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Desenvolvimento da personalidade: etapas e fatores de influência

 
Por Nerea Babarro Rodríguez, Psicóloga. 29 junho 2020
Desenvolvimento da personalidade: etapas e fatores de influência

A personalidade é um conceito que se refere a uma visão única e individual do ser humano, ou seja, é sobre a visão que temos de cada pessoa, fato que faz com que cada uma seja diferente das outras. Especificamente, a personalidade é formada graças a um conjunto de traços e características que determinam o comportamento, a conduta e a forma de agir das pessoas em diferentes situações e contextos. Então, de um modo geral, a personalidade é o que nos permite diferenciar uma pessoa das outras. Por que temos uma personalidade e não outra? Como a personalidade é formada? E acima de tudo, do que isso depende? Neste artigo de Psicologia-Online: o desenvolvimento da personalidade: etapas e fatores de influência, daremos respostas sobre este apaixonante assunto.

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Etapas do desenvolvimento da personalidade

As duas teorias da personalidade mais conhecidas que enfatizam nas diferentes etapas que moldam seu desenvolvimento são, por um lado, a teoria de Sigmund Freud e, por outro lado, a teoria de Erik Erikson. Elas são explicadas a seguir.

Etapas do desenvolvimento da personalidade segundo Freud

De acordo com a teoria da personalidade de Freud, o desenvolvimento da personalidade é dividida em cinco etapas ou fases que são identificadas com as zonas erógenas, os órgãos nos quais o prazer sexual, a energia e a libido das pessoas são focalizados.

Além disso, cabe destacar que, devido à experiência de algum trauma, uma fixação ou uma regressão pode ocorrer no processo de desenvolvimento, portanto, se ocorrer uma alteração em uma das etapas específicas, a personalidade da pessoa será determinada por isso. As etapas de Freud são:

Etapa oral (0-1 ano)

É a primeira etapa do desenvolvimento que começa no nascimento e dura até o primeiro ano de vida das pessoas. Nesta etapa ou fase, o prazer é encontrado na boca e é obtido com atividades de sucção, de chupar, de comer ou de morder. Normalmente é relacionada com o ato de mamar, morder objetos, entre outros. A correta evolução dessa etapa depende das experiências agradáveis e seguras que as crianças experimentam durante esse período. Assim, segundo Freud, um grande exemplo de trauma vivenciado nessa situação que pode provocar uma fixação nessa etapa é o fato de interromper a amamentação antes do previsto ou amamentar por mais tempo que o necessário. Os resultados de uma fixação nessa etapa podem ser vícios em tabaco, roer as unhas, entre outros.

Etapa anal (1-3 anos)

Essa etapa começa ao um ano e termina aos 3 anos. É caracterizada por ser a etapa na qual a fonte de prazer é encontrada no ânus, portanto, está relacionada com atividades agradáveis do controle dos esfíncteres (incluindo também a bexiga), como reter e/ou expulsar fezes. Segundo Freud, nessa etapa podem surgir dois inconvenientes se a evolução adequada não for seguida: por um lado, as crianças podem apresentar uma grande retenção de fezes, levando a constipação e, consequentemente, desenvolver um caráter teimoso. Por outro lado, as crianças podem se rebelar e expulsar as fezes em momentos inoportunos e, consequentemente, desenvolver um caráter mais destrutivo.

Etapa fálica (3-6 anos)

A terceira etapa do desenvolvimento, de acordo com Freud, começa aos 3 anos e termina aos 6 anos, e a fonte de prazer é focada nos órgãos genitais (no caso da mulher, no clitóris, comparada à etapa clitoridiana). Essa etapa está relacionada com o prazer que as crianças sentem com o exibicionismo dos seus genitais e o interesse pelos genitais do sexo oposto e o próprio. No início dessa etapa, as pessoas mostram um grande interesse autoerótico, mas com o passar do tempo, o foco de interesse muda para os pais, levando em consideração o complexo de Édipo.

Assim, o complexo de Édipo é caracterizado pela busca de satisfação no progenitor do sexo oposto, embora também apareça um interesse para o progenitor do mesmo sexo, em relação à superar sua rivalidade. É comum que as crianças, nessa etapa, busquem contato corporal, carícias, se masturbem ou criem fantasias em relação ao que as pessoas mais velhas fazem. No entanto, chega um momento em que o complexo de Édipo entra em um estado de liquidação, onde pequenas diferenças são encontradas entre meninos e meninas.

Por um lado, no caso dos meninos, a hostilidade que mostram em relação ao pai, concebido como um rival, e o interesse sexual pela mãe fazem com que o menino espere ser castigado com a castração. Além disso, as fantasias de castigo não satisfeitas podem provocar sintomas neuróticos na personalidade do menino. E é nessa fase do complexo de Édipo em que o menino se identifica com o pai e quer adotar sua imagem, a agressividade rival desaparece e perde o interesse pelo falo.

