Emoções

6 emoções básicas segundo a psicologia

Marta Menéndez
Por Marta Menéndez, Psicóloga. Atualizado: 19 abril 2026
6 emoções básicas segundo a psicologia
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Normalmente, costumamos acreditar que as emoções são irracionais e que conduzem a uma má tomada de decisão, o que, por sua vez, pode levar à conclusão de que as emoções não servem de nada. No entanto, esse é um grave erro. As emoções têm um papel muito importante na vida dos seres humanos, pois ajudam a modular o comportamento e agir rapidamente nas situações necessárias. Neste artigo de Psicologia-Online, vamos explicar quais são as 6 emoções básicas segundo a psicologia.

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Índice
  1. Lista de emoções básicas do ser humano
  2. Emoções básicas: nojo
  3. Emoções básicas: surpresa
  4. Emoções básicas: medo
  5. Emoções básicas: felicidade
  6. Emoções básicas: tristeza
  7. Emoções básicas: ira
  8. Emoções básicas e secundárias

Lista de emoções básicas do ser humano

As emoções mais significativas são denominadas como emoções básicas:

  • Surpresa
  • Nojo
  • Medo
  • Felicidade
  • Tristeza

Essas emoções são parte do desenvolvimento natural de cada ser humano e são iguais para todos, independentemente do entorno individual. Em geral, são processos relacionados com a evolução e adaptação, tendo um fundo inato e universal. Além disso, possuem um estado emocional característico que pode ser chamado de sentimento.

Segundo a psicologia de Ekman, existem 6 emoções básicas do ser humano. No entanto, graças às novas tecnologias de neurociência, sabe-se que o nojo e a ira procedem de uma emoção em comum, e que a surpresa e o medo compartilham uma expressão facial básica. Por isso, podemos afirmar que, na verdade, existem 4 emoções básicas. Contudo, neste artigo vamos diferenciar as emoções básicas que a teoria psicológica de Ekman propôs.

6 emoções básicas segundo a psicologia - Lista de emoções básicas do ser humano

Emoções básicas: nojo

Segundo a teoria de Ekman, o nojo é uma das emoções básicas. Implica a sensação de repulsa ou evitação da possibilidade (real ou imaginária) de ingerir substâncias perigosas com propriedades contaminantes. A sensação subjetiva é de grande desagrado e uma forte aversão ao estímulo ofensivo. Os efeitos fisiológicos centrais se manifestam em diferentes problemas gastrointestinais e náuseas. Também há um aumento geral da atividade corporal.

O nojo, como uma emoção negativa, também é refletido no aumento da frequência cardíaca e respiratória, tensão muscular, e na resposta da condutância da pele. A função adaptativa da repugnância é rejeitar qualquer estímulo que possa ser tóxico. As náuseas e o incômodo ajudam o sujeito a evitar ingerir coisas nocivas ao corpo. No entanto, ao longo do tempo, essa emoção adquiriu um caráter social, rejeitando também estímulos sociais tóxicos.

Por exemplo, o nojo pode influenciar nossos julgamentos morais e sociais, levando-nos a evitar comportamentos ou grupos que percebemos como ameaças à nossa integridade ou ao bem-estar da comunidade. Isso demonstra como o nojo transcendeu suas funções puramente biológicas para se tornar um componente crucial nas interações sociais e culturais.

Emoções básicas: surpresa

Segundo a psicologia, podemos definir surpresa como a reação provocada por algo inesperado, novo ou estranho. Em outras palavras, ocorre quando surge um estímulo no sujeito que ele nunca havia pensado anteriormente. A experiência subjetiva que acompanha a surpresa é uma sensação de incerteza. Com relação às reações fisiológicas, normalmente se observa uma diminuição na frequência cardíaca e um aumento do tônus muscular. A respiração é mais profunda, o tônus sobe e o sujeito faz vocalizações espontâneas.

O propósito da surpresa é esvaziar a memória de trabalho de toda a atividade residual para poder enfrentar o estímulo inesperado. Para isso, a surpresa ativa os processos de atenção junto com o comportamento relacionado a explorar e a curiosidade. Dependendo da qualidade do estímulo inesperado, a alegria (positiva) ou a ira (negativa) muitas vezes segue essa emoção.

Ademais, a surpresa pode ser uma poderosa ferramenta de aprendizagem. Quando confrontados com algo surpreendente, somos levados a investigar e compreender o que causou tal resposta, promovendo assim o aprendizado e a adaptação a novas situações. Essa capacidade de lidar com o inesperado pode ser essencial para o desenvolvimento pessoal e a criatividade, incentivando a inovação e a descoberta.

Emoções básicas: medo

É a emoção mais estudada pelos investigadores em humanos e animais. O medo é um estado emocional negativo e adverso que implica uma alta ativação produzida para evitar e escapar de situações perigosas. A experiência do medo é de alta tensão, junto com a preocupação pela saúde e segurança de si mesmo. Os sintomas fisiológicos correlacionados mostram uma rápida elevação da ativação e preparação para enfrentar uma situação de perigo, a atividade cardíaca dispara e a respiração acelera.

A respiração se torna superficial e irregular. O medo é um legado evolutivo que tem um evidente valor de sobrevivência. Essa emoção básica é útil para preparar o corpo e provocar comportamentos de sobrevivência na presença de situações potencialmente perigosas. Também ajuda a aprender novas respostas de proteção.

Além disso, o medo pode servir como um catalisador para o crescimento pessoal. Ao enfrentar e superar o medo, as pessoas podem desenvolver resiliência e confiança em suas habilidades para lidar com desafios futuros. Este processo de enfrentamento pode levar a um maior autoconhecimento e a uma melhor compreensão dos próprios limites e potencialidades.

