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Fases da vida humana

 
Por Sara Sanchis, Psicóloga especializada em Crescimento Pessoal. 22 setembro 2020
Fases da vida humana

Geralmente, a vida do ser humano atravessa diferentes fases e períodos com características mais ou menos comuns que condicionam o crescimento e desenvolvimento das pessoas. As primeiras fases da vida, desde a gestação até a adolescência, condicionarão o desenvolvimento adulto posterior. O cuidado de tais fases é básico e fundamental para garantir o desenvolvimento saudável das nossas crianças.

Neste artigo de Psicologia-Online, vamos expor quais são as diferentes fases da vida humana por idades, desde a etapa pré-natal até chegar à velhice.

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Fase pré-natal

Veremos as fases da vida humana por idades, no entanto, devemos contemplar a fase antes do nascimento. A fase pré-natal compreende o período desde a gestação do bebê até seu nascimento. É um período crítico para seu crescimento e desenvolvimento no momento e posteriormente já que, tanto em nível físico quanto em nível emocional e psicológico, toda vivência neste período determinará profundamente as bases e predisposições para seu desenvolvimento futuro.

Nesse período, o bebê precisa de um ambiente caloroso e calmo para que seu crescimento e desenvolvimento se dê sob condições saudáveis. Portanto, torna-se fundamental propiciar o cuidado da mãe, que carrega o bebê durante toda a gravidez, como medida de promoção da saúde e prevenção de futuras doenças ou patologias.

Recém-nascido (0-12 meses)

A primeira das fases da vida por idade é a de recém-nascido: do nascimento até o primeiro ano. Este período foi denominado "exterogestação", se referindo a um estado em que o bebê precisa para seguir se desenvolvendo de maneira ótima, um útero externo que garanta sua proteção e segurança. Por este motivo, durante este período se torna imprescindível o respeito da díade mãe-bebê e o fomento e promoção da lactação como meio natural de estabelecimento do vínculo materno-filial.

Se trata de um período em que se consolida o desenvolvimento dos sistemas do organismo do bebê e através do qual este se relaciona com seu entorno, através de suas ações sensitivas e motoras. A experimentação livre e o acompanhamento respeitoso são cruciais para favorecer um desenvolvimento ótimo e saudável.

Bebê (18-36 meses)

Esta é a fase seguinte do desenvolvimento. Durante este período, a criança continua se relacionando com seu ambiente através dos sentidos e de sua motricidade que, progressivamente, vai refinando e desenvolvendo.

Continua sendo fundamental o respeito pelas brincadeiras e exploração livre da criança que, guiada por seu sistema de autorregulação pessoal, procura experimentar aquelas situações que permitem os aprendizados para os quais ela está preparada.

Como consequência deste desenvolvimento motor, os bebês começam a mudar e iniciam a linguagem ao avançar em seu desenvolvimento cognitivo, o que os permite iniciar representações mentais do que, até agora, experimentaram de forma direta através dos sentidos e ações motoras.

Fase pré-escolar (3-6 anos)

A fase pré-escolar é a terceira das fases da vida por idades, e vai dos 3 aos 6 anos. Segundo Piaget, este período se corresponde com a fase pré-operacional, na qual o desenvolvimento cognitivo e psicológico da criança a permite começar a representar de maneira simbólica a realidade e ir desenvolvendo progressivamente este tipo de elaboração cognitiva da realidade. Aqui explicamos a teoria do desenvolvimento cognitivo de Piaget.

Nesta etapa é fundamental a brincadeira simbólica, pois permite à crianças integrar aprendizados sobre a realidade que a rodeia através das brincadeiras, da imaginação, da imitação e do desenho. Este tipo de brincadeira favorece o desenvolvimento da linguagem e das habilidades cognitivas e sociais. Outras características deste período são:

  • Seu aprendizado continua sendo intuitivo, ao se basear em sua própria experiência.
  • Começam a compreender noções básicas sobre conceitos numéricos.
  • São egocêntricos, por ainda não terem desenvolvido sua capacidade de percepção e entendimento do outro.
  • Se fixam e se focam em aspectos globais, sem perceber detalhes e peculiaridades.

Fase escolar (7-11 anos)

Durante esta fase da vida humana, a criança começa a perceber de maneira mais objetiva sua realidade, abandonando sua representação simbólica. Começa a utilizar o raciocínio lógico em sua aprendizagem vital. Se trata do período das operações concretas, segundo Piaget, no qual seu pensamento se torna mais flexível, concreto e menos egocêntrico, o que a permite realizar operações e raciocínio inferencial. São próprios deste período os processos mentais de seriação, classificação e conservação.

