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Gostar de ficar sozinho/a é normal?

 
Por Equipe editorial. 16 dezembro 2020
Gostar de ficar sozinho/a é normal?

As pessoas vivem em um constante equilíbrio de instantes de solidão e momentos de companhia. Só que a solidão habitual pode ser percebida com uma conotação negativa por muita gente e, ao mesmo tempo, muitas pessoas também desfrutam desses instantes solitários ao invés de priorizarem as habilidades sociais. No processo de maturidade, a conquista da solidão é o resultado do amor incondicional por si próprio. Mas, gostar de ficar sozinho/a sempre é normal?

Se você se identifica com essa questão, refletimos as respostas possíveis neste post de Psicologia-Online.

Também lhe pode interessar: Falar sozinho/a é normal?

A experiência positiva da solidão

Aquelas pessoas que evitam os planos individuais ou acreditam que uma experiência de cinema ou teatro é mais agradável em companhia, costumam se sentir incomodadas com a ideia de improvisas uma tarde de ócio e tempo livre sem ter combinado alguma coisa com alguém antes.

Ao contrário do que muita gente pensa, a solidão é um tesouro emocional para quem não a vivencia a partir da perspectiva do vazio ou da ausência de plenitude. São pessoas que sentem a criatividade, a ilusão, a liberdade e a confiança de estar com elas mesmas.

Gostar de ficar sozinho/a é normal? - A experiência positiva da solidão

Pessoas que gostam de ficar isoladas

As pessoas que vivenciam a experiência positiva da solidão aproveitam seu tempo e sua capacidade para gestioná-lo de maneira autônoma e sem ter que chegar a acordos com outra pessoa. Existe toda uma liberdade em poder deixar os detalhes de uma agenda sem ter que conciliar esse tempo livre com o de outra pessoa. As pessoas que sabem desfrutar dessa solidade têm um mundo interior intenso. São pessoas reflexivas que mantém um diálogo constante com elas mesmas.

Querer ficar sozinha/o e quietinha/o é normal?

O ser humano está imerso em constantes dinâmicas de relações com os demais ao estar em sociedade. Como a convivencia com os/as colegas de trabalho, vizinhança e família, por exemplo. Nem todas as relações pessoais são plenamente felizes e satisfatórias. Muitas delas acabam acontecendo mais por protocolos sociais do que por serem realmente prazerosas. Sob essa perspectiva, os momentos de solidão acabam se convertendo em uma agradável desconexão que propicia o descanso emocional.

As pessoas que chegam a esse estado de curtir os períodos de solidão são aquelas que já se deram essa oportunidade de experimentar essa prática e suas vivências que rompem as crenças limitantes que concluem que estar sozinho no seu tempo livre pode ser chato. Quem já viajou só, por exemplo, sabe que curtiu muito essa experiencia e poderia repeti-la. E assim, a memória de vivencias do tipo vai construindo um novo mapa do mundo.

Neste outro post, explicamos se falar sozinho/a é normal.

Por que pessoas gostam de ficar sozinhas?

Cada história pessoal é única e irrepetível, ou seja, tem suas próprias matizes. Vontade de ficar sozinho é normal? Essas são algumas das causas mais comuns:

1. Momento de busca pessoal

Quem está passando por um momento de mudanças de estilo de vida e quer desenvolver a introspecção para encontrar respostas para as perguntas que pulsam no nosso interior pode buscar a solidão como um refúgio necessário para pensar com calma. Essa situação é habitual em um momento de crise quando o protagonista precisa tomar decisões importantes.

2. Jeito de ser

Existem pessoas que quando pensam em possível adjetivos para se auto-definirem na hora de se apresentar para outras pessoas explicam que são mais solitárias. Mas, isso quer dizer que elas evitam se relacionar com outras pessoas o tempo todo? As pessoas solitárias também desfrutam de laços de qualidade. Inclusive, quando estão em casal precisam de muito espaço para elas mesmas. São pessoas criativas que não se entediam com facilidade porque sempre têm algum projeto em mente para dedicar parte do seu tempo livre.

3. Individualismo

Isso acontece quando existe uma visão pragmática sobre a gestão do tempo que se concentra sempre no interesse próprio. Nesse caso, a pessoa protagonista observa como vantagem poder definir seus horários a todo momento, sem ter que se ajustar à disponibilidade da agenda da outra pessoa para realizar um plano. As vezes, a pessoa experimenta o efeito rebote de cair no individualismo como um mecanismo de defesa diante de uma etapa prévia em que seu próprio espaço não tenha sido respeitado e sempre se adaptou às expectativas de outras pessoas.

4. Tristeza profunda

A vontade de ficar sozinho/a nem sempre é a manifestação de que o/a protagonista se sente feliz. Quem vive um período de tristeza e apatia pode tender ao isolamento como uma consequência do do seu próprio estado de ânimo. Nesse caso, as amizades e familiares dessa pessoa se preocupam quando observam que o/a protagonista se distancia das pessoas e se fecha em si mesmo. É natural querer passar mais tempo só em uma situação de tristeza, mas nesse caso, a nível emocional não é saudável querer ficar sozinha/o sempre.

5. Decepções passadas

Quando uma pessoa acumula uma soma de experiencias pessoais e negativas, seja no plano amoroso ou das amizades, ela pode chegar à conclusão universal de que a solidão é a melhor experiência. Assumir um compromisso com outra pessoa em uma relação requer condições de reciprocidade. Nos momentos de solidão, melhor não se expor à dor de uma amizade que não esteja à altura das expectativas, por exemplo. Quem se encontra em um momento em que queira evitar esse tipo de decepção amorosa procura a solidão como mecanismo de proteção.

Estar só é, sem dúvidas, uma experiência necessária, mas os momentos de solidão de completam com os espaços de relações sociais.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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