Por outro lado, no caso das meninas, inicialmente, do mesmo modo que os meninos, mostram amor pela mãe (progenitor do mesmo sexo). Mas diferente dos meninos, chega um momento em que as meninas descobrem a falta do pênis, como resultado do clitóris menor em sua comparação e, portanto, imaginam que foram mutiladas. Assim, atribuem à mãe a culpada de sua mutilação e, diante de sua situação de ambivalência sexual, decidem escolher o pai (progenitor do sexo oposto) como objeto de amor, devido à inveja ou desejo de seu pênis.

Etapa de latência (5-12 anos)

Essa etapa começa aos cinco anos e termina aos doze, a idade aproximada em que a puberdade começa. Nessa etapa, os impulsos sexuais permanecem adormecidos, ou seja, há uma supressão temporal do instinto sexual nas crianças durante esse período. Nesse sentido, essa etapa é caracterizada por não ter uma área específica onde o prazer está focalizado.

Etapa genital (puberdade e maturidade)

Essa é a última etapa do desenvolvimento, segundo Freud, e é acompanhada por mudanças físicas, psíquicas e emocionais próprias da idade. A zona erógena na qual o prazer é focado é novamente os genitais, embora, neste caso, as pessoas já tenham a capacidade de expressar a sexualidade em função do consenso e do vínculo com as outras pessoas. Em outras palavras, poderíamos dizer que se trata da sexualidade adulta e madura. Essa etapa é caracterizada pelo surgimento, novamente, dos interesses sexuais e de satisfação, atividades sexuais começam e a organização e a maturidade sexual são produzidos. Além disso, a identidade sexual das pessoas é reafirmada. Finalmente, cabe destacar que nessa etapa são desencadeados aspectos como a amabilidade, afetuosidade, receptividade, segurança, aptidão, capacidade de compreensão e apreciação do bem-estar dos outros, a inclinação para colaborar com outras pessoas, etc.

Desenvolvimento da personalidade: etapas e fatores de influência - Etapas do desenvolvimento da personalidade segundo Freud

Etapas do desenvolvimento da personalidade segundo Erikson

De acordo com a teoria da personalidade de Erik Erikson, o desenvolvimento da personalidade é dividido em oito etapas diferentes, que vão desde o nascimento das pessoas até sua morte. Essas etapas consistem na busca e adaptação das pessoas no ambiente e, em cada uma dessas etapas existem conceitos opostos que entram em conflito. Além disso, o objetivo das pessoas é conseguir um equilíbrio entre ambos conceitos opostos e obter uma conquista ao finalizar cada etapa. As etapas de Erikson são:

Confiança vs desconfiança (0-18 meses)

O primeiro conflito que as pessoas encontram ao nascer é aquele entre a confiança e a desconfiança, e dura até, aproximadamente, os 18 meses. Nessa idade, as crianças recebem os cuidados de seus progenitores em relação às necessidades dos filhos, como a comida, a proteção, a atenção, entre outros, portanto, as crianças esperam formar um vínculo com seus pais de acordo com a satisfação de suas necessidades.

Assim, nessa etapa, as crianças devem lutar contra o conflito entre a confiança e a desconfiança de gerar um vínculo de confiança com seus pais. Pois, a sensação de confiança, a vulnerabilidade, a frustração, a satisfação, a segurança, etc., determinarão a maneira de estabelecer relações e a qualidade dessas relações com outras pessoas ao longo de sua vida, ao mesmo tempo que a criança também deve aprender a confiar em si mesma. Ou seja, os relacionamentos futuros da criança com o exterior dependerão do vínculo que foi criado com seus pais nessa etapa.

O objetivo a ser alcançado nessa etapa é chegar ao ponto de equilíbrio entre a confiança e a desconfiança, fato que permite à criança um adequado ajuste entre sua autonomia e sua vida social. Além disso, outra conquista que deve ser obtida ao finalizar a etapa é a esperança, ou seja, a criança deve compreender que os progenitores nem sempre estarão ao seu lado, nem sempre poderão satisfazer todas suas necessidades, de modo que a criança deve ser capaz de ter a esperança de sobreviver quando ninguém puder satisfazer suas necessidades.

