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Valores morais: lista e exemplos

Valores morais: lista e exemplos

Cada um de nós é um tanto obrigado a continuar com algumas das prioridades que nossas famílias possuem. Seguir essas prioridades nos orienta a regular nossos comportamentos, e que ao mesmo tempo nos permite alcançar, talvez, um tipo de aceitação e adaptação. Os valores morais funcionam como a base do que nossas respostas corresponderão uma vez. É por isso que, neste artigo de Psicologia-Online, compartilhamos e explicamos os valores morais: lista e exemplos.

O que são os valores

Os valores podem ser qualidades que são captadas nas pessoas, coisas ou experiências. Essas qualidades nos levam a escolhê-las em detrimento de outras de que não gostamos ou nos deixam indiferentes.

Ortega e Gasset (1961) argumentaram que captamos os valores através da estimativa (a sensibilidade capturará as qualidades dos objetos físicos; a inteligência dos conceitos abstratos; e a estimativa dos valores). Por um lado, os valores são subjetivos, pois existem apenas se um ser humano os capta e são objetivos, porque são uma qualidade que os objetos (pessoas, animais ou situações) têm quando se entra em um relacionamento com eles.

O que são valores morais

Quando pensamos em valores morais e em uma definição que podemos dar, frequentemente nos vem pensamentos sobre justiça, bem, altruísmo, bondade, humildade, abnegação, amor e respeito pelos outros - e outras tantas ideias ativas e quase automáticas de nossa estrutura mental são precipitadas -. Algumas outras definições bastante conhecidas, como a proposta por Torres Triana, (2009), em que o valor moral é entendido como:

O significado social positivo, bom, em oposição ao mal, que orienta a atitude e o comportamento do homem para realizar o bem, ordenando seus julgamentos sobre a vida moral e ações derivadas destas.1

No entanto, sugiro que tentemos abordar a seguinte pergunta para resolver o pandemônio de ideais que será apresentado nos parágrafos seguintes: Meus valores morais são os mesmos que os de meus amigos e familiares? Provavelmente existem muitos que se repetem na minha lista de valores e nas deles também, e isso facilita que possamos nos relacionar e nos entender.

Os valores morais podem ter uma etiqueta (termo), por exemplo: respeito, solidariedade e responsabilidade. Nosso ambiente (família, escola, amigos e televisão) nos educou com um desses três termos (valores). Mas esse processo de mimética têm diferenças apesar de possuir o mesmo nome (etiqueta/termo), seu significado. O significado desses valores morais variará ao não implicar os mesmo para mim e para outras pessoas.

Lista dos 40 valores morais mais importantes

  1. Honestidade.
  2. Tolerância.
  3. Liberdade.
  4. Compaixão.
  5. Igualdade.
  6. Compreensão.
  7. Disciplina.
  8. Paciência.
  9. Prudência.
  10. Gratidão.
  11. Abnegação.
  12. Respeito.
  13. Responsabilidade.
  14. Lealdade.
  15. Harmonia.
  16. Ambição.
  17. Altruísmo.
  18. Confiança.
  19. Coragem.
  20. Valentia.
  21. Modéstia.
  22. Perseverança.
  23. Solidariedade.
  24. Vontade.
  25. Autocontrole.
  26. Superação.
  27. Laboriosidade.
  28. Magnanimidade.
  29. Objetividade.
  30. Pontualidade.
  31. Aprendizagem.
  32. Fidelidade.
  33. Generosidade.
  34. Honra.
  35. Sinceridade.
  36. Força.
  37. Discernimento.
  38. Empatia.
  39. Cortesia.
  40. Colaboração.

Valores morais: exemplos

A seguir, você encontrará detalhados alguns exemplos de valores morais mais importantes:

  • A honestidade. Esse valor moral representa o comportamento e expressão de sinceridade (a verdade). Embora, analisando essa característica, às vezes somos compelidos a mentir para alcançar o mesmo objetivo que pretendem os valores morais: adaptar-se fazendo o bem a nós mesmos e aos outros. Às vezes mentimos para não prejudicar alguém, não dando uma notícia trágica. Uma variante seria o ser honesto consigo mesmo.
  • A tolerância. É o respeito das ideias, crenças ou práticas quando são diferentes ou contrárias às suas. Aludindo à importância de conscientizar a ideia de Scott Fitzgerald (1925), que aponta que uma inteligência de primeira ordem é a capacidade de ter duas ideias opostas presentes no espírito ao mesmo tempo e, apesar disso, não deixar de funcionar.
  • A liberdade. É a capacidade da consciência de pensar e agir de acordo com a própria vontade. Por si só, essa definição poderia ser analisada a partir do existencialismo, onde através dessa liberdade estamos obrigados a escolher; Sartre (1943) disse que estamos condenados a ser livres; a mesma liberdade requer ser consciente do imperativo das correspondentes consequências de nossas decisões.

