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Eproctofilia: o que é, sintomas, causas e tratamento

 
Por Alejandro Garcia Mingrone. 25 abril 2022
Eproctofilia: o que é, sintomas, causas e tratamento

Os gases que emanam de nosso organismo geralmente surgem por motivos diversos. Quando pensamos no odor e no ruído, geralmente sentimos vergonha, culpa e/ou nojo diante de outras pessoas, já que associamos os gases a experiências desagradáveis. Na sociedade na qual vivemos existem certas normas de convivência que devem ser cumpridas para fazermos parte de certos entornos sociais. No entanto, existem pessoas que apresentam grande excitação diante do som e/ou odor das flatulências. Mais ainda, esta qualidade é um requisito indispensável para iniciarem uma relação sexual.

Esta condição particular merece ser explorada com maior profundidade para poder compreender com mais detalhes este tema. Se você está achando interessante o assunto, te sugerimos continuar com a leitura pois, neste artigo de Psicologia-Online, te daremos informações sobre a eproctofilia: o que é, sintomas, causas e tratamento.

O que é eproctofilia

Quando falamos da eproctofilia, nos referimos a um tipo de excitação sexual vinculada ao prazer pela presença de gases. Em outras palavras, esta patologia consiste na condição que uma pessoa pode ter para ter relações sexuais de um modo particular. Em palavras menos formais, a eproctofilia seria caracterizada como o fetiche por peido.

Cabe destacar que a ausência de gases no ato sexual pode ser um fator que diminua o interesse da pessoa que sofre de eproctofilia. Segundo o DSM-V[1], este quadro clínico pode ser categorizado dentro do grupo denominado transtorno parafílico não especificado, dada sua condição de ser considerado como parafilia.

As parafilias são fantasias sexuais que se desprendem dos elementos convencionais impostos pela cultura. Nelas, a principal fonte de prazer não é a relação sexual, mas outros fatores. Neste artigo você encontrará informações sobre os diferentes transtornos parafílicos que existem.

Sintomas da eproctofilia

Nestes casos, é importante apontar as manifestações, tanto físicas como emocionais e comportamentais, a fim de detectar o problema. Isto permitirá buscar soluções que forneçam uma melhoria da pessoa. Nos itens seguintes, descreveremos os sintomas da eproctofilia:

  • Excitação sexual a partir da presença de gases que a outra pessoa emana.
  • Incapacidade de desfrutar de relações sexuais sem a presença dos gases.
  • Dificuldade na relação com outras pessoas.
  • Sentimentos de inferioridade.
  • Baixa autoestima.

A presença de algum destes sintomas não implica necessariamente que estejamos diante de um caso de eproctofilia. É imprescindível que o diagnóstico seja feito por um profissional da saúde mental que conte com os conhecimentos adequados na especificidade do problema que a pessoa tenha.

Por sua vez, aqui entram em jogo fatores chaves como a idade, o sexo, antecedentes médicos, doenças pré-existentes ou histórico familiar, entre outros.

Eproctofilia: o que é, sintomas, causas e tratamento - Sintomas da eproctofilia

Causas da eproctofilia

Diante da aparição do quadro clínico de eproctofilia, é importante conhecer as possíveis origens dele. Ter acesso a este tipo de informação é fundamental para determinar o modo de enfrentá-lo. Por isso, a seguir, mostraremos as principais causas da eproctofilia:

  • Fatores genéticos: mesmo que esta área ainda se encontre em um período de estudo, é certo que existem certos neurotransmissores que estão vinculados à excitação sexual. Diante disto, é possível que as pessoas que tenham um diagnóstico de eproctofilia tenham desenvolvido um predomínio maior de certas conexões neuronais que incidem sobre o prazer sexual e o corpo humano.
  • Fatores ambientais: as experiências que a pessoa tenha tido durante a infância podem influenciar em comportamentos atuais. Por um lado, ela pode ter sido condicionada por ter vivido uma situação na qual a vivenciou um ato sexual por parte de um familiar que também possua esta patologia. Por outro lado, outras experiências desagradáveis como abusos sexuais podem ser um condicionante dos modos de satisfação sexual.

Tratamento da eproctofilia

Atualmente, existem tratamentos que mostraram uma boa eficácia na abordagem de casos de eproctofilia. A seguir, te mostramos os principais métodos para tratar a eproctofilia:

Terapia psicológica

A terapia psicológica é um espaço que convida à reflexão sobre diferentes situações que geram inconvenientes à pessoa em sua vida cotidiana. O objetivo das terapias é construir estratégias para superar os momentos que geram dificuldades de um modo mais ameno. Aqui se destaca a terapia cognitivo-comportamental como a mais efetiva.

Além disso, as terapias tentam encontrar a origem dos problemas que uma pessoa tem a partir de situações do passado. Isto permite que a pessoa tenha outras alternativas na hora de enfrentar situações que gerem obstáculos.

Medicação psiquiátrica

Em casos graves, é possível utilizar medicamentos para tratar os casos de eproctofilia. Estes agem sobre a química do cérebro e produzem mudanças hormonais que diminuem a excitação sexual na presença de gases. No entanto, a medicação psiquiátrica dever ser consumida apenas sob indicação médica.

Eproctofilia: o que é, sintomas, causas e tratamento - Tratamento da eproctofilia

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Referências
  1. Asociación Estadounidense de Psiquiatría. (2013). Manual Diagnóstico y Estadístico de los trastornos mentales (5ta ed.). Arlington: Editorial Médica Panamericana.
Bibliografia
  • Nadal Lover, M., Cols Jiménez, M. (2017). Disfunción sexual causada por medicamentos. Revista Terapéutica en APS, 24 (5), 265-278.
  • Peña Galván, L.Y., Casas Rodríguez, L., Padilla de la Cruz, M., Barreras López, O.L., Gallardo Álvarez, M. (2000). Trastornos múltiples de la inclinación sexual. Presentación de un caso. Revista Archivo Médico de Camagüey, 4 (1) , 1-6.

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