Neuropsicologia

Como reduzir o excesso de dopamina

Como reduzir o excesso de dopamina

A dopamina é uma substância envolvida nas sensações de recompensa. É um dos chamados hormônios da felicidade. Ter uma quantidade equilibrada desta substância é crucial para o ser humano. Tanto o excesso da mesma, como a falta, pode causar graves danos em quem sofre desta condição e, por isso, é de extrema importância sua regulação.

Além de atuar nos circuitos de recompensa, a dopamina participa em funções de atenção, de motivação, na memória, no sentimento de prazer e no controle motor, entre outros.

Para descobrir o que pode causar um excesso de dopamina, quais são os sintomas de tal excesso, as consequências que pode ter e como reduzir o excesso de dopamina, continue lendo este artigo de Psicologia-Online.

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Índice
  1. Causas do excesso de dopamina
  2. Sintomas do excesso de dopamina
  3. Doenças causadas pelo excesso de dopamina
  4. Como regular os níveis de dopamina

Causas do excesso de dopamina

A dopamina é um neurotransmissor do sistema nervoso central. Vejamos por quais motivos a dopamina pode estar presente em uma quantidade maior do que a considerada normal:

  • Estresse: um dos motivos pelo qual uma pessoa pode ter altos níveis de dopamina é o estresse, já que esta substância se encarrega, entre outras funções, de nos preparar para a luta ou para a fuga diante de um perigo. Por isso, um estresse continuado pode fazer com que os níveis gerais desta substância aumentem.
  • Drogas ou fármacos: o consumo de drogas e de alguns medicamentos pode elevar os níveis de dopamina. Um exemplo disso é a nicotina, razão pela qual é muito fácil "se enroscar" com o tabaco, devido às sensações prazerosas e de recompensa que ele cria. Entre os medicamentos, se encontram alguns como a apomorfina, selegilina e ropinirol. Neste artigo explicamos os efeitos das drogas no sistema nervoso.
  • Falta de sono: o fato de que exista uma falta de horas de descanso pode incrementar consideravelmente os níveis de dopamina, já que o cérebro tenta fazer um esforço excessivo para enfrentar as tarefas do dia. Isto é, através da dopamina ele tenta compensar a falta de energia causada por não dormir.
  • Alimentos: alguns alimentos contêm precursores da dopamina, portanto seu consumo pode aumentar ligeiramente seus níveis. Entre estes, encontram-se as bananas, as amêndoas e os laticínios.
  • Genética: como em tudo, uma grande parte da causa das doenças é genética, o que faz com que tenhamos uma tendência maior a sofrer de determinado transtorno.

Sintomas do excesso de dopamina

Como a falta de dopamina é detectada? Os sinais que você pode observar se tiver excesso de dopamina são:

  • Agitação;
  • Ansiedade;
  • Acuidade mental;
  • Sentimentos de prazer;
  • Hedonismo;
  • Alta energia ou hiperatividade;
  • Libido alta;
  • Insônia;
  • Aprendizagem;
  • Mania;
  • Motivação;
  • Organização dos pensamentos;
  • Produtividade;
  • Recompensar a busca;
  • Autocontrole;
  • Procura social;
  • Estresse.

Doenças causadas pelo excesso de dopamina

Ter níveis muito altos de dopamina pode ter alguma consequência? Vejamos algumas alterações relacionadas com o excesso de dopamina:

  • Psicose e esquizofrenia: um alto nível de dopamina e um cérebro hiperativo pode chegar a provocar uma psicose ou sintomas relacionados com a esquizofrenia, como por exemplo, alucinações. De fato, a forma de tratar a enfermidade é através dos antipsicóticos, os quais se encarregam de reduzir os níveis de dopamina.
  • Transtorno bipolar: o transtorno bipolar é o passar de uma fase depressiva para uma fase maníaca. Foi observado que na fase maníaca, um excesso de dopamina é produzido. É por isso que nesta doença, em muitos casos, é feita a utilização de fármacos antipsicóticos, com a finalidade de reduzir os sintomas desta fase.
  • Tiques motores: o excesso de dopamina pode provocar a realização de movimentos desnecessários, com os tiques motores. O mal de Parkinson também está relacionado com a dopamina, mas é causado pela falta dela.

Como regular os níveis de dopamina

A dopamina regula funções muito importantes como a memória, o sono e o estado de humor. Por isso é de grande importância regular os níveis de dopamina. No caso de ter um excesso deste neurotransmissor, como se pode baixar a dopamina? Há duas formas principais de reduzir o excesso de dopamina:

Medicação

Como mencionávamos neste mesmo artigo, os antipsicóticos são um tipo de fármacos que trabalham para reduzir o nível de dopamina. Estes são muito comuns para o tratamento da esquizofrenia, transtorno bipolar ou a psicose.

Alimentação

Uma dieta rica em alimentos que ajudem a elevar a serotonina também pode fazer que, como consequência, a dopamina diminua. Alguns destes alimentos são os carboidratos.

Por outro lado, há outro tipo de alimentos ricos em tirosina, que é precursora da dopamina que seria melhor evitar: a cafeína, o chocolate marrom, o pato, a farinha de aveia, o queijo e o frango.

Por último, como temos visto, os níveis de estresse também estão relacionados com a regulação da dopamina. No seguinte artigo, você encontrará mais informações para gerir o estresse. Uma das práticas mais eficazes é o relaxamento, por isso, deixamos um vídeo de um relaxamento guiado a seguir.

Este artigo é meramente informativo, em Psicologia-Online não temos a capacidade de fazer um diagnóstico ou indicar um tratamento. Recomendamos que você consulte um psicólogo para que ele te aconselhe sobre o seu caso em particular.

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Bibliografia
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1 comentário
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Mateus
Muito bom. Sou leigo e entendi tudo. Me pareceu coeso com o que já sabia. Nada como fatos acima de opiniões e outras técnicas.
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