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Como lidar com pessoas difíceis na família

 
Por Roberta Novoa. 5 fevereiro 2024
Como lidar com pessoas difíceis na família

Pessoas difíceis existem em todos os cenários: trabalho, igreja, comunidade, família... a grande diferença é que a família geralmente encontramos em uma situação ou outra, mesmo que não queira ou que procure evitar. De uma forma ou de outra, pode ser que precise interagir com uma pessoa difícil de sua família e não tem como fugir disso, a não ser que você vá morar bem distante, mas ainda assim pode acontecer alguma situação que "obrigue" você a lidar por um período ou ocasião com essa pessoa.

Por esses motivos, é importante estar preparado para encarar esta situação. O que será que é importante fazer e não fazer neste cenário delicado? Somente evitar a qualquer custo a presença de um familiar difícil não irá resolver a situação. Aliás, fugir é a última opção que devemos buscar na maioria das situações desafiadoras que temos em nossa vida.

Neste artigo de Psicologia-Online, vamos falar sobre algumas formas de como lidar com pessoas difíceis na família.

1. Aceitar as diferenças individuais

Reconheça e respeite as diferenças individuais dentro da família. Primeiramente, você pode pensar que por existir um laço sanguíneo, essa pessoa obrigatoriamente precisa agir como a maioria das pessoas da família, contudo, na prática, não é dessa forma que acontece. Sabemos que a individualidade de cada um precisa ser respeitada.

Evite impor suas crenças. Não force os outros a se conformarem com sua perspectiva. Muitas vezes, opiniões diferentes podem ser melhor aproveitadas do que uma única informação a respeito de determinado assunto. Da mesma forma, personalidades diferentes poderão acrescentar algo um ao outro.

2. Foque em soluções, não em problemas

Concentre-se em encontrar soluções construtivas para os desafios familiares. De nada irá adiantar focar os seus pensamentos em quão negativo será precisar lidar com a pessoa difícil da sua família.

Evite se fixar nos problemas, culpando os outros. Não ignore a busca por soluções positivas. Embora seja difícil lidar com determinados tipos de pessoas, é importante buscar manter a cordialidade e atitudes positivas. Imagine que se diante de toda a dificuldade em lidar com esse familiar, você ainda manter uma postura nada amigável? A situação só irá se tornar mais difícil.

3. Escolha momentos apropriados para conversar

Selecione momentos calmos e apropriados para discutir assuntos delicados. A principal estratégia aqui é observar o momento adequado para se aproximar para conversar, se houver temas que precisam ser tratados entre vocês.

Evite confrontos durante situações de tensão. Não inicie conversas importantes quando as emoções estiverem à flor da pele. Este com certeza seria o pior momento para falar sobre algum assunto delicado entre vocês. Observe o ambiente, o clima antes de qualquer coisa. Esse gesto que pode parecer simples fará diferença no momento da troca entre vocês.

4. Envolva-se em atividades positivas em família

Não é porque existem pessoas difíceis de lidar em sua família, que você vai se isolar e não buscar a interação com o grupo familiar. Participe de atividades que promovam a união e criem lembranças positivas.

Procure relembrar atividades que fizeram em conjunto, por exemplo, e que foram divertidas e estreitaram laços. Essa estratégia poderá quebrar barreiras entre todos os envolvidos.

Evite focar em eventos passados negativos durante essas atividades. Não permita que conflitos antigos estraguem momentos presentes.

5. Pratique o autocuidado

Cuide de sua saúde emocional para lidar melhor com situações difíceis. Antes desse provável encontro, vá preparando o seu emocional, mentalizando uma boa reunião familiar. A preparação irá ajudar muito a lidar melhor quando estiver diante dos familiares difíceis.

Não negligencie suas próprias necessidades. Ignorar o autocuidado pode aumentar o estresse e a frustração.

Como lidar com pessoas difíceis na família - 5. Pratique o autocuidado

6. Estabeleça limites

O familiar pode ser difícil de lidar, todos sabem disso, porém é importante que você deixe claro que não é por isso que irá acatar a tudo o que ele fizer ou disser para evitar problemas. Defina limites saudáveis para proteger seu bem-estar emocional.

Evite ceder continuamente às demandas dos outros. Não sacrifique sua própria saúde mental para agradar os outros. Quando abrimos mão de situações que são importantes para nós em função de outras pessoas, acabamos por nos maltratar e prejudicar o nosso emocional.

7. Pratique a compreensão empática

Empatia é a chave. Tente compreender as emoções e perspectivas do outro, ouvindo atentamente. Pode ser um pouco difícil, mas deixe a pessoa falar, respire fundo antes de responder, entendendo que seu familiar pode ter questões emocionais que ele mesmo tem dificuldade em lidar.

Evite julgamentos precipitados. Não assuma que sabe o que a outra pessoa está sentindo sem uma comunicação aberta. É natural que por conhecer essa pessoa você acabe por julgar seu comportamento, mas pode haver algo que não saiba, e esse julgamento precipitado só irá atrapalhar.

8. Pratique a comunicação

Aprenda a expressar suas necessidades de maneira construtiva, que não julgue o familiar, mas que o deixe um pouco mais aberto ao diálogo.

Pode ser difícil, mas evite culpar ou acusar. Não transforme a comunicação em um ataque pessoal. Agindo assim, toda a preparação feita anteriormente não servirá nesse momento delicado da conversa.

9. Busque ajuda

Em casos complexos, procure a ajuda de um profissional de mediação, como um psicólogo familiar.

Evite tentar resolver problemas complexos sem orientação profissional. Não subestime a eficácia de um mediador qualificado. Os profissionais estão preparados para situações como essas e poderão compreender e fazer com que vocês busquem as melhores soluções para que a convivência seja o menos caótica possível.

10. Considere o perdão e a aceitação

Falar em perdão, dependendo do que possa ter acontecido entre você e seu familiar, é algo bem complexo, contudo é importante estar aberto ao perdão e à aceitação, reconhecendo que todos cometem erros.

Não guarde ressentimentos. Evite alimentar sentimentos negativos que podem prejudicar ainda mais as relações familiares.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Referências

Simionato-Tozo, S. M. P., & Biasoli-Alves, Z. M. M.. (1998). O cotidiano e as relações familiares em duas gerações. Paidéia (ribeirão Preto), 8(14-15), 137–150. https://doi.org/10.1590/S0103-863X1998000100011

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