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Expressões faciais e comunicação não verbal: características e definição

 
Por Equipe editorial. 16 março 2021
Expressões faciais e comunicação não verbal: características e definição

As expressões faciais fazem parte da comunicação não verbal e são complementares a comunicação verbal. Através delas identificamos e intepretamos emoções e sentido nas mensagens. A expressão facial das emoções é definida por dois critérios: a musculatura envolvida e os gestos que a caracterizam. Existem certos padrões de reação afetiva característicos, generalizados e compartilhados pela maioria dos seres humanos. São emoções consideradas "básicas": alegria, tristeza, raiva, surpresa, medo e nojo.

Neste post de Psicologia-Online explicamos a comunicação não verbal e nos aprofundamos nas expressões faciais e algumas das principais emoções que elas sugerem. Leia o post completo e saiba como identificar as expressões faciais.

Comunicação não verbal

A comunicação não verbal é tão importante como aquilo que comunicamos com as palavras, que é a comunicação verbal. Quer dizer, ambas demonstram nossas intenções, emoções e estados de ânimo conforme reagimos ou comunicamos.

A principal diferença entre a comunicação verbal e a não verbal é que a segunda se baseia em sinais transmitidos através de recursos como a linguagem corporal, expressões faciais e sons. Apesar das suas diferenças na forma de ser e efeitos, são totalmente complementares para uma comunicação eficaz.

Tipos de comunicação não verbal

Os exemplos de comunicação não verbal mais conhecidos atualmente são:

  • Gestos: movimentos das mãos e da cabeça de acordo com o que a pessoa diz.
  • Linguagem corporal: posturas e posicionamentos do corpo que indicam atitudes em relação aquela interação social;
  • Aparência física: o código de vestimenta e a maneira com a qual aquela pessoa decide ser vista pelo resto do mundo também comunicam como ela se sente ou que quer dizer em relação à determinada situação;
  • Paralinguagem ou sons: o tom de voz, o volume e a velocidade da fala também fazem parte da comunicação não verbal e alteram a mensagem.
  • Proxêmica e contato físico: a proximidade do interlocutor e interações físicas também revelam as intenções e relações que existem entre os sujeitos;
  • Expressões faciais: como veremos a seguir, as expressões faciais permitem identificar manifestações emocionais e incoerências segundo o que a pessoa afirma.

Como identificar expressões faciais

Ainda existe um considerável desconhecimento sobre os processos implicados no reconhecimento das emoções, ou sobre as estratégias utilizadas para identificá-las. Uma das hipóteses, a denominada de impulso de imitação, afirma que aprendemos que certas sensações produzidas ao realizar um movimento facial estão relacionadas com um estado emocional particular.

Quando observamos uma determinada expressão facial tendemos a imitá-la e as sensações geradas são algumas das principais variáveis no reconhecimento da mesma. Fatores que podem afetar o reconhecimento da expressão facial:

  1. Estado emocional do observador: o reconhecimento e a intensidade de tal reação afetiva geralmente é congruente com a reação afetiva e o nível de ativação de quem observa tal emoção.
  2. Influência do contexto. Uma expressão facial neutra pode parecer triste se apresentada ao lado de um rosto que transborda felicidade, ou alegre se a cara que aparece ao seu lado manifesta uma profunda tristeza. Até mesmo a sequência de apresentação, a ordem com que as diferentes expressões faciais surgem, pode afetar tanto o reconhecimento de uma determinada expressão, como a intensidade percebida na mesma. Segundo Thayer, as expressões faciais que eram precedidas de uma sequência de reações afetivas contrárias eram mais intensas. Dado que um componente importante na categorização da percepção é a intensidade de tal emoção, podemos supor que uma mesma expressão emocional pode ser interpretada de forma diferente em função do contexto ou estrutura.
  3. Feedback da execução: o reconhecimento da expressão facial também se aprende e, portanto, se trata de uma habilidade submetida aos mesmos princípios gerais de aprendizagem que qualquer outro processo psicológico. Quando fornecemos feedback do reconhecimento de emoções, a identificação de tais emoções em situações diferentes, é mais eficaz do que quando não se dá este feedback.
  4. Imitação e modelagem: a capacidade para o reconhecimento da expressão facial pode ser otimizada mediante processos de aprendizagem como a modelagem e a imitação. A imitação exerce um papel relevante na decodificação das emoções e tal processo acontece a partir de idades bem novas, o que já foi revelado por Darwin. Segundo Wallbot, o grau de reconhecimento e imitação depende do tipo de emoção.
  5. Diferenças individuais: a história do reforço do sujeito condiciona a capacidade deste para identificar determinadas expressões faciais.
  6. Preconceitos: uma vez que se identificou uma expressão facial correta como reflexo de uma determinada reação emocional, é muito provável que se a mesma configuração estimular voltar a se apresentar, o observador mantenha sua congruência e a categorize da mesma forma, mesmo quando o reconhecimento inicial tinha sido incorreto. A relevância dos preconceitos varia em função da reação afetiva observada. Assim, a distorção produzida por um rótulo incorreto é menor em emoções negativas como raiva, nojo ou desprezo, emoções que geralmente são identificadas corretamente.
  7. Expectativas e atribuições sobre o estado emocional: o observador possui uma série de expectativas sobre o estado emocional do sujeito, em função da situação em que se encontra, dos comportamentos que exibe e qualquer informação que possui sobre ele. Estas expectativas afetam o reconhecimento da expressão emocional.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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