Consequências negativas dos valores morais na saúde mental

As definições que são orientadas em um sentido contrário ou estão em desacordo com a apologia da conhecidíssima dicotomia ou dualidade do «bem e do mal» no ser humano são um pouco vituperadas: esquema compartilhado nos parágrafos anteriores em que valores morais estão associados ao que é justo, ao agir positivamente bem e sempre contrário do mal. Essas definições consideram que grande parte do pensamento binário do bem e mal tende a se valorizar ou considerar suas ações como puras e corretas, sem deixar espaço à possibilidade de que esses valores morais sejam baseados na premissa inconsciente e vergonhosa de que todos nós gostamos de pensar bem dos outros, porque tememos de nós mesmos, Oscar Wilde (1890) chamava isso de a base do otimismo.

Um dos argumentos fundamentais dessa antítese é o exposto por Nietzsche (1883). Esse autor expõe que os valores tradicionais perderam seu poder nas vidas das pessoas, o que ele chamou de niilismo passivo. Nietzsche expressa isso com sua contundente proclamação “Deus está morto”, convencido de que os valores morais tradicionais representavam uma moralidade criada por pessoas fracas e ressentidas que promoviam comportamentos ou condutas submissas e de conformidade, pois esses valores tácitos funcionavam para seus interesses. É por essa razão que esse autor reina sobre a necessidade de substituição ou a transformação dos valores morais tradicionais, o que o levaria à estrutura do übermensch (super-homem).

Os valores morais tradicionais são caracterizados por sua falta de naturalidade, pois utiliza normas ou leis imperativas que vão contra os instintos fundamentais da vida; de acordo com a teoria Freudiana, eles são contra; para Nietzsche, esses valores são contrários aos dionisíacos e criam um conceito panegírico da unicidade para tudo o que representa o apolíneo.

Na agitação na cultura, Sigmund Freud (1930) afirma que:

A consciência moral se comporta de maneira mais severa e desconfiada quanto mais virtuoso é o homem, de modo que, finalmente, aqueles que chegaram mais longe pelo caminho da santidade são precisamente os que se acusam da pior pecaminosidade.2

Freud também expõe que existem duas origens da culpa: uma é o medo da autoridade e a segunda é o medo do superego. O primeiro obriga a renunciar à satisfação dos instintos; o segundo impulsiona o castigo, porque é impossível ocultar do superego a persistência dos desejos proibidos.

Essa consciência moral tradicional é a consequência da renúncia instintiva. Esses valores morais podem produzir a repressão de dezenas ou incontáveis comportamentos do ser humano e terminando em diversas patologias mentais e também fisiológicas.

Por exemplo: uma pessoa que considera que «a abnegação» (termo) deve ser uma base inevitável para o crescimento pessoal, o que implica a renúncia à maioria dos próprios desejos, interesses e afetos, a fim de beneficiar ao próximo. Esse sacrifício crônico que também prega «que as coisas devem ser feitas sem esperar nada em troca» e, em seguida, sente um desespero e frustração por se encontrar sempre que ninguém é capaz de agradecer-lhe todos esses sacrifícios. Isso agrava ainda mais a predisposição a sofrer uma ou várias das seguintes patologias apresentadas no DSM 5 (2013):

  • Transtorno de personalidade limite.
  • Transtorno de personalidade evitativa.
  • Transtorno de personalidade dependente.
  • Transtorno de personalidade obsessiva-compulsiva.
  • Transtornos depressivos.
  • Transtornos de ansiedade.

Nietzsche dizia que a culpa ou uma consciência alterada não surge como consequência natural da transgressão de normas de proteção do bem em si, mas da crueldade do eu consigo mesmo como uma inoculação da domesticação. O mesmo expõe Freud no O mal-estar na cultura (1930), a afirmação de que o ser humano está em dívida com seu começo (a origem dos deuses), é o que gera uma e outra vez esse sentimento de compromisso culposo.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Referências
  1. Torres Triana. (2009). Los valores morales en la personalidad. Revista Médica Electrónica.
  2. Sigmund Freud. (1930). El malestar en la cultura. Biblioteca nueva. Madrid.
Bibliografia
  • American Psychiatric Association. (2013). Manual diagnóstico y estadístico de los trastornos mentales (DSM 5). Editorial Panamericana.
  • Friedrich Nietzsche. (1883). Así hablaba Zaratustra. Literatura Universal. Barcelona.
  • José Ortega y Gasset. (1961). Introducción a la estimativa. Revista de occidente. Madrid.
  • Oscar Wilde (2016). El retrato de Dorian Gray. S.L.U. Espasa Libros. Barcelona.
  • Scott Fitzgerald. (1925). El gran gatsby. Reino de Cordelia. Madrid.

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3 comentários
A sua avaliação:
ana gleice Carlos da Silva
bom muito bom 😀
A sua avaliação:
Maria
Excelente artigo, muito bom!
A sua avaliação:
Máira
muito bom artigo!

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