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Teorias da personalidade segundo Freud

 
Por Claudia Pradas Gallardo. Atualizado: 20 março 2019
Teorias da personalidade segundo Freud

Um dos campos de estudo mais importantes da psicologia e da psicanálise é a personalidade humana. O conceito de personalidade humana diz que a mesma pode ser definida como o conjunto de características mentais que formam parte de um indivíduo e o diferenciam dos demais. A personalidade é uma construção muito difícil de analisar, uma vez que apenas pode ser inferida através do comportamento das pessoas. É por isso que, hoje em dia, muitas investigações estão centradas em estudar esta parte tão importante da nossa psique.

Sigmund Freud é conhecido pela grande contribuição da sua teoria no mundo da psicologia, dedicou grande parte da sua vida e seus desforços a lançar alguma luz sobre os cantos intrincados da nossa mente. No seguinte artigo de Psicologia-Online, falaremos sobre as teorias da personalidade segundo Freud na psicologia.

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Teoria psicanalítica de Freud

Sigmund Freud fue un médico de origen austríaco que centró gran parte de su carrera a estudiar e intentar comprender la intrincada mente humana. Es reconocido como el padre del psicoanálisis y gracias a sus teorías se empezó a dar importancia a las terapias para la salud mental.

Teoria psicanalítica: resumo

A psicanálise é uma disciplina da psicologia centrada em indagar para lá dos comportamentos visíveis. Esta teoria sustém que a personalidade é o resultado da interação entre os conflitos internos e as demandas externas. Além disso, a psicanálise afirma que há impulsos e pensamentos fora da nossa consciência (inconscientes) que guiam e marcam o nosso temperamento.

De acordo com a teoria de Sigmund Freud, a mente é composta por diferentes níveis ou camadas. Estes níveis tinham o nome de consciente, pré-consciente e inconsciente. Cada camada tem uma informação concreta sobre a nossa personalidade e nossa forma de comportar-nos com os outros e, quanto mais profunda for essa camada, mais informação oculta ela contém.

  • Consciente: é o nível mais visível dos nossos pensamentos, podemos acessá-lo através de um exercício de reflexão, a parte consciente da nossa mente engloba os nossos desejos e ideias mais explícitas.
  • Pré-consciente: este extrato da mente humana é considerado a ponte entre os pensamentos diretos e os impulsos mais subconscientes. Neste nível, encontramos pensamentos um pouco mais difíceis de acessar. Uma das ferramentas da terapia psicoanalítica é baseada em levar os conteúdos do inconsciente ao pré-consciente para poder acessá-los.
  • Inconsciente: para Freud, o inconsciente é o desconhecido inacessível da mente humana, não sabemos com certeza o que ocorre nessa cama da nossa mente. No entanto, a psicanálise defende que influencia enormemente a nossa personalidade. O inconsciente engloba os conteúdos relacionados com as experiências vividas, os traumas pessoais e os impulsos animais.

A teoria da psicanálise tem como objetivo explicar todo o funcionamento do ser humano, desde os comportamentos mais visíveis até às emoções mais reprimidas, passando por traumas e transtornos psicológicos que começaram a ser documentados desde o nascimento dessa disciplina.

Teorias da personalidade segundo Freud - Teoria psicanalítica de Freud

Estrutura da personalidade: ID, Ego e Superego

Freud desenvolve distintos modelos de personalidade para tentar compreender como funcionam as diferenças individuais, entre estas teorias, destacamos o modelo estrutural. O dito modelo separa a nossa mente em três conceitos: ID, Ego e Superego. Esta teoria de personalidade divide a psique humana segundo as funções que desempenha cada elemento. As três instâncias da personalidade proposta por Freud são:

ID

Definimos o ID como a parte mais primária e instintiva do ser humano, o objetivo principal do ID é satisfazer os impulsos (também chamados de pulsões). A agressividade, o desejo sexual, a busca de prazer... todos esses sentimentos são gestionados através do ID e graças ao princípio de prazer. Este elemento da psique humana acompanha-nos desde que nascemos e tem como objetivo cobrir nossas necessidades mais básicas.