Autonomia vs vergonha (18 meses-3 anos)

Nessa etapa, as crianças começam a desenvolver suas capacidades de movimento e excreção, fato que requer um aprendizado e um controle por parte dos progenitores. Nesse sentido, a autonomia se reflete nas crianças, pois o desenvolvimento dessas novas capacidades lhes causa um sentimento de liberdade, porque sentem que já não dependem de seus cuidadores para poder se movimentar e, com o passar do tempo, as crianças se tornam mais independentes, graças às suas capacidades desenvolvidas. No entanto, a vergonha se reflete nas crianças devido a sua maneira inexperiente de se mover ou de controlar seus esfíncteres e também se deve, de certa forma, à liberdade que os pais proporcionam à seus filhos, que envolve duvidar de suas capacidades, ou seja, do que os pais consideram que os filhos podem fazer ou não.

A conquista a ser obtida ao finalizar essa etapa é a determinação ou a vontade de fazer ou não fazer as coisas que as crianças querem, levando em consideração a confiança que tenham em si mesmas. Assim, com o passar do tempo, as crianças realizarão testes de suas ações para poder conhecer os efeitos e as consequências que cada uma de suas ações acarreta, deste modo, desenvolverão sua autonomia ao mesmo tempo que necessitarão de limites marcados do que podem e do que não podem fazer. Neste sentido, chegarão a um equilíbrio entre a autonomia e a vergonha, o que levará a um autocontrole e autogestão de seus próprios comportamentos.

Iniciativa vs culpa (3-5 anos)

Nessa etapa, as crianças desenvolverão suas capacidades de maneira mais autônoma do que anteriormente. Portanto, graças ao descobrimento de suas capacidades, as crianças percebem todas as possibilidades que estão ao seu alcance em comparação com a etapa anterior, fato que promove a iniciativa das crianças, pois testam suas capacidades e habilidades realizando novas atividades. No entanto, se os pais reagirem negativamente diante da iniciativa de seus filhos, como por exemplo repreendê-los, provavelmente gerará um sentimento de culpa nas crianças.

Em relação à conquista a ser obtida ao finalizar essa etapa, devemos levar em consideração que é necessário um equilíbrio que permita que as crianças sejam capazes de reconhecer a responsabilidade de seus atos e que, ao mesmo tempo, possam se sentirem livres sob essa responsabilidade. Assim, as crianças devem conhecer quais são as consequências de seus comportamentos para poder saber o que devem e o que não devem fazer, levando à conquista chamada “propósito”. O propósito é o que permitirá que as crianças aprendam as limitações que suas ações têm em relação a tudo aquilo ao seu redor.

Laboriosidade vs inferioridade (5-13 anos)

Durante essa etapa, as crianças continuam amadurecendo e aprendendo sobre suas ações, por qual coisa precisam agir e experimentar. Quando não conseguem o que querem, realizando essas ações, pode gerar um sentimento de inferioridade e frustração. Pois o objetivo dessa etapa é que as pessoas possam alcançar um sentimento de competência que lhes permita se sentirem capazes de agir de maneira equilibrada e realizarem o que se propõem, sem estabelecer objetivos inatingíveis que estão fora do lugar, sem desistir ou atribuir o fracasso à inferioridade.

Pesquisa da identidade vs difusão da identidade (13-21 anos)

O conflito que as pessoas encontram nessa etapa do desenvolvimento da personalidade é encontrar sua identidade, ou seja, quando uma pessoa está nessa etapa, ela luta para descobrir quem é, encontrar a si mesma e saber o que quer. Por esse motivo, durante essa etapa, as pessoas geralmente experimentam e exploram novas opções que estão longe do que já conheciam anteriormente. Nesse conflito, é comum viver inseguranças, ter dúvidas sobre os papéis sociais, duvidar da preferência sexual, questionar aspectos da independência e da adesão à grupos, experimentar dúvidas ideológicas e de valores, etc. Pois uma alteração nessa etapa pode fazer com que a identidade das pessoas não seja desenvolvida sob sua liberdade e leve à problemas de personalidade em um futuro próximo.

Intimidade vs isolamento (21-40 anos)

Nessa etapa do desenvolvimento da personalidade, as pessoas geralmente buscam relacionamentos pessoais e estabelecer vínculos emocionais para que possam compartilhar suas experiências, afetos, emoções e intimidade. É nessa etapa que as pessoas se relacionam com outras de uma maneira diferente, procuram relacionamentos mais íntimos das que esperam um compromisso e reciprocidade. Além disso, esperam que esses relacionamentos lhes permitam compartilhar suas experiências, afetos, emoções e que lhes permitam se sentirem seguros e confiantes. Portanto, se esse tipo de intimidade for evitado, as pessoas podem se encontrar em uma situação de isolamento. Assim, o objetivo dessa etapa é conseguir receber o amor de outras pessoas, levando em consideração o equilíbrio entre a intimidade e o isolamento, respeitando os limites que cada um estabelece em relação à sua intimidade e a facilidade com que a compartilha.

