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Valores universais: quais são, lista e exemplos

 
Por Bryan Longo. 17 agosto 2020
Valores universais: quais são, lista e exemplos

Falar sobre o que consideramos adequado para a convivência social pode causar alguma dissonância, já que alguns de nós podemos pensar que, em certos casos, não são necessárias certas atitudes para conviver. Ao serem reconhecidos e aplicados em todos os grupos sociais, mesmo com todas as diferenças, surgem os valores universais; estes se fixam com o objetivo de criar um contexto mais sadio e agradável para viver. Neste artigo de Psicologia-Online, vamos te explicar mais sobre os valores universais: quais são, lista e exemplos.

O que são valores universais

Os valores universais são um acervo de normas de convivência válidas em um período e época determinados. Estes valores universais podem chegar a ser compartilhados por culturas ou grupos sociais diferentes, e são transmitidos através da educação familiar e escolar, mas também através de todos os meios de comunicação.

Tomaremos o termo valor como referência a algo que um sujeito ou grupo social consideram que possui importância, justificando que seja privilegiado, promovido e procurado. Também devemos deixar claro que um valor não é a mesma coisa que um desejo. Desejar algo implica querer determinada coisa sem refletir muito sobre ela, ou seja, esse desejo poderia surgir de um instinto, de uma necessidade física ou de um impulso. Por outro lado, é possível que um valor surja em um ou vários desejos, mas surge após a reflexão sobre se o que precisamos (desejamos) é bom ou ruim.

George Edward Moore (1925) argumentou que é impossível definir o termo bom, já que não existe um modelo com o qual possamos descobrir o significado deste termo, assim, este filósofo chamou esta incapacidade para definir termos avaliativos como falácia naturalista.

Assim compreendemos que cada pessoa avalia determinados eventos, comportamentos e estados mentais conforme vai os relacionando com seu contexto social e educação; cada cultura privilegia certas coisas como resultado de suas ideias, trajetórias e localizações geográficas. Contudo, afirmar que existem valores universais implica encontrar algo utilizado por todas as pessoas e suas comunidades por efeito da humanidade compartilhada. Estes valores universais podem surgir de pesquisas científicas, através das ciências sociais ou da meditação filosófica.

Como e onde aplicar os valores universais

A aplicação de um valor universal é possível através do simples gesto de apreciar tudo o que gere uma convivência tranquila e sadia, consigo mesmo e com os outros.

O próprio nome - valores universais - faz alusão à ampliação do terreno de aplicação destes, pois não se limitam apenas às pessoas, culturas, ideias e formas de viver conhecidas. Os valores universais podem ser aplicados em qualquer região geográfica e em formas bastante diferentes, sem estruturas precisas; os valores universais são aplicados naqueles detalhes que buscam o princípio básico da vida: a verdade. Utilizar estes princípios em cada um de nossos atos, e com cada um de nossos próximos e iguais, sem dúvida é uma das formas de aplicar os valores universais.

Lista de valores universais, significado e exemplos

A seguir mostraremos 20 valores universais, o significado de cada um deles e alguns exemplos. Estes são os valores universais mais importantes:

  1. Amizade: é a estima entre pessoas que as permite estabelecer vínculos muito mais estreitos de convivência. Ambrose Bierce (1906), ironicamente, expõe a amizade da seguinte forma: barco grande o suficiente para levar dois quando o tempo é bom, mas apenas um em caso de tormenta.
  2. Confiança: sensação de segurança de uma pessoa em relação a outra.
  3. Amor: é uma manifestação dos seres vivos para tudo aquilo que representa a beleza e o bem. Um exemplo deste objetivo em comum é a capacidade de trabalhar ativamente por minha liberdade e pela de outro, mesmo que essa liberdade não inclua mais ninguém, decidimos compartilhá-la.
  4. Justiça: é dar algo a alguém que está capacitado para tê-lo.
  5. Liberdade: é a capacidade de agir segundo sua própria vontade, sem que isto prejudique a liberdade de outra pessoa e tendo consciência das consequências.
  6. Bondade: é a inclinação natural para fazer o bem, e indica suavidade e gentileza de gênio. O bem é a origem de todo o Ser.
  7. Honra: é a qualidade que orienta o ser humano ao cumprimento estrito de suas responsabilidades consigo mesmo e com os outros, assim a honra corresponde a um símbolo da vida virtuosa e pertence ao inconsciente coletivo como um valor universal essencial no arquétipo do herói.
  8. Fraternidade: é a união e boa correspondência entre os seres humanos, ou seja, entre irmãos ou entre os que se tratam como tal.
  9. Honestidade: corresponde às pessoas que possuem um grau de autoconsciência significativo e que é coerente com o que pensa e faz. É um valor universal que inclui a sinceridade e a retidão. Este valor procura evitar as mentiras contra os outros e contra si mesmo, é por isso que também corresponde ao autoconhecimento.
  10. Respeito: uma capacidade que requer poder atribuir aos outros um valor similar ao próprio, para assim reconhecer por esta perspectiva seus direitos e responsabilidades. É um valor universal que implica conseguir reconhecer a existência dos outros, reconhecer suas necessidades e seus interesses, portanto, este valor é recíproco. O respeito implica aceitar que existe uma grande diversidade de ideias, costumes e opiniões.
  11. Paz: atitudes que possibilitam a convivência equilibrada, simétrica e harmoniosa entre as pessoas de determinado grupo.
  12. Responsabilidade: é a capacidade de responder, assumindo os próprios atos, decisões e obrigações, portanto é uma qualidade da própria vontade.
  13. Solidariedade: corresponde a responsabilidade mútua de várias pessoas que as permite colaborar na causa de outros.
  14. Tolerância: a capacidade alcançada por aqueles que dominam a episteme, e que permitem uma liberdade de consciência. Um exemplo claro de tolerância, é aquele onde somos capazes de conviver sem a necessidade de impor nossa verdade sobre a do outro e sem renunciar a ela, apesar de existirem óbvias diferenças de pensamento.
  15. Coragem: é a capacidade que permite confrontar apesar do medo.
  16. Autocontrole: é a capacidade de conhecer os próprios impulsos e emoções para assim regulá-los.
  17. Empatia: é a capacidade de tomar consciência dos sentimentos, necessidades e preocupações alheias.
  18. Gratidão: é o reconhecimento da ajuda que os outros nos dão.
  19. Sabedoria: é a aquisição de conhecimentos e experiências para o desenvolvimento das atividades que se realizam dentro de uma sociedade.
  20. Compaixão: corresponde à compreensão do sofrimento dos outros.

No seguinte artigo você encontrará mais informações sobre os valores morais e os valores éticos.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Bibliografia
  • George Edward Moore. (1925). Defensa del sentido común. Editores Orbis.
  • Ambrose Bierce. (1906). El diccionario del diablo.

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