é ilusão de ótica na psicologia e como a percebemos - O que é ilusão de ótica

Tipos de ilusão de ótica

Apesar de que as ilusões óticas na psicologia possuem um significado unívoco, existem algumas características que permitem diferenciá-las. A seguir, mostraremos os diferentes tipos de ilusões óticas:

  • Ilusões óticas de distorção: são ilusões óticas nas quais podem ocorrer variações em alguma das características de uma mesma imagem, como por exemplo o tamanho, a simetria, longitude, entre outros.
  • Ilusões fictícias: representam as figuras que se percebem apesar da ausência do estímulo pertinente.
  • Ilusões ambíguas: consistem nas figuras que aparecem pela percepção de dois ou mais formas a partir de um mesmo estímulo.
  • Ilusões paradoxais: este tipo de ilusões óticas ocorre quando se visualizam objetos que são impossíveis de reproduzir no cotidiano.
O que é ilusão de ótica na psicologia e como a percebemos - Tipos de ilusão de ótica

Como funciona o cérebro com as ilusões de ótica

Para variar a percepção da pessoa e produzir ilusões de ótica é indispensável que se produzam uma série de fatores importantes. Em primeiro lugar, deve-se ter em conta que durante este processo o cérebro entra em um estado de confusão, já que o estímulo que se apresenta pode ter diferentes significados. Por este motivo, as ilusões de ótica são o resultado de uma confusão produzida devido à impossibilidade de encontrar um equilíbrio adequado entre o que se percebe e seu significado unívoco.

Em contraposição com o fenômeno das ilusões de ótica, existe uma tendência que considera que as experiências da pessoa não influenciam nas ilusões de ótica e que o cérebro pode ver objetos simples e integrados. Isto explica a pouca incidência das vivências pessoais vinculadas às imagens armazenadas na memória. Para que uma ilusão de ótica se concretize será necessária intervenção tanto do hemisfério esquerdo como o direito, com o objetivo de integrar a informação proveniente do estímulo exterior.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Bibliografia
  • Lazzari, L., Moulia, P., Gervasoni, A. (2016). Aportes de las ilusiones ópticas a diferentes campos del conocimiento. Cuadernos del Cimbage, 18 (1), 81-107.
  • Oviedo, G.L. (2004). La definición del concepto de percepción en psicología con base en la teoría Gestalt. Revista de Estudios Sociales, 18 (10), 89-96.
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