Generatividade vs estagnação (40-60 anos)

Durante esse período, as pessoas geralmente se veem em conflito com o fato de se sentir produtivo em seu dia a dia e se sentir estagnada e inútil. As pessoas desejam se sentirem produtivas e que seus esforços tenham sentido, geralmente em relação a terem a responsabilidade e o cuidado de algo ou alguém. Por outro lado, as pessoas podem se sentirem estagnadas pelo fato de não se sentirem produtivas, por exemplo, por não conseguirem um cônjuge romântico, por não terem um emprego, entre outros. Por esse motivo, o objetivo dessa etapa é se preparar para a vida e envolver-se no cuidado pessoal, de modo que é preciso buscar um equilíbrio entre a produtividade e a estagnação.

Integridade vs desespero (60-morte)

Na última etapa do desenvolvimento da personalidade, as pessoas, segundo Erikson, chegam ao ponto em que sua produtividade começa a diminuir ou deixa de existir, portanto, devem olhar para trás e prestar atenção às realizações das etapas anteriores. As pessoas procuram não se estagnar socialmente e transmitir seus conhecimentos às próximas gerações, de modo que é nesse momento que as pessoas estão carregadas de sabedoria. Tudo isso leva as pessoas a cuidar da sua saúde física e mental. Assim, as pessoas que estão nessa etapa buscam avaliar o sentido de sua existência e aceitá-la como foi vivida, sempre levando em consideração o equilíbrio entre a integridade das pessoas e seu desespero.

Fatores que influenciam no desenvolvimento da personalidade

O desenvolvimento da personalidade pode ser influenciado por vários fatores ou aspectos, tanto ambientais como da própria pessoa. Os fatores que influenciam no desenvolvimento da personalidade são:

Por um lado, as situações ambientais externas podem levar as pessoas a adaptarem seus comportamentos e pensamentos a tais situações. Assim, em relação aos fatores ambientais que influenciam no desenvolvimento da personalidade, podemos contemplar a cultura, as experiências, entre outros.

Por outro lado, os aspectos internos da pessoa podem ser combinados para influenciar no comportamento dos indivíduos. Referindo-nos a esses fatores internos das pessoas, devemos levar em consideração os fatores biológicos e hereditários, as necessidades (por exemplo, de realização, de afiliação…), os pensamentos, o temperamento, caráter, etc.

O desenvolvimento da personalidade infantil

Na infância, o desenvolvimento da personalidade está intimamente ligado à relação do temperamento com a realidade que cerca as crianças, ou seja, em função de como o temperamento das crianças interage com seu entorno, a personalidade será influenciada de um modo ou outro. Essa estreita relação se deve aos padrões de comportamento que as crianças adquirem em correspondência com as situações em que geralmente se encontram.

Deixando de lado as etapas de Freud e Erikson comentadas anteriormente, que se encaixam com as idades compreendidas na infância, as crianças desenvolvem gradualmente diferentes capacidades e habilidades, tanto cognitivas como físicas, que lhes permitem entrar em contato e interagir com a realidade e o ambiente que os rodeia. É nesta etapa quando as crianças começam a desenvolver os vínculos afetivos e o apego com seus progenitores e pessoas próximas.

Além disso, o desenvolvimento da personalidade infantil é influenciado pelos valores, crenças e normas que as crianças começam a adquirir e que são instigados externamente pelas autoridades, pais, professores, irmãos mais velhos, entre outros.

Desenvolvimento da personalidade: etapas e fatores de influência - O desenvolvimento da personalidade infantil

O desenvolvimento da personalidade na adolescência

As mudanças físicas que ocorrem na puberdade influenciam muito o desenvolvimento da personalidade na adolescência, principalmente em termos da autoestima, da segurança, da confiança, da socialização e da sexualidade.

Trata-se de uma etapa na qual os rapazes e moças tendem a experimentar muito, porque querem descobrir quem são, o que querem, quais são suas preferências sexuais, o que esperam deles mesmos, entre outros. Tudo isso implica que em muitas ocasiões, os rapazes e moças se sentem inseguros e desconfiados porque não se encontram, fato que pode levar à uma baixa autoestima. Além disso, estão em uma idade na qual o aspecto físico assume grande importância, portanto, se eles não gostam ou aceitam a eles mesmos, também influenciará em uma baixa autoestima, um medo da socialização, uma insegurança, etc.

Assim, por se tratar de uma etapa na qual a experiência predomina, o desenvolvimento da personalidade pode ser bastante influenciado, pois como comentamos anteriormente, a experiência é um dos fatores ambientais que podem atrapalhar o desenvolvimento da personalidade.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Bibliografia
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