6 emoções básicas segundo a psicologia - Emoções básicas: medo

Emoções básicas: felicidade

De todas as emoções básicas segundo a psicologia, a felicidade é, talvez, a mais positiva. As pessoas associam diretamente a felicidade com prazer e alegria. É uma resposta à resolução de algum objetivo pessoal ou depois de atenuar uma situação negativa, por exemplo. Não parece ser mais do que o reflexo do estado interno, no entanto, a felicidade é um dos sistemas corporais que nos move para a ação.

Também é uma recompensa pelo comportamento que traz benefícios. Quando é alcançada alguma meta, surge a felicidade. Graças a esse sentimento de felicidade, as pessoas repetem esse comportamento para voltar a sentir prazer, esses podem ser motivadores naturais. A nível fisiológico, é observado um aumento da frequência cardíaca e uma melhor frequência respiratória. Além disso, o cérebro libera mais endorfina e dopamina.

A felicidade desempenha um papel vital na saúde mental e física. Estudos mostram que pessoas felizes tendem a ter sistemas imunológicos mais fortes, níveis mais baixos de estresse e uma expectativa de vida mais longa. Além disso, a felicidade pode facilitar a formação de conexões sociais positivas, o que é essencial para o bem-estar emocional.

6 emoções básicas segundo a psicologia - Emoções básicas: felicidade

Emoções básicas: tristeza

De todos os tipos de emoções básicas segundo a psicologia, a tristeza é, provavelmente, a mais negativa. Essa emoção implica uma diminuição do estado de ânimo, assim como uma redução significativa da atividade cognitiva e de conduta.

Apesar da má reputação que essa emoção recebe, ela cumpre papéis que são muito importantes, inclusive mais importantes que o resto das emoções básicas. O propósito da tristeza é atuar em situações nas quais o sujeito se encontra impotente ou não pode tomar nenhuma ação direta, um exemplo é a perda de um ser querido. A tristeza reduz os níveis de atividade, ou seja, o corpo trata de economizar recursos e evitar esforços desnecessários. A tristeza também tem um papel de autoproteção. Gera um filtro perceptivo que concentra a atenção em um estímulo prejudicial. E, o mais importante, empurra as pessoas a buscar apoio social, o que ajuda a sair de uma situação depressiva.

A tristeza pode, inclusive, promover a introspecção e o pensamento crítico, levando as pessoas a refletir sobre suas vidas, valores e objetivos. Essa introspecção pode resultar em decisões mais informadas e em um crescimento pessoal significativo.

Emoções básicas: ira

A ira surge quando um indivíduo se encontra em situações que produzem frustração ou aversão. A experiência da ira é desagradável e vem acompanhada de um sentimento de tensão que impulsiona a reagir. É uma emoção multifacetada e, em muitos casos, ambígua. É ambígua porque nem sempre é justificada e o objeto nem sempre é claramente identificado. A nível fisiológico, é observado um aumento excessivo da ativação e da preparação para a ação.

É observado um aumento da atividade cardíaca, tônus muscular e a frequência respiratória, além de uma elevação significativa de adrenalina no sangue. Isso, por sua vez, aumenta a tensão cognitiva. A ira tem uma clara função evolutiva, pois oferece os recursos necessários para lidar com as situações frustrantes.

Quando é preciso enfrentar algum tipo de perigo ou superar um desafio, gastar esses recursos para aumentar a ativação ajuda a ter êxito. Se não alcançar a meta depois de sentir ira, então passa a sentir tristeza. Isso significa que busca resolver o problema utilizando outras ferramentas.

Além disso, a ira pode servir como um catalisador para mudanças positivas. Quando canalizada de maneira construtiva, pode motivar ações que levam a melhorias pessoais e sociais, como defender direitos pessoais ou lutar por justiça em situações de desigualdade.

Emoções básicas e secundárias

Sejam positivas, negativas ou neutras, todas as emoções têm um propósito que ajuda na sobrevivência. Por outro lado, também podem ser perigosas, ou seja, podem colocar as pessoas em situações perigosas ou dominar o comportamento. Nesses casos, a regulação emocional é especialmente importante, pois faz o possível para evitar negatividade quando as emoções estão no limite.

Emoções básicas e secundárias: diferenças

Neste caso, encontramos disparidade de opiniões; alguns estudiosos afirmam que as emoções secundárias são as que derivam das emoções básicas (por exemplo, a ansiedade pode ser a mistura do medo com outro tipo de resposta emocional). Por outro lado, outros psicólogos afirmam que a diferença principal entre as emoções básicas e secundárias reside na complexidade das emoções básicas desenvolvidas ao longo do tempo e séculos de evolução humana.

As emoções secundárias, por serem mais complexas, podem envolver aspectos sociais e culturais que influenciam a forma como percebemos e reagimos a diferentes situações. Essas emoções podem ser moduladas por experiências pessoais, crenças e valores, tornando-as únicas para cada indivíduo.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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2 comentários
A sua avaliação:
Ana Luiza da Silva Lopes
Amei este texto! Muito mais profundo que os subsequentes, teoricamente mais atualizados. Ainda que leigos, temos mais acesso a informação e podemos administrar mais conteúdo. Gostaria que seguissem nesta linha.
Gratidão
A sua avaliação:
Maria Salete pereira
Despertar as emoções após um curso de excelência que acabo de conhecer, parece ficar em menos complexo 😉
Ana Luiza da Silva Lopes
Amei este texto!
Muito mais profundo que os subsequentes, teoricamente mais atualizados.
Somos leigos, na maioria, mas temos acesso a muita informação e podemos lidar com mais conteúdo.
Gostaria que seguissem nesta linha.
Gratidão
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