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Conformidade social: o que é, tipos e exemplos

 
Por Gianluca Francia, Psicólogo. 30 junho 2021
Conformidade social: o que é, tipos e exemplos

O conformismo é positivo ou negativo? Não existe uma resposta científica para essa pergunta. Fazendo como seus os valores que uma maioria compartilha, podemos dizer que, às vezes, o conformismo é negativo (quando induz alguém a dirigir bêbado ou ter comportamentos racistas), às vezes, é positivo (quando inibe o ato de furar fila para comprar as entradas do filme no cinema) e, às vezes, é irrelevante (quando implica que os tenistas vistam branco).

Nas culturas individualistas ocidentais, em que a pressão dos demais não é considerada positiva, a palavra "conformismo" tende a transmitir um juízo de valor negativo. No Japão, já acontece o contrário, estar de acordo com os demais é um sinal, não de fraqueza, mas sim de tolerância, autocontrole e maturidade.

Neste artigo de Psicologia-Online, nos aprofundaremos juntos no conceito de conformidade social, para descobrir o que é, os experimentos com os quais ela foi estudada e teorizada, seus diferentes tipos e alguns exemplos.

O que é a conformidade social

A conformidade social é definida por Turner como o movimento de uma ou mais pessoas destoantes de opiniões normativas de grupo como resultado de uma pressão implícita ou explícita por parte dos membros do grupo. Mucchi Faina, logo depois, confirma esse conceito, definindo a conformidade como a adesão a uma opinião ou a um comportamento que prevalece, mesmo quando eles estão em contraste com o próprio modo de pensar.

Conformismo significa, contudo, não apenas agir como os demais agem, mas também estar condicionado pela forma que agem, ou seja, agir e pensar de forma diferente de como faria de forma independente. Por esse motivo, o conformismo é uma mudança no comportamento, nos pensamentos e nos sentimentos das pessoas em relação a alguma norma social.

Experimentos sobre a conformidade social

Os pesquisadores que estudam o conformismo e a obediência se ajudam reconstruindo "mundo sociais" no laboratório em miniatura, desenvolvendo, dessa forma, microculturas que simplificam e simulam características importantes da influência social diária. Alguns desses estudos têm relevado resultados alarmantes, e sua reputação, devido também ao fato de ter sido replicado por outros, foi tão grande que ganhou o nome de "experimentos clássicos":

  • Os estudos de Sherif sobre a formação da norma.
  • Os estudos de Asch sobre a pressão do grupo.
  • Os experimentos de obediência de Milgram.

Por que nos conformamos?

A partir dos experimentos clássicos de Sherif, Asch e Milgram, numerosos estudiosos demonstraram que o conformismo é influenciado por algumas variáveis situacionais que se referem às características do grupo:

  • As pessoas se adaptam melhor quando três ou mais pessoas agem da mesma forma e são coerentes entre si.
  • Mais se conforma quanto mais de alto nível são as pessoas que um "modela" e quando essas pessoas se conformam com respostas públicas de conformismo em sua presença.
  • Estudos afirmam que uma pessoa se conforma para atender seu desejo de ser aceito (influência normativa) e para fazer frente diante de situações de incerteza (influência informativa).

Geralmente, ainda que não seja possível definir quem é mais propenso ao conformismo, há alguns estudos sobre personalidade que afirmam que suas características ajudam a definir a pessoa que se conforma, acima de tudo em situações chamadas "fracas" e nas quais as forças sociais não têm um grande impacto nas diferenças individuais.

Além disso, a cultura de pertencimento e os papéis sociais podem influenciar no grau de conformidade de uma pessoa.

Estudos recentes sobre o anticonformismo revelam que a reatância, ou seja, a atuação das pessoas para proteger seu sentido de liberdade, é um fator que suscita um efeito "boomerang" anticonformista.

Tipos de conformidade social

Existem três tipos de conformidade social:

  1. Condescendência ou apaziguamento. Às vezes, nos conformamos com uma expectativa ou um pedido sem realmente acreditar no que estamos fazendo, por exemplo, colocamos uma gravata ou um vestido mesmo que nos incomode colocá-los. Esse tipo de conformismo falso e aparente se chama condescendência ou aquiescência (compliance), uma conformidade que resulta uma ação pública em resposta a um pedido implícito ou explícito, mas com uma discordância interior.
  2. Obediência. Este tipo de conformidade social acontece quando concordamos com tudo para obtermos uma recompensa ou para evitar um castigo. Se a nossa condescendência responde a uma ordem, seja ela explícita e direta ou não, a chamamos de obediência.
  3. Aceitação ou adesão interior. Às vezes acreditamos cegamente no que o grupo nos fez acreditar: podemos nos unir a milhões de outras pessoas para praticar exercícios físicos porque nos disseram que é bom para a saúde, e aceitamos isso como verdade. Esse tipo de conformismo sincero e interno, ele se define como aceitação ou adesão interior, uma conformidade que resulta tanto em agir como em acreditar na resposta à pressão social. A aceitação, às vezes, segue a condescendência, podemos chegar a acreditar intimamente em algo que no início duvidávamos.

Veja também os nossos artigos sobre o conceito de personalidade e 15 características de personalidade.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

Se pretende ler mais artigos parecidos a Conformidade social: o que é, tipos e exemplos, recomendamos que entre na nossa categoria de Psicologia social.

Bibliografia
  • Myers, D. G. (2009). Psicologia sociale. Milán: McGraw-Hill

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