O processo de socialização, iniciado timidamente no período anterior, vai se consolidando durante estes anos, o que fornece às crianças aprendizados significativos de como são os modos de relação interpessoal e intrapessoal; as normais sociais; o respeito e cuidado com os outros; a necessidade de se relacionar; o reforço e amparo que as relações sociais trazem; a empatia; os abusos e negligências das pessoas; etc.

Adolescência (12-18 anos)

A adolescência é uma das fases do desenvolvimento humano mais estudadas. É um período de grande convulsão interna em todos os níveis (físico, emocional, cognitivo, psicológico e social). Supõe um segundo nascimento, através do qual os adolescentes contrastam com suas novas experiências e fazem uso de sua capacidade de raciocínio formal sobre toda sua bagagem de experiência infantil para, finalmente, estabelecer novos esquemas mentais (sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o mundo) que formarão as bases e guia para seu trânsito pelo mundo adulto, ao qual estão prestes a entrar.

Ocorrem grandes mudanças físicas e a relação com seus iguais se torna o meio fundamental de crescimento pessoal e desenvolvimento durante esta fase, deixando de lado, temporariamente, a necessidade de relação com os pais, tão essencial durante a infância.

Jovem adulto (20-30 anos)

Durante esta fase da vida humana, se a adolescência foi vivida de maneira satisfatória, o jovem recuperou seu equilíbrio físico, emocional e psicológico, e empreende as primeiras ações pessoais no mundo adulto ao ter mais clareza sobre quem é e o que quer de sua vida. Sua inexperiência vem respaldada pela motivação pessoal para desenvolver projetos de vida pessoais (estudos, trabalho, relacionamentos, etc.) que o leva a empreender experiências de vida que vão o enriquecendo com conhecimentos sobre si mesmo, sobre as relações pessoais e sobre o modo de proceder em seu entorno.

Esta etapa é a última relacionada ao crescimento e desenvolvimento físico do indivíduo, já o desenvolvimento emocional e cognitivo segue acontecendo e se ampliando até o final da vida.

Adulto médio (30-50 anos)

Este período é caracterizado pelo desenvolvimento e consolidação dos projetos de vida pessoais (trabalho, família, etc.) ou, pelo contrário, pela experiência de crise pessoal por não ter conseguido se orientar e conquistar os objetivos pessoais. No seguinte artigo abordamos a crise da meia idade. Nestes anos acontecem a maior atividade vital que reúne a vitalidade e o dinamismo necessário para desenvolver os projetos de vida pessoais.

Nesta fase do desenvolvimento humano, já não acontece nenhum tipo de crescimento nem desenvolvimento físico, mas por outro lado, inicia-se o processo de maturação emocional e psicológica como resultado das experiências de vida que aconteceram até agora e durante este período.

Maturidade (50-65 anos)

Esta fase da vida humana constitui um período de consolidação definitiva do desenvolvimento emocional e psicológico das pessoas, o que as confere novas perspectivas de enfrentamento vital, através de atitudes mais serenas e sossegadas.

Nesta etapa do desenvolvimento humano, sua atividade profissional vai se encerrando e as prioridades de vida mudam, sendo estas dirigidas para o cuidado pessoal e das pessoas queridas.

Terceira idade (+65 anos)

A última das fases da vida humana é a terceira idade. Se constitui em um período de relaxamento vital, no qual a vida assume um ritmo mais lento e pausado. Supõe um momento de aceitação e integração da experiência de vida, e de preparação para a despedida dos entes queridos. A experiência mais ou menos positiva deste período será condicionada pelo nível de maturidade pessoal adquirido e pelo nível de saúde física da pessoa, aspectos que interagem de forma significativa.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Bibliografia
  • Becerra, M. Psicología Evolutiva: Niños, Adolescentes y Adultos. Escuela Radial de Catequesis Argentina.
  • Clemente, A. (1996). Psicología del Desarrollo Adulto. Narcea S.A. Ediciones.
  • Rodríguez de los Ríos (1997). Psicología del Desarrollo. Universidad Nacional de Educación "Enrique Guzmán y Valle". Editorial Universitaria.
  • Sánchez Pinuaga, M. y Hortelano, X. (1996). Ecología Infantil y Maduración Humana. Publicaciones Orgón de la Escuela Española de Terapia Reichiana.

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