Ego

Este elemento é responsável por nos conectar com a realidade que nos rodeia, entendemos pois que o Ego funciona graças ao princípio de realidade. O objetivo do Ego é satisfazer os desejos do ID, usando como ferramentas a realidade da qual dispomos. O princípio de realidade analisa a situação e toma decisões com base nos custos e benefícios de cada ação. O Ego regula os instintos e desejos do ID.

Superego

O último elemento do modelo estrutural de Freud é o Superego. Este nível inclui as ideias éticas e morais de cada indivíduo. O Superego também controla os impulsos do ID, no entanto, esse controlo é feito através do Ego e da consciência moral. Segundo Sigmund Freud, este elemento não nos acompanha desde que nascemos, sendo algo que aprendemos através dos pais e outras figuras de autoridade.

Teoria de Freud: desenvolvimento infantil

O modelo genético da teoria freudiana procura entender a personalidade através do desenvolvimento psicológico e sexual. Segundo esta teoria, o comportamento das pessoas é fortemente influenciado pela busca de prazer durante a infância em distintas zonas erógenas do corpo. Segundo a etapa evolutiva na qual a criança se encontra, a zona erógena será diferente. Além disso, se ocorrer demasiada gratificação ou um sentimento de frustração repentina numa etapa concreta, o desenvolvimento da personalidade será de um tipo específico durante a idade adulta.

Fases do desenvolvimento infantil

  1. Etapa oral: nessa etapa inicial, a zona erógena implicada é a boca. É estabelecida desde o nascimento até passado o primeiro ano. Uma frustração nessa etapa pode gerar uma personalidade agressiva e reativa.
  2. Etapa anal: esta fase se prolonga desde o primeiro ano até aos quatro anos. É caracterizada por experimentar com a retenção e expulsão de fezes e centra o prazer no ânus. Um problema nessa etapa pode formar um indivíduo muito retraído ou, pelo contrário, demasiado relaxado.
  3. Etapa fálica: segundo esta teoria, entre os quatro e os sete anos de idade, a criança tem o foco de prazer no falo e nos genitais. Começam os primeiros atos masturbatórios e uma frustração durante este processo pode desenvolver o famoso complexo de Édipo e o complexo de Electra.
  4. Etapa de latência: durante esta etapa (desde os 7 anos até à adolescência) não existe um foco de prazer erógeno concreto, Freud acreditava que a pulsão sexual era deixada de lado para permitir uma aprendizagem correta do ambiente da parte do indivíduo.
  5. Etapa genital: finalmente, durante esta etapa a criança cresceu o suficiente e deixa que a pulsão sexual se apodere dele mesmo. Segundo a psicologia freudiana, é na etapa genital que as pessoas fazem experiências com a sexualidade e se reafirmam como homem ou mulher.
Teorias da personalidade segundo Freud - Teoria de Freud: desenvolvimento infantil

Formação da personalidade humana

Sigmund Freud descreveu numerosos modelos e tipos de personalidade, modelos esses que interagem constantemente entre eles e se complementam a nível teórico. Os dois modelos descritos nesse artigo são apenas uma pequena parte de toda as teorias da personalidade segundo Freud e devem ser entendidos como um processo de búsqueda da definição mais ampla e absoluta que pode ser feita da psique humana.

Com o passar dos anos, a concepção da personalidade mudou radicalmente. O que no início era um aspeto cheio de enigmas, definições individuais e extensas análises pessoais, hoje em dia pode ser reduzido a algumas ideias estatísticas. Alguns especialistas proporcionaram grandes teorias como as teorias de personalidade de Eysenck, Maslow com a sua pirâmide ou Cattel com o seu famoso teste de 16 fatores.

No entanto, simplificar o a formação da personalidade humana a fatores e estatísticas é muito redutor. Cada pessoa é única e não seria correto abreviar toda uma vida a um número ou a um fator. É por isso que o exercício da psicologia deve ter em conta todas as perspetivas teóricas para integrar o que beneficia mais cada paciente.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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